Por Simone Salles
A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, um símbolo de fé e história em Brasília, completa 65 anos no dia 29 de junho. A pequena igreja, criada por Oscar Niemeyer, é mais antiga que a própria cidade, fundada oficialmente em 21 de abril de 1960, e é muito querida pelos moradores. Ela reúne fiéis de várias gerações sob a proteção de Nossa Senhora.
A igreja foi construída nos primeiros anos da formação de Brasília, atendendo a uma promessa feita por Sarah Kubitschek pela recuperação de sua filha Márcia. Inaugurada em 28 de junho de 1958, foi a primeira igreja de alvenaria da cidade, quase dois anos antes da inauguração oficial do local.
A arquitetura única da Igrejinha, com os azulejos famosos de Athos Bulcão, tornou-se um ponto turístico conhecido da capital.
Ao longo dos 65 anos, a Igrejinha se consolidou não só como um patrimônio arquitetônico, mas também como um local de oração e encontro comunitário.
Para muitos moradores, ela é um refúgio espiritual na vida agitada da cidade, mantendo viva a devoção a Nossa Senhora de Fátima, cuja mensagem de fé e esperança atrai pessoas de todas as idades.
A celebração dos 65 anos acontece no dia dedicado aos Santos Pedro e Paulo, dois grandes líderes do cristianismo. Neste dia, recorda-se o testemunho e o sacrifício dos apóstolos que dedicaram suas vidas a espalhar a mensagem do Evangelho. São Pedro, escolhido por Cristo para guiar a Igreja, e São Paulo, o grande missionário, são vistos como pilares da fé cristã.
De acordo com a história da Igreja, ambos sofreram martírio em Roma durante a época do imperador Nero: Pedro foi crucificado e Paulo, cidadão romano, foi decapitado. Seus exemplos ainda inspiram milhões ao redor do mundo.
Nesta data que une a história de Brasília e a tradição religiosa, a Igrejinha Nossa Senhora de Fátima celebra sua importância na construção da capital do país. Aos 65 anos, a igreja continua de portas abertas para moradores, visitantes e todos que procuram um espaço de paz e esperança sob a proteção de Nossa Senhora.
