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Contas públicas têm superávit de R$ 16,7 bilhões em agosto

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Dívida bruta atinge 82,7% do PIB, diz Banco Central

© Marcello Casal JrAgência Brasil

As contas públicas registraram saldo positivo em agosto, resultado do aumento da arrecadação e da diminuição de gastos do governo com a pandemia de covid-19. O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 16,729 bilhões no mês passado, ante déficit primário de R$ 87,594 bilhões em agosto de 2020.

Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Banco Central (BC). É o melhor resultado para o mês de agosto da série histórica do BC, que teve início em 2001.

Em 12 meses, encerrados em agosto deste ano, as contas acumulam déficit primário de R$ 130,346 bilhões, o que corresponde a 1,57% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). A redução também foi significativa se comparada aos 12 meses encerrados em agosto de 2020, quando o déficit acumulado foi de R$ 703 bilhões ou 9,47% do PIB.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas) desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. No ano, de janeiro a agosto, há superávit de R$ 1,237 bilhão, ante resultado negativo de R$ 571,367 no mesmo período do ano passado.

A meta para as contas públicas deste ano, definida no Orçamento Geral da União, é de déficit primário de R$ 251,1 bilhões para o setor público consolidado. Em 2020, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário recorde de R$ 702,950 bilhões, 9,49% do PIB. Foi o sétimo ano consecutivo de resultados negativos nas contas do setor público.

Dados isolados

No mês passado, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou déficit primário de R$ 11,092 bilhões ante o déficit de R$ 96,471 bilhões de agosto de 2020. É o melhor resultado para agosto desde 2017.

Além da diminuição de 41,2% nas despesas, ante os gastos com a pandemia no resultado de 2020, no mês passado, a União registrou aumento da receita líquida de 5,2% em comparação a agosto do ano passado. Para o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, os números positivos devem ser contextualizados com a situação econômica da época e com a recuperação que se observa atualmente.

O montante difere do resultado divulgado ontem (28) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 9,88 bilhões em agosto, porque, além de considerar os governos locais e as estatais, o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos estaduais contribuíram para a melhora do resultado no mês passado registrando superávit de R$ 23,479 bilhões, ante superávit de R$ 8,308 bilhões em agosto de 2020. Os governos municipais também anotaram superávit de R$ 3,859 bilhões em agosto deste ano. No mesmo mês de 2020, o superávit foi de R$ 788 milhões para esses entes.

Da mesma forma, segundo Rocha, houve melhora na arrecadação desses entes, principalmente do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que teve variação de 18,5% do ano passado para cá. Além disso, as transferências regulares do governo federal no âmbito do compartilhamento de impostos e outras normas federativas cresceram 54,6%, fruto natural do aumento da arrecadação federal.

Além disso, no mês passado, o estado do Rio de Janeiro recebeu R$ 15 bilhões do contrato de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O leilão ocorreu em abril. A transferência extraordinária melhorou o resultado das contas dos governo regionais, que é o maior para qualquer mês da série histórica do BC.

Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras e Eletrobras, tiveram superávit primário de R$ 484 milhões no mês passado.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 46,467 bilhões em agosto, contra R$ 45,119 bilhões no mês anterior e R$ 34,285 bilhões em agosto de 2020. O crescimento foi influenciado pela alta de 9,68% na inflação e do aumento da taxa Selic no período, que passou de 2% ao ano em agosto do ano passado para os atuais 6,25% ao ano. O crescimento do estoque nominal da dívida também impactou no resultado.

Por outro lado, segundo Rocha, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro), que, nesse caso contribuíram para a melhora da conta de juros no mês. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita, quando há ganhos, e como despesa, quando há perdas.

Na comparação entre agosto de 2020 e 2021, houve redução nas perdas. Em agosto deste ano, as perdas com swap foram de R$ 7,6 bilhões. Já em junho de 2020, as perdas foram de R$ 14,3 bilhões com swap.

