O grupo libanês Hezbollah e as Forças de Defesa de Israel trocaram acusações nesta sexta-feira (24/4) sobre o descumprimento do cessar-fogo estabelecido entre os dois lados.
Segundo Israel, vários projéteis foram lançados a partir do Líbano e interceptados pelas suas defesas. Em retaliação, o exército israelense atacou alvos militares do Hezbollah no sul do Líbano, afirmando ter eliminado três combatentes do grupo.
“Sirenes foram acionadas em Shtula após ataques vindos do Líbano. O IDF interceptou os foguetes e atingiu o lançador usado para os disparos, bem como outro preparatório para lançamento”, informou o comunicado oficial.
Por outro lado, o Hezbollah afirmou que realizou ataques contra o norte de Israel como resposta a uma suposta violação do cessar-fogo por parte israelense.
Na quinta-feira (23/4), Líbano e Israel concordaram em prorrogar o acordo de cessar-fogo por mais três semanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em sua rede social Truth Social que a reunião entre representantes dos dois países, realizada na Casa Branca, teve um desfecho positivo e que o acordo foi ampliado.
Contexto do conflito entre Israel e Líbano
O conflito atual teve início após ataques de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, o que provocou a reação do Hezbollah, aliado do Irã, que intensificou ofensivas contra Tel Aviv. O Hezbollah é uma organização paramilitar libanesa e um dos maiores opositores de Israel, além de apoiar o movimento Hamas na Faixa de Gaza.
Israel justifica seus ataques ao sul do Líbano como uma medida para afastar o Hezbollah da fronteira. Essa guerra obrigou mais de um milhão de libaneses a deixarem suas casas por conta dos combates.
Embora negociações de paz envolvendo Irã, Estados Unidos e o Paquistão como mediador tenham incluído o Líbano na trégua, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país não está vinculado a esse acordo e que os combates continuarão até a neutralização do Hezbollah.
