A desigualdade de renda no Brasil aumentou em 2025, mas ainda está entre as menores já registradas. Esse número é calculado pelo Índice de Gini, que mede a concentração de renda em uma população.
Em 2024, o índice atingiu o ponto mais baixo da série histórica, com 0,487. No entanto, no ano passado, esse valor subiu para 0,491. Quanto mais próximo de zero estiver o Índice de Gini, menor é a desigualdade; quanto mais perto de um, maior a desigualdade.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O histórico do índice mostra que, entre 2012 e 2015, houve uma redução na desigualdade, com o índice caindo de 0,504 para 0,490. Depois, entre 2015 e 2019, a desigualdade aumentou, atingindo seu pico em 2018 e 2019, com o índice em 0,506.
Rendimento no Distrito Federal é quase o dobro da média nacional
Existem grandes diferenças de renda entre as regiões do país. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Distrito Federal (DF) é quase o dobro da média nacional. Enquanto a média nacional é de R$ 2.264, no DF é de R$ 4.401, um valor 94,5% maior.
A unidade da federação com o menor rendimento é o Maranhão, com uma média de R$ 1.231. O rendimento médio no DF é, portanto, 3,6 vezes maior que no Maranhão.
Outras regiões com alto rendimento são São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$ 2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732).
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