O resultado nominal, formado pelo resultado primário e os gastos com juros, permanece em trajetória de queda. Em agosto, o déficit nominal ficou em R$ 29,739 bilhões, contra o resultado negativo de R$ 121,879 bilhões em igual mês de 2020. Em 12 meses, acumula R$ 466,049 bilhões, ou 5,62% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,918 trilhões em agosto, o que corresponde a 59,3% do PIB. Em julho, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 59,8%.

A redução tem como fator a depreciação cambial de 0,42% sob o estoque da dívida que ocorreu no período. A dívida líquida reduz quando há alta do dólar, porque o Brasil também é credor em moeda estrangeira. Além disso, há os efeitos do próprio crescimento do PIB nominal.

Em agosto de 2021, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 6,849 trilhões ou 82,7% do PIB, contra 83,1% (R$ 6,797 trilhões) no mês anterior. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Da mesma forma, um dos fatores para a redução da DBGG foi o crescimento do PIB nominal do país, que acabou compensando as emissões de dívidas do governo e a desvalorização cambial. Como a DBGG só contabiliza os passivos no país, sem impacto das reservas internacionais, a alta do dólar contribui para aumentar as dívidas dos governos.

Economia

Prévia da inflação desacelera para 0,59% em maio com energia mais baixa

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No acumulado de 12 meses, a alta no IPCA-15 ficou em 12,20%

(Exame/Leandro Fonseca)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), prévia da inflação, teve alta de 0,59% em maio. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No acumulado de 12 meses, a alta no IPCA-15 ficou em 12,20%.

O dado de maio veio acima da expectativa do mercado, que era de 0,45% para o IPCA-15 do mês.

Ainda assim, o IPCA-15 de maio ficou abaixo dos meses anteriores, mostrando alguma desaceleração da inflação após as altas sucessivas na taxa de juros promovidas pelo Banco Central.

Em março, o IPCA-15 foi de 0,95% e, em abril, acelerou para 1,73%. O índice de abril chegou a ser o maior para o mês desde 1995, no início do Plano Real.

O IPCA-15 é medido entre meados de cada mês, e serve como prévia para a inflação oficial de maio, a ser divulgada após encerrado o mês. No IPCA-15 de maio, os preços foram coletados entre 14 de abril e 13 de maio.

Apesar da leve desaceleração, já é dado como certo que a inflação brasileira ficará acima do teto da meta do Banco Central, que era de 5% no começo do ano. A projeção em algumas casas do mercado é de que a inflação siga acima de 10% ao menos até o segundo semestre.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em 5 de maio, a taxa de juros foi elevada em mais um ponto percentual, indo a 12,75%.

Algumas casas já apostam que o BC pode eventualmente ter de levar a Selic para perto dos 14% até o fim do ano em meio às pressões inflacionárias com a guerra na Ucrânia e alta das commodities no mercado internacional.

Energia mais barata, alimentos e combustíveis sobem menos

Oito dos nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta de preço no mês. A exceção foi o grupo “Habitação” (-3,85%), que inclui a energia elétrica. Já os grupos “Alimentos e Bebidas” e “Transportes”, grandes vilões da inflação neste ano, ainda tiveram alta, mas desaceleraram em relação a abril.

Segundo o IBGE, um dos principais fatores que levaram à desaceleração da inflação em maio foi a mudança na bandeira da tarifa de energia elétrica, com o preço da energia elétrica residencial caindo 14% no período.

A bandeira verde passou a valer em 16 de abril, substituindo a bandeira de escassez hídrica, que estava em vigor desde setembro e aumentava o custo da conta de luz.

Do outro lado, combustíveis seguem entre as principais altas, embora com variações menores em maio do que em abril. O grupo “Transportes”, que inclui os combustíveis, subiu 1,8%, contra 3,43% em abril.

