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quarta-feira, 17/06/2026

Babá é acusada de matar menina de 2 anos em Aparecida de Goiânia

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

A Polícia Civil de Goiás finalizou nesta segunda-feira (15) a investigação e denunciou uma babá de 41 anos por homicídio qualificado pela morte de uma menina de 2 anos em Aparecida de Goiânia (GO).

Maria Lyz Barros da Silva, de 2 anos, faleceu em 22 de maio após chegar desacordada no CAIS (Centro de Atendimento Integrado à Saúde). A babá, que está presa preventivamente, levou a criança ao hospital dizendo que ela teria sofrido um acidente doméstico enquanto dormia.

A suspeita, que se apresentou como tia da criança, afirmou que um espelho caiu sobre a menina durante a madrugada. No entanto, o inquérito mostra que essa versão não é verdadeira. A perícia constatou que o espelho estava intacto encostado na parede, sem sinais de queda, e uma simulação demonstrou que a explicação não coincide com as lesões encontradas.

Profissionais de saúde chamaram a Guarda Civil Metropolitana ao suspeitarem de maus-tratos ao atender a criança. A conselheira tutelar Élita Arantes contou à TV Anhanguera que a equipe médica avaliou as marcas no corpo e observou que um hematoma já estava roxo, indicando que a lesão ocorreu dias antes.

O laudo do exame post-mortem apontou que a criança morreu devido a uma grande hemorragia provocada por um trauma no rim causado por um objeto. Foram identificados pelo menos três grupos de lesões com idades diferentes, além de queimaduras. Ao chegar ao hospital, a menina tinha marcas visíveis no corpo e no rosto.

Os investigadores acreditam que a lesão fatal aconteceu cerca de três dias antes do falecimento, quando a menina estava sob os cuidados da babá. Três laudos periciais independentes descartaram a hipótese de acidente. O pai da criança também está sendo investigado.

Detalhes da investigação

Segundo a Polícia Civil, foram encontrados vestígios de sangue em vários pontos da casa da babá, com sinais de movimentação e possível tentativa de limpeza. O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia ouviu 18 pessoas durante 24 dias, incluindo testemunhas, profissionais do CAIS, familiares e a própria babá.

Além disso, análises complementares, como extração de dados do celular da suspeita e exame de DNA, serão encaminhadas ao juízo. O Ministério Público agora analisará o caso para decidir sobre a abertura de ação penal.

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