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Discurso corporativo de sindicalistas embala candidaturas ao Buriti

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Representantes de sindicatos estão em campanha com vistas às próximas eleições ao Executivo local, à Câmara Legislativa e ao Congresso Nacional. Reivindicações não atendidas serão bandeira da oposição

Representantes de sindicatos pressionam os distritais em votação na Câmara Legislativa: força eleitoral(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

 

Por trás dos discursos corporativistas em defesa das demandas de classe defendidas pelos sindicatos, há um embate eleitoral antecipado. Reivindicações como o pagamento da última parcela do reajuste salarial, concedido na gestão anterior e aprovado em lei, são as bandeiras usadas pelas candidaturas de oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Dirigentes utilizam o espaço das entidades como trampolim para pré-candidaturas. O discurso é, principalmente, de valorização do servidor, em aspectos econômicos e administrativos — a fala tende a ecoar numa cidade com mais de 160 mil servidores públicos. O chefe do Buriti aposta na contra-argumentação de que recebeu a máquina pública falida, prezou pelo ajuste fiscal e garantiu os vencimentos em dia.

Mas em tempos de eleição, concorrentes que surgem no meio sindical tendem a potencializar o discurso de desgaste do governo. Os principais sindicatos do DF têm seus representantes na disputa, seja para a Câmara Legislativa, seja como apoio a um adversário de Rollemberg. É o caso, por exemplo, do Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico). O presidente da entidade, Gutemberg Fialho, disputará uma vaga no Legislativo local pela segunda vez. Ele, que foi aliado de Rollemberg e filiado ao PSB, agora se submeterá às urnas pelo PR. O ato de filiação ocorreu ontem, com a presença do pré-candidato ao GDF Jofran Frejat.

O médico, que abriu ofensiva contra a instauração do Instituto Hospital de Base à época da votação da proposta, aponta que as recorrentes críticas ao GDF se tratam de um alerta à população e defende a participação de servidores públicos no debate político. “Para a elaboração de boas políticas públicas, é preciso alguém que tenha vivenciado a área e conheça o processo”, aponta.

Paralisações

A movimentação com viés político ganhou as ruas. Com a campanha “E aí, Rodrigo?”, o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF) distribuíram cartilhas, pregaram cartazes e lançaram vídeos questionando a atuação do Executivo local. Também no Sinpro surgiu uma provável candidata ao Buriti. A petista Rosilene Correa, diretora da entidade, é cotada para representar o partido. Ela conta com o apoio de uma parcela expressiva dos petistas.

O PSB de Rollemberg reagiu à campanha do Sinpro e acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O partido pede que todo o material de divulgação seja retirado de circulação, além da entrega de comprovantes dos exercícios de 2017 e 2018 dos comprovativos de gastos com a iniciativa. Na ação de investigação judicial eleitoral, o partido do governador afirma que o sindicato “tem despendido valores consideráveis na promoção da referida campanha contra o governador, incutindo no eleitorado ideias falsas e alavancando pretensos candidatos a cargos eletivos”. Até o fechamento desta edição, a Justiça não havia emitido decisões no processo. O argumento do PSB é de que o Sinpro faz campanha eleitoral negativa antecipada.

Presidente da CUT-DF, Rodrigo Britto afirma que, apesar de sua pré-candidatura a deputado distrital pelo PT, a campanha não tem cunho eleitoral. “Trata-se apenas de uma iniciativa de cobrança do que é de responsabilidade do governador, como a valorização do servidor e a cidadania plena”, justificou.

Como em anos anteriores, além de materiais de divulgação, diferentes sindicatos preparam uma avalanche de paralisações para as próximas semanas, com o discurso de reivindicação de reajuste, concursos públicos e nomeações, uma vez que o governo deixou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nesta semana, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF) aprovou uma paralisação de 72 horas, iniciada ontem. Na frente do complexo da Polícia Civil, a entidade instalou um boneco gigante de Rollemberg, com uma paródia ao personagem Pinóquio.