  • A gasolina subiu 1,24% no IPCA-15 de maio;
  • A etanol subiu 7,79%;
  • Passagens aéreas subiram 18,4% em maio após já terem subido 9,43% em abril;
  • Táxis subiram quase 6% na média nacional, com reajuste das tarifas em São Paulo e Fortaleza.

O IPCA final de maio, no entanto, também deverá trazer nos combustíveis os primeiros impactos da alta anunciada da Petrobras para o diesel, de 9%.

Já a gasolina segue com preço congelado nas refinarias da Petrobras há mais de dois meses, sem reajuste em relação aos preços internacionais.

O grupo “Alimentos e Bebidas”, que vinha tendo forte impacto na cesta de bens do IPCA nos primeiros meses do ano, desacelerou de 2,25% em abril para 1,52% em maio.

A frente de consumo no domicílio respondeu por boa parte da desaceleração:

  • Caíram de preço frutas (-2,47%), tomate (-11%) e cenoura (-16,19%), que haviam tido fortes altas nos meses anteriores;
  • Entre as maiores altas no mês estão o leite longa vida (7,99%) e a batata inglesa (16,78%).
  • Já alimentação fora do domicílio teve aumento maior de preço (de 0,28% em abril para 1,02% em maio).

No grupo “Saúde”, a alta autorizada nos remédios também aparece entre os destaques do IPCA-15, com aumento médio de mais de 5% nos produtos farmacêuticos.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que regula os preços do setor, autorizou reajuste de quase 11% nos produtos, com base na inflação do ano passado. A alta dos remédios já havia aparecido como destaque no IPCA de abril.

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Economia

Mineradores explicam se é possível ganhar dinheiro com isso no Brasil

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Especialistas em mineração de Bitcoin esclarecem se é possível ou não minerar Bitcoin no país e ganhar dinheiro com isso

A mineração de criptoativos não se resume apenas em comprar uma máquina, ligar e ganhar dinheiro (Getty Images/Westend61)

A proposta de regulamentação do mercado de criptomoedas no Brasil, conhecida popularmente como “Lei Bitcoin”, está próxima de ser aprovada e se tornar lei no país e, entre os pontos que nova legislação pode abordar está a isenção de impostos para a importação de máquinas para minerar criptomoedas.

No entanto, a mineração de criptoativos não se resume apenas em comprar uma máquina, ligar e ganhar dinheiro. Ela envolve outros pontos como o consumo de energia, o lugar de instalação dos equipamentos, custos de manutenção, refrigeração ou controle de temperatura do ambiente, além, claro do preço do Bitcoin e da expectativa do minerador.

Para saber se é possível ou não minerar Bitcoin e criptomoedas no Brasil e, com esta atividade, ganhar um dinheiro o Cointelegraph Brasil conversou com dois mineradores profissionais, ambos com operação de mineração fora do país: Raymond Nasser, CEO da Arthur Mining e Bernardo Schucman, vice-presidente sênior da divisão de moedas digitais da mineradora americana CleanSpark.

“Em primeiro lugar, Brasil é Brasil. Empreender num país burocrático e com altas taxas de imposto não é para amadores e precisa de um planejamento detalhado. Energia é cara SIM. Porém, as máquinas estão ficando cada vez mais eficientes, tornando mais viável minerar, mesmo com energia mais cara”, disse Nasser.

Schucman também destaca que a energia pode não ser uma grande barreira para a mineração de Bitcoin no país, porém ainda é preciso mudanças para que o custo de energia seja viável no Brasil.

“Temos uma região perto de Itaipu que seria ideal para a atividade e hoje vendemos essa energia e oportunidade para o Paraguai que lentamente vem ampliando sua malha de mineração de criptomoedas. Governantes tem que entender que junto com a implementação das mineradoras existe consequente ampliação de modernização desses power grids e Que vem sendo muito bem utilizada por países como EUA que estão tirando vantagem desta novos “power grids” e ampliando suas indústrias locais”, apontou.

