O Comitê de Política Monetária (Copom) optou por reduzir a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 14,5% ao ano. Esta decisão mantém a sequência de cortes iniciada na última reunião, quando a taxa foi reduzida para 14,75%. Antes desses cortes, a Selic estava estável em 15% ao ano durante cinco reuniões consecutivas.
O movimento era esperado pelo mercado financeiro, que vinha interpretando os sinais do comitê como o começo da flexibilização da política monetária.
Perspectivas do mercado para a Selic
Segundo o relatório Focus, que coleta semanalmente opiniões de analistas financeiros, a previsão é que a Selic termine o ano de 2026 em 13% ao ano. Isso indica que não há expectativa de novos aumentos da taxa para os próximos anos. As projeções para os anos seguintes são:
- 2027: 10,5% ao ano
- 2028: 10% ao ano
- 2029: 9,5% ao ano
Essas projeções mostram que o mercado não acredita que a taxa Selic cairá abaixo de dois dígitos até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026, nem durante o mandato do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que termina em 2028.
Calendário de reuniões do Copom em 2026
- 27 e 28 de janeiro
- 7 e 18 de março
- 28 e 29 de abril
- 16 e 17 de junho
- 4 e 5 de agosto
- 15 e 16 de setembro
- 3 e 4 de novembro
- 8 e 9 de dezembro
