O Banco Central demonstrou preocupação com o aumento das dívidas das famílias brasileiras. Em uma ata divulgada no dia 3 de junho, o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) relatou que o endividamento familiar e o comprometimento da renda estão em níveis elevados e continuam crescendo.
O cenário atual, com juros altos e grande volume de dívidas, demanda que as instituições financeiras tenham mais cuidado na concessão de crédito.
O banco ressaltou que a composição das dívidas piorou, com mais dívidas caras, o que aumenta a pressão sobre o orçamento doméstico ao longo do tempo.
De acordo com o Comef, é preciso ter maior prudência no mercado de crédito diante dessa situação.
“O endividamento e o comprometimento de renda das famílias estão historicamente elevados e seguiram aumentando. O contínuo aumento das dívidas mais caras impacta o comprometimento da renda”, disse o documento.
Os dados indicam que o endividamento das famílias atingiu 49,8% em março, uma leve queda em relação a fevereiro, que foi de 49,9%. Excluindo o crédito imobiliário, o índice permaneceu em 31,4%.
Já o comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,3% no mesmo período. Sem considerar financiamentos habitacionais, o número foi 27%.
Para ajudar as famílias, o governo lançou o programa Desenrola Brasil, que permite trocar dívidas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, por contratos com juros limitados a 1,99% ao mês.
Essa iniciativa tem como objetivo facilitar o orçamento das famílias em meio ao alto custo do crédito, um tema que continua sendo acompanhado pelas autoridades.
