Nossa rede

Tecnologia

Depois de fones, novo iPhone pode ser vendido sem carregador

Publicado

dia

Para economizar custos, Apple pode remover o dois acessórios do aparelho e realizar a venda separada dos produtos

iPhone: novo modelo do iPhone SE pode ser vendido sem o carregador (Apple/Exame/Reprodução)

A caixa do novo iPhone vai estar bem mais leve neste ano. De acordo com o analista de tecnologia Ming-chi Kuo, conhecido por antecipar novidades de produtos da maçã, a Apple pretende comercializar os novos iPhones sem fones de ouvido ou carregadores. Ou seja, quem comprar o aparelho terá que adquirir os acessórios separadamente.

No relatório de Kuo, reportado pelos sites AppleInsider, MacRumors e 9to5Mac, o especialista aponta que o modelo que perderá o carregador como acessório padrão será o iPhone SE. Já os fones de ouvido EarPods não serão mais ofertados em todos os novos celulares da Apple. Desta forma, a empresa passa a impulsionar ainda mais a venda dos AirPods, seus fones de ouvido sem fio. O conjunto custa a partir de R$ 1.349 no Brasil.

Segundo Kuo, a fabricante continuaria fornecendo o cabo Lightning, mas não entregaria mais o carregador com porta USB para ser utilizado na tomada elétrica. Na versão de 5W, ele custa R$ 149.

Kuo explica que a estratégia da Apple é diminuir os custos crescentes da produção do iPhone. Os gastos aumentaram por conta dos componentes necessários permitir conexões em redes 5G. Para isso, além de não fornecer itens “gratuitamente”, a companhia desenvolveu embalagens menos e mais leves para os celulares, o que diminui os custos de logística.

Já sobre os novos iPhones em si, não há muito o que ser dito. O mercado aponta que o celular que será lançado nos próximos meses será comercializado em quatro modelos diferentes – sendo um deles na versão SE. Todos terão acesso às redes de internet móvel de quinta geração, contarão com telas de material OLED e usarão os novos processadores A14, que teve seu visual totalmente reformulado.
Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Tecnologia

Entenda por que o Google está pagando bilhões de dólares para a Apple

Publicado

dia

Acordo entre as duas empresas está causando polêmica entre órgãos reguladores de mercado da Europa

Google: empresa de Mountain View paga bilhões de dólares para a Apple para ser o buscador padrão do navegador Safari (NurPhoto / Colaborador/Getty Images)

O Google desembolsou 1,5 bilhão de dólares na conta da Apple em 2019. O pagamento foi feito para que a empresa tenha seu buscador como serviço padrão no navegador Safari, presente no iPhone. E isso não está agrando em nada órgãos reguladores de mercado da Europa que estão investigando as duas empresas por ações anticompetitivas.

Conforme reportado pela Reuters, a cifra paga pelo Google para a Apple no ano passado está descrita no relatório compilado pela Autoridade de Competição e Mercados do Reino Unido. O valor exato pago pelo Google para que todas as pesquisas feitas pelos usuários em qualquer área do Safari direcionem para o seu serviço de buscas é de 1,2 bilhão de libras esterlinas.

O relatório critica o acordo entre as duas companhias e diz que negócios deste tipo criam uma “barreira significa para a entrada e a expansão” de competidores do Google. Também há críticas para a Apple, que lucra com este tipo de negócio e é aconselhada a permitir que os usuários de seus produtos possam realizar configurações prévias no Safari para decidirem qual serviço de busca padrão gostariam de utilizar.

Vale lembrar que a gigante de Mountain View lucra bilhões de dólares com anúncios comercializados em sua plataforma de pesquisa pela ferramenta Google Ads. Da receita de 41,1 bilhões de dólares no primeiro trimestre deste ano, uma fatia de 82% veio das receitas com publicidade. O percentual equivale a 33,7 bilhões de dólares.

Essa não é a primeira vez que as duas empresas estão envolvidas em um imbróglio antitruste neste sentido. Segundo a Bloomberg, que teve acesso a documentos judiciais, o Google pagou 1 bilhão de dólares para a Apple em 2014 para ser o buscador padrão do sistema operacional iOS. Analistas entrevistados pelo The Verge estimam que a Apple tenha faturado algo em torno de 9 bilhões de dólares com estes acordos.