É ou não possível minerar Bitcoin no Brasil e ganhar dinheiro com isso

Nasser destaca que a questão logistica é um fator que os mineradores precisam ficar atentos, no entanto, a redução de impostos para a compra de equipamentos de mineração no país pode ser um atrativo comparado com outras nações na região.

“Acabou de ser tirado o imposto de importação para máquinas de minerar bitcoin, o que cria uma cascata de desconto nos outros impostos. Contudo, isso aconteceu há duas semanas, então o cenário pode mudar drasticamente”, aponta.

Além disso destaca que como a maioria dos equipamentos vem da Ásia, o problema não é importar as máquinas para o Brasil, o problema é ‘desembaraçar’ o processo.

“Precisa de um despachante experiente e proativo. Máquina parada = perda de dinheiro”, aponta.

Schucman também aponta que a isenção de impostos para importar máquinas, como os famosos ASICs, pode ser um atrativo para o setor no país

“Outra grande barreira comercial para estimular o movimento de mineradores para o Brasil são as alíquotas de importação de equipamentos eletrônicos que na sua grande maioria são as maiores alíquotas do mundo e causam um impedimento direto do crescimento dessa atividade industrial no Brasil”, disse.

Minerar Bitcoin na garagem da sua casa continua sendo inviável

Nasser aponta que a mineração não é algo ‘para amadores’, ou seja, minerar Bitcoin na garagem de casa não é viavél não apenas no Brasil mas em outras nações.

“O preço das máquinas flutua com o mercado. O dólar torna tudo caro, mas a sua rentabilidade é em Bitcoin, o que torna o dólar barato e por consequência o real também. Mesmo assim, minerar no varejo e na garagem da sua casa continua sendo inviável, não importa onde você esteja”, disse.

Além disso ele destaca que as operações de mineração demandam escala e planejamento milimétrico e acredita que as empresas que fornecem energia serão, em breve, os grandes mineradores de Bitcoin no país.

“20% da energia gerada no Brasil hoje não é usada, e isso representa cerca de 56 bilhões de reais por ano. Está acontecendo uma revolução silenciosa onde as empresas de energia vão minerar bitcoin com seu excedente de energia, reduzindo o gasto e aumentando a rentabilidade. Mudança de paradigma vindo forte aí”, disse.

Bernardo segue na mesma linha e aponta que atualmente a mineração de Bitcoin consiste em investimentos de investidores institucionais que normalmente tem estritos “guidelines” para alocar seus recursos.

“O Brasil historicamente provou-se muito lento e burocrático para avaliar e aprovar leis para novos setores da economia. Vivemos uma estrutura política e legislativa que é avessa a mudanças e “novos negócios”. Para colocar o Brasil no cenário internacional de mineração de criptomoedas seriam necessárias a criação de grupos multidisciplinares envolvendo empresários ,legisladores e cientistas para posterior estudo e implementação de um conjunto de medidas como leis específicas ,tratamento tributário claro e incentivos fiscais para que investidores mundiais do segmento olhassem para o Brasil com bons olhos”, disse.

Schucman finaliza dizendo que o Brasil pode estar ‘perdendo tempo’ por não sabe aproveitar a oportunidade que a indústria de mineração oferece.

“É preciso maior esclarecimento para que o Brasil vislumbre a janela de oportunidade que está sendo deixada de lado por não conhecermos profundamente a atividade de mineração de criptomoedas”, finaliza.

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Economia

Governo reduz imposto de importação de vários produtos

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Produtos como arroz, feijão, carne e massas fazem parte da lista

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal decidiu pela redução de 10% nas alíquotas do imposto de importação sobre vários produtos. O objetivo é, segundo o Ministério da Economia, reduzir os impactos decorrentes da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre os preços de insumos do setor produtivo.

Serão afetados pela medida produtos como feijão, carne, massas, biscoitos, arroz e materiais de construção, dentre outros itens. No total, 6.195 mercadorias, quase todos os bens importados, terão redução no imposto. A medida foi anunciada na noite de hoje (23), em entrevista coletiva da equipe econômica do ministério. A redução se soma a outra, também de 10%, em novembro de 2021.

