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quarta-feira, 17/06/2026

dólar sobe para r$ 5,08 devido a eleições e queda do petróleo

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O dólar teve uma alta constante contra o real nesta terça-feira, chegando perto de R$ 5,10, mesmo com o dólar caindo em outras partes do mundo. Esse movimento foi influenciado por preocupações fiscais no Brasil depois de uma pesquisa que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito nas eleições, além da queda no preço do petróleo que afetou as expectativas de melhora econômica.

Antes de decisões importantes de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores ficaram cautelosos e buscaram segurança. Há temor de que o Federal Reserve (Fed) dos EUA mantenha uma posição rígida, mesmo com o petróleo mais barato. No Brasil, dados indicam que há espaço para ajustes na taxa de juros Selic, o que pode diminuir o interesse pelo real.

Depois de registrar uma baixa inicial, o dólar começou a subir e fechou a R$ 5,0867, alta de 0,39%. No acumulado de junho, a moeda americana valorizou-se cerca de 0,87%, após uma alta de maio de 1,82%, enquanto perde 7,33% no ano.

O economista Fabrizio Velloni comenta que o ambiente interno do Brasil deve ter peso maior na formação da taxa de câmbio, devido a uma possível trégua prolongada no Oriente Médio e a aproximação das eleições. A pesquisa eleitoral atual faz o mercado prever a continuidade do governo atual e das políticas fiscais expansivas, impactando o dólar e a curva de juros.

Uma pesquisa recente revelou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está em queda, enquanto o presidente Lula mantém ampla vantagem, inclusive no segundo turno, segundo levantamentos.

O preço internacional do petróleo caiu mais de 5%, caindo abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde março, em meio a um possível acordo que permita exportações iranianas imediatas.

Rodrigo Moliterno, sócio de investimentos, observa que a queda do petróleo e o cenário eleitoral preocupam os investidores estrangeiros no Brasil.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas importantes, subiu modestamente. O Banco do Japão elevou sua taxa básica de juros para 1%, o maior nível desde 1995, apesar do iene se desvalorizar levemente.

Especialistas como Francesco Pesole indicam que o dólar permanece forte e que a reunião do Fed será decisiva para a continuidade desse cenário, dependendo dos sinais sobre os juros futuros.

Mercado de ações

O Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, caiu 0,45% devido à baixa do petróleo, expectativa de decisões rígidas na política monetária do Fed e Copom, e preocupações fiscais no país.

A pesquisa eleitoral impactou negativamente os ativos domésticos, pois a candidatura de Flávio Bolsonaro perdia força, reduzindo a percepção de uma agenda favorável ao mercado financeiro. Empresas como a Braskem tiveram quedas significativas, enquanto a Petrobras caiu cerca de 1%.

Analistas relatam que o petróleo em queda afeta negativamente o índice, que tem forte relação com commodities.

O desempenho mais fraco das vendas no varejo em abril e os indicadores econômicos mistos sugerem que a taxa de juros dificilmente será reduzida rapidamente, o que impacta ações sensíveis a taxas de juros e ao ciclo econômico doméstico.

Especialistas destacam a cautela do mercado com a política monetária diante de dados de atividade e inflação ainda desafiadores no Brasil.

Juros

Os juros futuros fecharam em alta após dias de alívio, refletindo fatores domésticos como os resultados das pesquisas eleitorais que indicam maior vantagem para Luiz Inácio Lula da Silva e deterioração nas contas públicas.

Pesquisas eleitorais recentes consolidaram a liderança do presidente Lula, com expectativa de continuidade do governo, o que gera apreensão sobre a saúde fiscal do país.

Gean Lima, gestor de portfólio, explica que a valorização do dólar e o aumento das taxas de juros refletem preocupações com inflação e finanças públicas.

Especialistas consideram o movimento dos juros como um ajuste diante do avanço eleitoral de Lula e dos fatores externos, incluindo a queda do petróleo e a expectativa por decisões monetárias.

Há uma chance significativa de corte na taxa Selic na próxima reunião do Copom, com 84% de probabilidade segundo opções no mercado, mas a decisão deve levar em conta indicadores econômicos recentes e o cenário fiscal.

O conteúdo foi preparado para uso informativo e analítico, com foco na situação econômica, eleitoral e financeira do Brasil, sem inclusão de links ou notícias relacionadas.

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