O Google é de longe o buscador mais utilizado do planeta. Dados da empresa de pesquisa Statcounter GlobalStats apontam que a companhia foi responsável por 92,06% das pesquisas realizadas na internet durante o mês de maio deste ano. Principal rival, o serviço Bing, da Microsoft, registrou uma fatia de apenas 2,61% das buscas. Em terceiro lugar está o Yahoo com 1,79%.

Ver mais

Tecnologia

Review: Edge+ é volta em grande estilo da Motorola na briga contra iPhone

Publicado

dia

O smartphone tem longa duração de bateria e câmera de 108 megapixels

Motorola Edge+: o smartphone tem sistema Android 10 e câmera traseira tripla (Lucas Agrela/Exame)

O Edge+ é o primeiro smartphone da Motorola que almeja o segmento topo de linha, ocupado pelo iPhone 11 Pro Max e pelo Samsung Galaxy S20+. A fabricante americana, que pertence à chinesa Lenovo, voltou seus esforços à linha Moto G e Motorola One por anos, o que a ajudou a recuperar sua lucratividade após dez anos de jejum. Agora, o Edge+ é o retorno em grande estilo da marca na briga contra o iPhone.

Design

O visual e a construção do Edge+ são dignos de um aparelho topo de linha. Com pintura espelhada, o smartphone tem apenas o logotipo e suas câmeras na parte traseira, o que dá refinamento e simplicidade ao dispositivo. A tela de 6,7 polegadas tem o vidro reforçado Gorilla Glass 5, da americana Corning, que aguenta quedas de até 1,6 metro, em 80% das vezes, sem estilhaçar.

O sensor de impressões digitais é posicionado na tela, algo que a Motorola faz pela primeira vez no segmento topo de linha, colocando a marca em pé de igualdade com essa categoria no mercado de celulares Android.

O aparelho tem contorno em alumínio e sua tela tem curvaturas nas duas laterais, assim como acontece com o Galaxy S20+.

Mesmo sendo um produto do segmento topo de linha, como o iPhone, o Edge+ tem conector para fones de ouvido.

No entanto, o smartphone não é resistente à água e poeira segundo a certificação IP68, como acontece com o rival da Samsung. O produto tem proteção contra respingos, mas não contra imersão.

Câmeras

As câmeras do Edge+ são as mais avançadas que a Motorola já ofereceu em um smartphone. O sensor principal capta imagens com 108 megapixels. As informações captadas pela câmera são combinadas para melhorar os resultados de captura de luz e cores, e geram imagens com cerca de 30 megapixels. O nível de detalhamento que a câmera é capaz de oferecer é alto e se mostra dentro da média da categoria. As cores são um pouco mais saturadas do que as vistas em smartphones da Samsung e da Apple.

No total, o Edge+ conta com três câmeras. Além da que tem sensor de 108 megapixels, ele conta com uma que oferece zoom de até 3x com estabilização óptica e outra de 16 megapixels que é ultra grande angular, como uma GoPro. O ângulo de captura dessa câmera é de 120 graus, enquanto o normal é que câmeras captem apenas 80 graus. O interessante dessa câmera é a implementação que a Motorola fez nela: além de capturar imagens amplas, ela também capta imagens como se fosse uma lente macro, ou seja, fotos podem ser tiradas com distância de cerca de 4 centímetros, situação em que a maioria das câmeras não consegue manter o foco ou mostrar detalhes da imagem.

Veja algumas fotos tiradas com o Motorola Edge+:

Foto com o Motorola Edge+ Edge+: Imagem com a câmera de 108 megapixels
Foto com o Motorola Edge+ Edge+: Imagem com a câmera de 16 megapixels no modo macro
 Edge+: Imagem com a câmera de 8 megapixels e zoom de 3x

Para filmagem, o Edge+ é o segundo com a maior resolução disponível, atrás do Galaxy S20+. As imagens podem ser gravadas com resolução 6K, acima do padrão de imagem 4K. O rival da Samsung filma em resolução 8K – o que viabiliza a criação de conteúdo para as suas TVs de igual resolução já vendidas no Brasil.

A câmera frontal registra imagens com sensor de 25 megapixels com abertura de f/2.0, ou seja, quanto mais luz natural, melhores tendem a ser os resultados.