“A medida de hoje, somada à redução de 10% já realizada no ano passado, aproxima o nível tarifário brasileiro da média internacional e, em especial, dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, afirmou o secretário de Comércio Exterior do ministério, Lucas Ferraz. A vigência desta medida tem prazo determinado e deve vigorar até o final de 2023.

Na avaliação da equipe econômica do governo, a medida vai provocar impactos acumulados de R$ 533,1 bilhões de incremento no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), de R$ 376,8 bilhões em investimentos, de R$ 758,4 bilhões em aumento das importações e de R$ 676,1 bilhões de acréscimo nas exportações.

Os incrementos, em se confirmando, resultarão em R$ 1,434 trilhão de crescimento na corrente de comércio exterior (soma de importações e exportações), além de redução do nível geral de preços na economia.

(Agência Brasil)

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Economia

Criptoativos são destaque no Fórum Econômico Mundial em Davos

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Os ativos digitais são um dos grandes destaques do Fórum Econômico Mundial, que acontece nesta semana em Davos, na Suíça. Empresas organizam painéis dentro e fora da conferência atraindo o público

(Divulgação/World Economic Forum / Benedikt von Loebell)

Os criptoativos são um dos destaques no Fórum Econômico Mundial, que acontece anualmente em Davos, na Suíça. Apesar da recente queda nos mercados, líderes do setor estão presentes na expectativa de encorajar a adoção institucional da classe de ativos.

O Fórum Econômico Mundial é conhecido por suas reuniões nos Alpes Suíços, em que comparecem os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas para discutir questões urgentes às nações, como saúde e o meio ambiente.

Muitas empresas que atuam com a tecnologia blockchain estão na conferência pela primeira vez, mesmo que seja do lado de fora, como é o caso da Securrency, empresa de infraestrutura digital baseada em Abu Dhabi que montou uma agenda de painéis sobre criptomoedas a poucos passos do cordão de segurança dos painéis principais. Segundo o CEO, Dan Doney, a empresa está lá para “construir relacionamentos e networking e mostrar que pode juntar novas tecnologias com finanças tradicionais”, comentou ele à Reuters.

Enquanto isso, a Tether, terceira maior criptomoeda do mundo por valor de mercado, oferecia pedaços de pizza de graça em comemoração ao Bitcoin Pizza Day, celebrado todo dia 22 de maior, data que marcou a primeira troca de um bitcoin por mercadoria que se tem notícia. O programador Lazlo Hanyecz pagou 10.000 bitcoins por duas pizzas grandes — o equivalente a US$ 300 milhões hoje.

Um dos assuntos mais comentados na conferência é, claro, o token Luna e a stablecoin UST, que perdeu sua paridade com o dólar, praticamente deixando de ser relevante dentro do mercado cripto. Segundo Jeremy Allaire, CEO e cofundador da Circle Internet Financial, responsável pela USDC, outra stablecoin pareada ao dólar, “o que mais me surpreendeu foi o quão rápido ela praticamente implodiu virando nada. Ver algo que parecia algo com alto crescimento e aparentemente competitivo simplesmente implodir em 72 horas… nunca vi algo parecido”.

Outras empresas do setor também estão presentes, como é o caso da WEF, que fornece soluções para grandes instituições como o Citigroup e o Credit Suisse, e vai receber painéis sobre a pegada de carbono das criptomoedas e o futuro das finanças descentralizadas.

De acordo com Stan Stalnacker, CSO da Hub Culture, que opera uma criptomoeda, “a presença de cripto está crescendo dentro e fora dos portões da convenção”. Ele estima que 50% das fachadas de lojas na cidade estão tomadas por iniciativas ligadas a cripto.