Salários

Sobre as cobranças, o governador foi incisivo em discurso nesta semana. “É importante que eles olhem o que está acontecendo em outras unidades da Federação para ver como os servidores públicos do DF são bem tratados, recebendo os salários rigorosamente em dia”, argumentou Rollemberg. O governo alega que em estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul os servidores têm uma situação pior, com atrasos de salários.

Em meio à queda de braço, sindicalistas preparam o lançamento de dezenas de candidatos. A articulação é usual. Em todas as disputas, classistas vão às urnas para defender os interesses das categorias. Mas, neste ano, o discurso ganhou visibilidade pelas demandas reprimidas dos servidores. Para o pleito, a movimentação começou há meses. A exemplo do presidente da CUT-DF, a tendência é de que a maioria dos dirigentes concorra a cargos proporcionais — deputado federal e distrital —  e negocie o apoio às chapas majoritárias (leia Palavra de Especialista).

Um dos nomes confirmados é o de Márcio Paiva, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta (Sindireta) há 10 anos. A entidade é uma das maiores do DF, com oposição à gestão Rollemberg, tendo participado da organização das manifestações de 32 categorias em anos anteriores. Pré-candidato a deputado federal pela primeira vez, ele é enfático ao repetir que disputa a vaga para defender o funcionário público. Segundo Márcio, a experiência será um trunfo na campanha. “A vida sindical nos torna doutores nos debates de todo o dia”, comenta. A candidatura será pelo Podemos, da ex-distrital Eliana Pedrosa.

Insatisfeito com a negativa do governo quanto à equiparação salarial da Polícia Civil com a Polícia Federal, o Sinpol-DF não definiu se lançará candidatura própria ou se apoiará um nome que transite bem no meio. “Estamos aguardando a consolidação das pré-candidaturas para ver o que vamos fazer”, afirmou o presidente da entidade, Rodrigo Franco.

Outros nomes fortes do movimento sindical ainda estudam a possibilidade de colocar o nome à disposição de partidos e testar as urnas. É o caso, por exemplo, da presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviços de Saúde em Brasília (SindSaúde), Marli Rodrigues; da presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Dayse Amaríllio; e do presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias, Leandro Allan Veira. Todos eles farão oposição a Rollemberg.

Desistências 

Apesar das constantes críticas à gestão socialista, alguns dirigentes sindicais que pretendiam concorrer ao Buriti recuaram. Diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa não está animada para concorrer. “A minha preocupação era de que o PT tivesse um nome à disposição. A situação mudou. Os sindicatos precisam de candidatos que os representem, mas também devem permanecer fortalecidos”, explicou Rosilene. O PT tem como pré-candidato ao Buriti Afonso Magalhães, que foi do Sindicato dos Bancários e é um dos fundadores da CUT-DF.

Pelo PSol, o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Assistência Social e Cultural (Sindsasc), Clayton Avelar, era opção. Mas o partido optou pela candidatura da diretora da Faculdade de Ciências da Saúde, Fátima de Sousa, e ele decidiu não disputar outros cargos eletivos.

União sindical

A ligação com o ovimento garantiu apoio das entidades a centenas de candidatos a cargos proporcionais e majoritários no DF. Confira alguns eleitos:

  • Erika Kokay (PT) – Histórico: ex-presidente do Sindicato dos Bancários e da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Cargos: duas vezes deputada federal e duas como distrital

  • Geraldo Magela (PT) – Histórico: fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Cargos: três vezes deputado federal e duas como distrital

  • Chico Vigilante (PT) – istórico: ex-presidente o Sindicato dos Vigilantes  da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Cargos: duas vezes deputado federal e três como distrital

  • Wellington Luiz (PMDB) -Histórico: ex-presidente o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol)

Cargos: duas vezes distrital

  • Paulo Tadeu – histórico: ex-diretor do Sindicato dos Urbanitários

Cargos: uma vez deputado federal e três como distrital

  • Roberto Policarpo (PT) – histórico: ex-coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União do Distrito Federal (Sindjus) e ex-dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público (Fenajufe)

Cargos: uma vez deputado federal

  • Wasny de Roure (PT) – Histórico: ex-diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal

Cargos: uma vez deputado federal e cinco como distrital

  • Fábio Barcellos -Histórico: ex-presidente do Sindicato dos Policiais do DF

Cargos: uma vez distrital

  • Cabo Patrício -Histórico: ex-presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra)

Cargos: três vezes eputado distrital

Fonte: Ana Viriato, Flávia Maia/ Correio Braziliense

     

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    DF inicia vacinação itinerante de crianças contra covid-19

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    Prioridade é para as que estão de cama ou com dificuldade de locomoção

    © José Cruz/Agência Brasil

    O governo do Distrito Federal (DF) iniciou nesta segunda-feira (17) a vacinação itinerante de crianças contra a covid-19. A iniciativa é voltada para crianças de 5 a 11 anos que estejam de cama ou tenham dificuldade de locomoção.

    Para receber a imunização, a família da criança deve entrar em contato com a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua casa e solicitar que uma equipe vá fazer a aplicação.

    A campanha de vacinação infantil na capital do país começou neste domingo (16), com 11 postos abertos das 9h às 17h.

    Nesta etapa, têm prioridade crianças com comorbidades ou com deficiência permanente e sob tutela do Estado. Também estão incluídas crianças sem comorbidades, mas com pelo menos 11 anos completos.

    Entre as comorbidades, estão diabetes, pneumopatias graves, hipertensão arterial resistente, insuficiência cardíaca, síndromes coronarianas, miocardiopatias, doenças de aorta e grandes vasos, cardiopatias congênitas, doenças neurológicas e renais crônicas, obesidade mórbida, síndrome de down e cirrose hepática.

    Em cada posto de vacinação há três aplicadores, que se dividirão entre crianças com comorbidades, com deficiência permanente e sem comorbidades com idade até 11 anos.

    Os locais de vacinação estão listados no site da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

    Foram enviadas ao DF 16,3 mil doses. Estima-se que a capital federal tenha 268 mil crianças na faixa de 5 a 11 anos. Aquelas que tenham tomado outras vacinas devem esperar pelo menos 15 dias antes de buscar a imunização contra covid-19.

    Brasil

    O único imunizante autorizado para aplicação em crianças é o da Pfizer, e são necessárias duas doses, com intervalo de oito semanas. A dosagem é diferente da aplicada em adultos.

    Para receber a vacina, a criança precisa estar acompanhada dos pais ou responsáveis ou apresentar autorização destes por escrito.

    As primeiras doses do imunizante para crianças chegaram quinta-feira (13) ao Brasil. O primeiro lote, com 1,2 milhão de doses, foi enviado por avião e distribuído a estados e municípios. Nova remessa com mais 1,2 milhão de doses chegou neste domingo.

    Por Agência Brasil

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    Covid: 4ª dose de vacina não impede infecção por Ômicron, indica estudo

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    Estudo foi realizado em um dos principais hospitais de Israel, o Sheba Medical Center

    Profissional de saúde prepara uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 (AFP/AFP)

    Uma quarta dose da vacina contra a Covid-19 aumenta os anticorpos para níveis ainda mais altos do que a terceira dose, mas provavelmente não é suficiente para prevenir infecções pela variante Ômicron do coronavírus, de acordo com um estudo preliminar realizado em Israel.

    O Centro Médico Sheba em Israel administrou uma segunda dose de reforço em um estudo com sua equipe e está estudando os efeitos da dose da vacina da Pfizer em 154 pessoas após duas semanas, e do reforço com o imunizante da Moderna em 120 pessoas após uma semana, afirmou Gil Regev-Yochai, diretor da Unidade de Doenças Infecciosas.

    Esse grupo estão sendo comparados com um grupo de controle que não recebeu a quarta dose. Os voluntários no grupo da Moderna haviam recebido três doses da vacina da Pfizer, afirmou o hospital.

    A dose adicional levou a um aumento no número de anticorpos “até mesmo um pouco maior do que o que tínhamos após a terceira dose”, disse Regev-Yochay.

    “Ainda assim, isso provavelmente não é o suficiente para a Ômicron”, disse ela a jornalistas. “Sabemos até agora que o nível de anticorpos necessários para proteger e não se infectar com a Ômicron é provavelmente alto demais para a vacina, mesmo se for uma boa vacina.”