Configuração

Por dentro, o Edge+ é uma máquina potente. Ele tem processador (SoC) Snapdragon 865 octa-core, 12 GB de RAM e 256 GB de memória de armazenamento. Em conectividade, ele vem com os padrões mais avançados do momento, o Wi-Fi 6 e 5G (para quando tivermos essa rede disponível no Brasil).

Nos testes com aplicativos de benchmark, que avaliam o desempenho geral dos smartphones, o Edge+ se manteve na lista dos melhores do mundo.

AnTuTu – 585.781

Geekbench – 3.350 (multi-core)

Bateria

A bateria do Edge+ tem capacidade de 5.000 mAh. O aparelho tem duração estimada pela fabricante de até dois dias de uso.

Considerações finais

O Motorola Edge+ é uma volta em grande estilo da marca ao segmento topo de linha. Ele acirra a competição na categoria e pode deixar o consumidor divido entre comprar um iPhone 11 Pro ou um Galaxy S20+. Ainda assim, a proteção contra a água é algo que faz falta e pode levar a escolha de outro aparelho – especialmente por conta do preço sugerido de 7.999 reais. Por outro lado, o alto tempo de duração da bateria pode ser um ponto determinante na decisão do consumidor. Com isso, o Edge+ é voltado aos entusiastas de novas tecnologias e mostra que Motorola voltou à competição com vontade. Com ajustes, no futuro, a linha Edge poderá se tornar a melhor escolha de smartphone Android.

Ver mais

Tecnologia

Google vai descontinuar dois smartphones da linha Pixel

Publicado

dia

Aparelhos Pixel 3A e 3A XL não serão mais comercializados pela empresa de Mountain View, que irá focar nas vendas do Pixel 4

MOUNTAIN VIEW, CALIFORNIA – MAY 07: The new Google Pixel 3a is displayed during the 2019 Google I/O conference at Shoreline Amphitheatre on May 07, 2019 in Mountain View, California. Google CEO Sundar Pichai delivered the opening keynote to kick off the annual Google I/O Conference that runs through May 8. (Photo by Justin Sullivan/Getty Images) (Justin Sullivan / Equipe/Getty Images)

O Google anunciou nesta quarta-feira (1) que vai descontinuar os smartphones Pixel 3A e 3A XL. Não comercializados no Brasil, tal como os demais celulares da empresa, os dois modelos tinham preços mais acessíveis em relação aos outros aparelhos da linha.

O plano por trás da descontinuidade pode ser impulsionar a venda do Pixel 4. Lançado em outubro de 2019, este é o principal smartphone do Google. Ele conta com processador Snapdragon 730, tela de 5,81 polegadas com display em resolução de 2340 x 1080 pixels e câmeras frontal e traseira de 12,2 e 8 megapixels, respectivamente.

Rumores recentes apontam que a companhia de Mountain View pretende ainda lançar uma versão mais simples do aparelho, chamada de 4A. Vídeos do aparelho sendo testado foram divulgados na internet, mas o Google ainda não confirmou oficialmente seus planos neste sentido.

Para quem ainda estiver interessado em adquirir os modelos descontinuados, o Google informou o site Android Police que os aparelhos ainda podem ser adquiridos em parceiros comerciais da empresa. Foi possível encontrar unidades disponíveis para venda em sites de grandes varejistas americanas, como a Amazon, por exemplo.

O Google não especifica em seus balanços financeiros o quanto fatura somente com a linha de celulares. Os aparelhos são classificados no segmento “Outros”, que engloba ainda a receita obtida com a loja de aplicativos Play Store e a venda de dispositivos como os smart speakers Google Home e Nest Hub.

Em números, a cifra registrada no primeiro trimestre deste ano neste segmento foi de 4,4 bilhões de dólares – alta de 22% em relação ao mesmo período de 2019. A receita total da Alphabet, controladora do Google, no trimestre foi de 41,2 bilhões de dólares, 13% a mais do que o registrado nos primeiros três meses do ano passado.

Ver mais

Tecnologia

Positivo Tecnologia vence licitação da urna eletrônica brasileira

Publicado

dia

Empresa competia com a Smartmatic para entregar 180.000 urnas ao TSE

Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia: empresa venceu licitação de urna eletrônica do TSE (Guilherme Pupo/Exame)

A Positivo Tecnologia atingiu um feito marcante na sua história: pela primeira vez, ela será a empresa brasileira responsável pela fabricação da urna eletrônica eleitoral.

