A Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que 143 cidades registraram danos causados pelas chuvas e enchentes nos últimos dias. Até o momento, 51 pessoas ficaram sem moradia e 155 precisaram deixar suas casas, sem relatos de mortes.
O órgão notificou 84 casos de chuvas intensas, 58 de ventos fortes, 7 de granizo e 8 de enchentes. As cidades com maior quantidade de chuva em 24 horas foram Paraí, com 200,8 mm, Marau, com 192 mm, André da Rocha, com 180 mm, e Passo Fundo, com 178,6 mm.
Nas últimas 12 horas, os maiores volumes foram em Marcelino Ramos (138 mm), Paim Filho (128,2 mm) e Getúlio Vargas (119,4 mm). As tempestades avançaram para regiões próximas a Marau e Nova Prata, onde nascem os rios Guaporé, Carreiro e da Prata.
Em menos de 12 horas, a chuva acumulada passou de 170 mm na região, levando a emissão de alertas para 37 cidades na tarde de terça-feira (21). A maior preocupação é o nível do Rio Taquari, que recebe águas de outros rios da área.
O Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC) observou a alta do Rio Taquari na terça-feira (21) e prevê situação crítica a partir da tarde desta quarta (22). Desde as 2h19 desta quarta, alertas de enchentes foram emitidos para o Rio Taquari, com risco muito alto entre Muçum e Taquari.
Depois das 7h, o risco muito alto foi registrado em Encantado, com cota de até 15 metros; em Arroio do Mato, 28 metros; e em Lajeado e Cruzeiro do Sul, 23 metros. Após as 8h, o alerta subiu para Santa Tereza, chegando a 19 metros perto do meio-dia. Em Estrela, a cota alcançou 23 metros, assim como em Cruzeiro do Sul. Todos os avisos valem até o início da manhã de quinta-feira (23).
A Defesa Civil recomendou evitar áreas de perigo e informou que emergências podem ser reportadas pelos números 190 e 193. Para Cruzeiro do Sul, alertou para risco moderado de deslizamentos e orientou a população a observar sinais como ruídos ou vibrações em pisos, telhados ou paredes, inclinação em postes, muros ou árvores e rachaduras no solo. Caso algum desses sinais apareça, a orientação é deixar o local e chamar os serviços de emergência, além de avisar os vizinhos.
Com informações da Agência Brasil
