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domingo, 03/05/2026

Exercício Naval dos EUA Próximo a Cuba

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Os Estados Unidos iniciaram um exercício militar no sul da Flórida, perto de Cuba, devido ao aumento da tensão com o governo cubano. As operações ocorrem em Key West, a aproximadamente 150 km de Cuba, sob a operação FLEX2026.

Segundo a Marinha dos EUA, os treinamentos começaram na sexta-feira (24/4) e vão até quinta-feira (30/4). A atividade inclui o uso de equipamentos autônomos, semi-autônomos, dispositivos não tripulados e forças navais tradicionais.

O objetivo é testar e acelerar o uso dessas tecnologias em situações reais, especialmente em operações no mar. Entre as metas estão melhorar a vigilância regional e combater crimes, como o tráfico de drogas no Caribe.

Desde o início do ano e após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela, Donald Trump intensificou a pressão comercial e retórica contra Cuba, afirmando que terá a “grande honra” de tomar o país após o fim da guerra com o Irã.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país está pronto para responder a uma possível ação militar dos Estados Unidos, ressaltando que o momento exige preparação para ameaças sérias, incluindo agressão militar.

Aumento da presença militar dos EUA em Cuba

Recentemente, foi notado um crescimento na presença militar americana ao redor de Cuba, com voos de drones de alta altitude, como o MQ-4C Triton, usados para monitoramento e missões longas.

Também foram detectadas aeronaves de inteligência e vigilância, como o RC-135 e o P-8 Poseidon, além de helicópteros militares e equipamentos de controle aéreo. Esses recursos permitem o acompanhamento em tempo real dos movimentos no ar e no mar.

O exercício também inclui embarcações não tripuladas, operadas até com apoio de empresas privadas. No mar, destaca-se o navio de combate USS Wichita, fortalecendo a presença naval americana na área.

Segundo o governo dos EUA, essas ações fazem parte da estratégia para combater o crime organizado. Na terça-feira (28/4), o Senado dos EUA rejeitou uma proposta que poderia restringir a autoridade de Donald Trump para autorizar um ataque militar contra Cuba, sem a aprovação do Congresso. A resolução, promovida pelo Partido Democrata, foi rejeitada por 51 votos contra 47.

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