A curitibana fez uma proposta comercial de entregar 180.000 urnas eletrônicas por 799.997.366,01 reais, enquanto a Smartmatic, com sede em Londres e liderada pelo venezuelano Antonio Mugica, fez proposta de 1.726.326.546,33 reais em janeiro de 2020. Atualmente, o TSE conta com 470.000 urnas e as novas devem substituir aquelas que foram fabricadas entre os anos de 2006 e 2008, que somam 83.000 unidades.

O período para entrada com recursos expirou na última terça-feira e a Positivo Tecnologia será anunciada como vencedora da licitação nos próximos dias. As primeiras urnas feitas pela empresa brasileira serão entregues para as eleições de 2022.

O valor do contrato pode aumentar o faturamento da Positivo, que saiu do prejuízo no ano passado e lucrou 20,8 milhões de reais.

Ver mais

Tecnologia

Pagamento pelo WhatsApp volta quando proteção de dados for provada, diz BC

Publicado

dia

Nesta semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) voltou a permitir a criação do sistema de pagamentos, mas o BC ainda proíbe

Pagamentos pelo WhatsApp: Banco Central exige comprovação de competitividade e proteção de dados (WhatsApp/Divulgação)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira que os pagamentos pelo WhatsApp serão aprovados pela autarquia assim que for comprovado que o arranjo proposto pela empresa é competitivo e tem a proteção de dados na forma que o BC considera adequada.

Ao participar de evento promovido pelo jornal Correio Braziliense, ele afirmou que o entendimento da autoridade monetária é que um arranjo que começa com 120 milhões de usuários — base do WhatsApp no país — não é pequeno e, portanto, precisa passar pelo mesmo crivo que outros arranjos.

“Em nenhum momento o BC proibiu nada, está disposto a autorizar assim que for seguido o mesmo trilho dos outros arranjos”, disse.

Nesta semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu retirar a medida cautelar que impedia acordo para a criação de um sistema de pagamentos no país recentemente lançado pelo WhatsApp com a maior empresa do setor no Brasil, a Cielo. O órgão de defesa da competição afirmou, porém, que vai continuar a investigação sobre a parceria.

Ver mais

Tecnologia

Descobertas “sinistras” sobre o TikTok: o app da moda espiona você?

Publicado

dia

Banida na Índia e com falha que gerou cópias em iPhones, rede social vem sendo acusada de insegura. Mas questões geopolíticas podem influenciar a discussão

TikTok: rede social de vídeos rápidos segue crescendo em meio à pandemia do coronavírus (Danish Siddiqui/File Photo/Reuters)

O banimento da rede social de vídeos TikTok na Índia nesta segunda-feira, 29, foi mais um dos recentes episódios de acusações de segurança contra o app chinês, uma das grandes sensações dos últimos meses no Brasil e no mundo e que já chegou a mais de 2 bilhões de downloads.

Além do TikTok, a Índia proibiu ontem outras dezenas de aplicativos chineses, como o WeChat, em meio a tensões geopolíticas entre os dois países. Ao todo, foram 59 apps banidos.

Ao justificar a ação, o governo indiano também citou questões de segurança. Em nota, o Ministério da Tecnologia da Informação disse que os apps eram “prejudiciais à soberania e integridade da Índia, defesa da Índia, segurança do estado e ordem pública”. O Ministério diz ainda que recebeu “muitas reclamações de fontes variadas” sobre apps que estariam “transmitindo informações de usuários” sem sua autorização.

No domingo, 28, artigo do consultor de tecnologia Enrique Dans na revista americana Forbes relembrou acusações contra o app chinês e eventuais problemas de segurança e disse que “por trás de seu exterior divertido está um propósito sinistro”. O artigo vem depois que, na semana passada, uma acusação contra o TikTok surgiu com a atualização do sistema de segurança do iOS 14, novo sistema operacional da Apple para 2020, que avisa o usuário quando o programa que está usando copiou algo.