    As descobertas, que segundo o hospital são as primeiras do tipo no mundo, são preliminares e ainda não foram publicadas.

    Israel foi o país que avançou mais rápido em sua vacinação inicial contra a Covid-19 há um ano, e começou no mês passado a aplicar uma quarta dose, ou segundo reforço, para os grupos mais vulneráveis e de alto risco.

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    Bolsonaro confirma que Tarcísio de Freitas disputará governo de São Paulo

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    Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro

    (crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil )

    O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou nesta quinta-feira, 13, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, vai disputar o governo de São Paulo neste ano. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que, se o ministro for eleito, fará um trabalho “semelhante” ao seu.

    “Eu vou responder essa aí porque o Tarcísio não pode responder, não. Eu conversei com o Tarcísio e ele topou ser pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo”, disse Bolsonaro, em resposta a uma pergunta feita ao ministro durante a “live”.

    Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro. “No nosso governo, ele tem feito um trabalho que é reconhecido por todos. É um tocador de obras, é um empreendedor e sabe realmente dos problemas do Brasil todo”, afirmou o chefe do Executivo.

    Bolsonaro frisou que Tarcísio se formou, como ele, na Academia Militar das Agulhas Negras e trabalhou na Comissão de Transportes da Câmara, quando foi deputado. “Logicamente, ele não vai saber com profundidade, com particularidade, certos problemas do Estado de São Paulo, assim como eu não sei do Brasil. Agora, o Tarcísio pode, sim, ser uma esperança para São Paulo”, afirmou.

    Pressão política

    Ao dizer que sofreu pressões políticas no começo de seu governo para preencher a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro sugeriu que Tarcísio seguisse seu exemplo. Segundo o presidente, apesar da entrega da Casa Civil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), ambos do Centrão, ele não cedeu às pressões políticas.

    A ministra Flávia Arruda pediu licença do cargo a partir desta quinta-feira e ficará afastada da pasta até o dia 21 de janeiro para tratar de “assuntos particulares”. A licença da titular consta em publicação do Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14.

    “Pode ter certeza, ele ganhando as eleições, porventura, vai fazer um trabalho semelhante ao meu, a começar pela escolha do seu secretariado, que tem que ser tecnicamente escolhido”, acrescentou Bolsonaro.

    Durante a “live”, ao falar de eleições, o chefe do Executivo também disse que quando ele sair do governo, vai entrar outro presidente com o mesmo perfil. “Pretendo não ficar a minha vida toda por aqui, não”, declarou Bolsonaro.

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    Covid-19; Saiba onde se vacinar nesta sexta dia (14/01)

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    Pontos de vacinação

    *A dose de reforço é aplicada preferencialmente com a vacina Pfizer-BioNTech ou com a CoronaVac.

     

     

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    Sargento é condenado por beijar aluna de 14 anos do Colégio Militar de Brasília

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    (crédito: Colégio Militar de Brasília)

    A 1ª Auditoria da Justiça Militar de Brasília condenou a quatro anos de reclusão e exclusão das Forças Armadas um sargento do Exército, músico, por constranger uma estudante menor de 14 anos, do 8° ano do ensino fundamental do Colégio Militar de Brasília (CMB), com um beijo na boca. O Conselho Permanente de Justiça — composto pela juíza Flávia Ximenes Aguiar de Sousa e quatro oficiais do Exército — considerou que o sargento, que era professor de percussão da vítima, incidiu na prática de atentado violento ao pudor, com a circunstância de violência presumida.

    Ao fundamentar a sentença do militar, a juíza disse que a prova testemunhal foi “uníssona” em apontar que o músico tinha uma “conduta completamente diversa” da prevista nos regulamentos dos professores do CMB: “Tais investidas foram descobertas pela mãe da adolescente, que verificou que sua filha mantinha conversas com o acusado até tarde da noite e, posteriormente, descobriu as mensagens da filha à amiga em que confidenciou ter sido beijada pelo graduado”, destacou.