Os brasileiros no mundo de cripto também marcarão presença no prestigiado evento. André Portilho, head de Digital Assets no BTG Pactual vai participar de um painel sobre DeFi e inovações em cripto no palco da Global Blockchain Business Council. O maior banco de investimento da América Latina anunciou no ano passado a Mynt, sua própria corretora de criptoativos, com lançamento previsto para este ano.

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Economia

JPMorgan vê impulso para ações com US$ 250 bilhões de fundos

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Banco estima que fundos soberanos, de pensão e fundos mútuos vão reequilibrar suas carteiras em favor de ações nas próximas semanas

(Reuters/Antara Foto/Hafidz Mubarak)

As maiores gestoras de recursos do mundo parecem prontas a dar um impulso às ações com US$ 250 bilhões em investimentos que podem estimular as compras por fundos quantitativos, segundo projeções do JPMorgan. Isso poderia acrescentar 10% aos valores das ações até o final de junho.O banco estima que fundos soberanos, de pensão e fundos mútuos vão reequilibrar suas carteiras em favor de ações nas próximas semanas para cumprir suas metas de alocação, na maior campanha de reequilíbrio desde o primeiro trimestre de 2020.

As novas alocações podem estimular uma virada para tomada de risco entre os commodity trading advisors, um grupo influente de investidores que buscam tendências e que atualmente têm posicionamento de baixa.

Tudo isso poderia exercer uma influência descomunal sobre os preços das ações no atual clima de baixa liquidez.

“Dada a baixa profundidade do mercado de ações no momento, o impacto cumulativo desse fluxo de reequilíbrio nas ações até o final de junho pode exceder 10%”, disse o estrategista do JPMorgan Nikolaos Panigirtzoglou em entrevista.

O cenário otimista defendido por Panigirtzoglou, um especialista em fluxos de capital de Wall Street, segue a queda das ações americanos para perto de um mercado de baixa na semana passada, com ameaças ao crescimento econômico e a postura hawkish do Federal Reserve gerando temores entre investidores.

Os estrategistas do JPMorgan têm dado uma mensagem otimista há meses, uma discrepância em um mercado cada vez mais baixista. O estrategista do Morgan Stanley, Michael Wilson, avisou segunda-feira que o principal indicador de ações dos EUA pode cair 13% em relação aos níveis atuais em meio a riscos crescentes para a expansão econômica. Participantes de uma pesquisa do blog MLIV da Bloomberg esperam um declínio adicional de 10% em relação ao nível de fechamento de sexta-feira.

O JPMorgan tinha previsto um impulso para os mercados globais de até 10% a partir dos fluxos de reequilíbrio trimestral em março. Embora isso tenha se mostrado excessivamente otimista, o MSCI World Index, registrou um avanço de 2,5%, o único mês de ganhos durante todo o ano.

Os fundos de pensão e soberanos que formam a espinha dorsal da comunidade de investimentos normalmente reequilibram suas exposições de mercado a cada trimestre para voltar às suas alocações de 60% de ações e 40% de títulos.

As quedas nos valores do mercado de ações agora os deixaram aquém de suas metas. Para voltar ao equilíbrio, eles começarão a movimentar cerca de US$ 45 bilhões de títulos para ações até o final do mês, e então transferirão outros US$ 207 bilhões até o final de junho, segundo o banco norte-americano

 

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Economia

Golpes com criptomoedas e NFTs: como evitar ser a próxima vítima

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Com os golpistas cada vez mais equipados, agora você pode perder suas criptomoedas e NFTs em apenas um clique. Descubra como funciona o golpe de phishing

(Getty Images/EThamPhoto)

Já imaginou ser roubado depois de clicar em um link? Você já deve ter ouvido falar nesse golpe: criminosos se aproveitam de temas que estão em alta para ludibriar suas vítimas.

A bola da vez? As criptomoedas e os NFTs.

Prometendo lucros impensáveis ou a resolução de algum problema, eles podem te convencer a colaborar no que não passa de um roubo.

Assista ao vídeo e descubra como funciona o golpe de phishing e como evitar cair nele com Michelle Ferreira:

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