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domingo, 31/05/2026

Colômbia vota em disputa marcada por avanços sociais e desafios na segurança

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A Colômbia realiza eleições presidenciais neste domingo (31/5) para escolher seu próximo presidente e vice-presidente. A disputa ocorre em um clima de forte polarização política, aumento da violência armada e debates sobre o legado do atual presidente Gustavo Petro.

Mais de 41,2 milhões de colombianos estão aptos a votar no primeiro turno que definirá a liderança do país para o período de 2026 a 2030.

As pesquisas mostram uma competição acirrada entre o senador Iván Cepeda, representante do Pacto Histórico e sucessor político de Petro; o advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria; e a senadora conservadora Paloma Valencia, do Centro Democrático, alinhada ao ex-presidente Álvaro Uribe.

Crise ligada ao narcotráfico

A segurança do país está comprometida pelo aumento da produção de cocaína. De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em 2023, a Colômbia atingiu o maior nível histórico de cultivo de coca, ultrapassando 252 mil hectares.

Esse cenário gerou tensões entre Bogotá e Washington. O governo dos Estados Unidos criticou a política antidrogas de Petro como falha, enquanto o presidente colombiano questiona os métodos da ONU, alegando que superestimam a produção de cocaína.

Apesar do aumento no cultivo, o governo informou recordes nas apreensões de drogas, chegando a quase um milhão de toneladas de cocaína em 2025, número 47% maior que no melhor ano do governo anterior. Por outro lado, a erradicação de plantações caiu significativamente no período.

Principais propostas dos candidatos

  • Iván Cepeda defende a continuidade das políticas sociais, manutenção das negociações de paz e maior atuação estatal na economia e serviços públicos.
  • Paloma Valencia defende uma postura conservadora, com aumento de efetivos militares e policiais, combate rigoroso ao narcotráfico e retomada da pulverização aérea de cultivos ilícitos. Em economia, propõe cortes de impostos e redução do déficit fiscal.
  • Abelardo de la Espriella apresenta uma agenda dura na segurança, incluindo construção de megaprisões e intensificação das operações contra grupos criminosos. Propõe ainda cortes nos gastos públicos e maior exploração de petróleo e gás.

Situação econômica

Gustavo Petro deixa indicadores econômicos com aspectos positivos segundo o mercado e organismos internacionais, mas a Colômbia enfrenta o segundo pior déficit público da América Latina.

A taxa de pobreza monetária caiu para 31,8% em 2024, a mais baixa desde o início das medições atuais. Estima-se que cerca de 3,4 milhões de pessoas saíram da pobreza entre 2021 e 2024.

Detalhes da votação

As urnas estarão abertas das 8h às 16h no horário local. Os primeiros resultados oficiais devem ser divulgados na noite do mesmo dia.

Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 21 de junho.

Independentemente do resultado, o próximo presidente herdará um país com avanços sociais importantes, porém enfrentando desafios históricos relacionados à violência, narcotráfico, saúde pública e equilíbrio fiscal.

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