    Segundo o Ministério Público Militar (MPM), o crime ocorreu no espaço musical do CMB, sendo que, posteriormente, o músico passou a prolongar o tempo de intervalo da aula para “conversarem a sós”, enviar mensagens de beijos e corações à aluna. Os detalhes foram divulgados, ontem, pela Justiça Militar.

    A Promotoria diz que a estudante passou a se comportar “de maneira conflituosa, eufórica e depressiva” e tentou rejeitar as investidas. Ainda assim, o professor teria mantido a conduta, disse o Ministério Público Militar (MPM), que apresentou como provas conversas do aplicativo WhatsApp.

    Tentativa de ajuda

    O sargento negou ter beijado a estudante e afirmou que mandou as mensagens para a menina com a intenção de ajudá-la, pois a via muito depressiva. Além disso, disse que apenas uma das conversas dos autos seria verídica e que teria ocorrido após ligação em que a ela dizia que iria tirar sua própria vida. O sargento disse que, “para ganhar tempo, mandou ‘emoji’ de coração, mandando-a ter calma e afirmando que a amava, sendo apenas essas as mensagens enviadas”.

    O músico sustentou que não houve interação indevida com a vítima e se disse uma pessoa extrovertida, ‘com uma aula diferenciada por se tratar de música e precisar estar corpo a corpo com o aluno’. Além disso, alegou que não tratava alunos de maneira diferenciada e que seu jeito brincalhão ocasionou a situação. “Não houve interação no sentido de assédio para com a aluna”.

    A defesa do sargento argumentou que imagens apresentadas pela vítima como sendo de conversa travada com o sargento não seriam confiáveis e não foram reconhecidas por ele. Sobre os danos psicológicos, os advogados sustentaram que não estariam ligados ao músico, mas a “problemas psicológicos pretéritos, especialmente por causa de desavenças escolares, baixa autoestima e pelo quadro de saúde do pai da aluna”.

    A juíza destacou o registro feito por uma psicóloga que atendeu a aluna, que indicou que a “narrativa foi objetiva e íntegra, demonstrando ser um relato fidedigno”.

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    Compostos da Cannabis podem prevenir covid-19, mostra estudo

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    Pesquisadores encontraram dois ácidos canabinoides que impedem entrada do coronavírus nas células humanas

    Cannabis: Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos. (Tinnakorn Jorruang/Getty Images)

     

    Um estudo feito em conjunto por pesquisadores da Universidade Estadual de Oregon e da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, ambas nos EUA, descobriu que compostos de uma planta semelhante à da maconha podem ajudar a prevenir a covid-19 bloqueando a entrada do coronavírus nas células.

    Os cientistas encontraram dois ácidos canabinoides comumente encontrados em variedades de cânhamo (planta da espécie Cannabis sativa, a mesma da maconha) capazes de se ligar à proteína Spike do coronavírus, estrutura usada pelo Sars-CoV-2 para invadir as células humanas. Ao se ligarem à proteína S, o ácido canabigerólico (CBGA) e o ácido canabidiólico (CBDA) podem impedir que o vírus infecte as células.

    “Oralmente biodisponíveis e com um longo histórico de uso humano seguro, esses canabinoides, isolados ou em extratos de cânhamo, têm o potencial de prevenir e tratar a infecção por SARS-CoV-2”, escreveram os pesquisadores no resumo do estudo.

    De acordo com Richard van Breemen, principal autor do estudo, pesquisador do Centro Global de Inovação em Cânhamo do Estado de Oregon e associado à faculdade de Farmácia da Universidade estadual de Oregon, os ácidos canabinóides usados no estudo são abundantes na planta cânhamo.

    Esses compostos não são psicoativos como o THC (tetrahidrocanabinol) e têm um bom perfil de segurança em humanos.

    Os pesquisadores acrescentaram também que os compostos estudados bloquearam a ação de variantes do coronavírus, como a Alfa (B.1.1.7) e a Beta (B.1.351).

    A proteína Spike é o alvo das principais vacinas disponíveis até o momento para prevenir a Covid-19, como também das terapias com anticorpos monoclonais. Embora sejam necessárias mais pesquisas, os cientistas acreditam, com base em seu estudo, que os ácidos canabinóides podem ser usados em medicamentos para prevenir ou tratar a Covid-19.

     

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