Nas redes sociais, circularam imagens de que o TikTok estaria copiando palavras digitadas no celular. O TikTok respondeu à Forbes que a função foi criada para identificar comportamento repetitivo e que uma nova versão do app foi enviada à Apple para eliminar potenciais confusões.

Após a denúncia contra o TikTok, mais de 50 apps também foram pegos fazendo o mesmo tipo de cópia no iOS, segundo o especialista Tommy Mysk, o que pode não ter sido intencional — inclusive nomes como os jornais The New York Times e Wall Street Journal ou o aplicativo de clima AccuWeather.

Nos últimos meses, outras acusações contra problemas de segurança do TikTok também surgiram, sobretudo no Ocidente. As Forças Armadas americanas já proibiram seus funcionários de usarem o app, como uma ameaça à segurança nacional. O próprio governo dos Estados Unidos também disse estar investigando o aplicativo.

Outra investigação, da empresa de cibersegurança Check Point, de Israel, disse que o app têm vulnerabilidades e problemas de segurança. O presidente do fórum Reddit, Steve Huffman, chamou o TikTok de um “app fundamentalmente parasita que está sempre ouvindo”.

Na outra ponta, como mostra o caso da Índia, é impossível não envolver questões de geopolítica nas discussões. A Huawei, outra empresa chinesa, também é constantemente criticada por rivais da China no Ocidente e acusada de usar sua tecnologia para espionar usuários e países.

As acusações contra a Huawei já levaram à prisão da herdeira da empresa no Canadá e fizeram o presidente americano, Donald Trump, pedir a aliados, como os países europeus e o Brasil, que não aceitem a infraestrutura de 5G da Huawei (no Reino Unido, que considerava contar com a empresa chinesa na instalação do 5G mesmo após o pedido de Trump, o caso está em estudo).

Um investidor da ByteDance, controladora do TikTok, disse  que as investidas contra o app se baseiam nas mesmas questões geopolíticas dos últimos anos, como um embate entre antigas e novas empresas de tecnologia e um “sentimento anti-chinês”.

Empresas de tecnologia do outro lado do mundo, nos Estados Unidos, também já foram acusadas de possuir dados demais sobre usuários e de uma possível espionagem. Um dos ápices foi o episódio da Cambridge Analytica, em que dados de mais de 80 milhões de usuários do Facebook e do Twitter chegaram às mãos de uma consultoria política que usou as informações para tentar influenciar o referendo do Brexit, no Reino Unido, e as eleições presidenciais americanas que elegeram Donald Trump, ambos em 2016.

Para além das questões de segurança, o TikTok é acusado de praticar censura para seguir a linha do governo chinês, onde fica a ByteDance. Durante os protestos de Hong Kong, relatos nas redes sociais acusaram o TikTok de estar censurando postagens sobre os protestos e não mostrando as imagens quando termos relacionados a Hong Kong eram procurados — os protestos na ilha, que é território autônomo da China, desagradam ao governo central chinês em Pequim.

Startup mais valiosa do mundo

Fundada em 2012, a ByteDance é a startup mais valiosa do mundo, sobretudo graças ao TikTok, mas também opera outras frentes com foco em inteligência artificial — é essa tecnologia que atualiza feeds de redes sociais com base nas preferências do usuário. A companhia terminou o ano valendo 75 bilhões de dólares, segundo ranking calculado pela empresa de inteligência CB Insights, valor obtido após sua última rodada de investimentos, há dois anos.

A agência Bloomberg publicou que, segundo fontes no mercado privado, o valor de mercado da empresa pode ter subido mais de um terço, para mais de 100 bilhões de dólares. O faturamento da ByteDance também saltou de 7 bilhões em 2018 para 17 bilhões em 2019, com lucro de 3 bilhões de dólares, ainda segundo a Bloomberg.

Em 2019, o TikTok foi o terceiro app mais baixado do mundo, e soma mais de 800 milhões de usuários ativos. Em 2020, vem se mostrando resiliente mesmo em meio à crise do coronavírus, tendo aberto milhares de vagas de trabalho e com alta em número de usuários, segundo projeções de consultorias.

Só nos Estados Unidos, o número de usuários únicos usando a ferramenta foi de 27 milhões em outubro de 2019 para 52,2 milhões de pessoas em março de 2020, uma alta de 94%, segundo dados da empresa especializada em métricas digitais Comscore.

Ver mais

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?