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Capital fluminense vacina pessoas de 36 e 35 anos nesta semana

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O calendário da vacina contra covid-19 foi acelerado na cidade

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O calendário da vacinação contra a covid-19 na capital do Rio foi acelerado. Até o fim de julho haverá apenas duas faixas de idade por semana. Nesta semana, serão vacinadas as pessoas de 36 e 35 anos. Na próxima, recebem a imunização pessoas na faixa de 34 e 33 anos.

Nas duas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu fazer as repescagens na quarta-feira (21) e no sábado (24). Depois de amanhã, para 36 anos ou mais, e no último dia da semana, a partir de 35 anos. Na próxima semana, a quarta-feira (28) será exclusiva para a repescagem de quem tem 34 anos ou mais e no sábado (31), a partir dos 33 anos.

A vacinação da população adulta com mais de 18 anos termina no dia 18 de agosto. A prefeitura do Rio de Janeiro divulgou calendários com marcações até o fim do ano. Pela previsão, toda a população a partir de 12 anos estará imunizada com as duas doses até o fim novembro.

Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a imunização com primeira dose será para os adolescentes entre 12 e 17 anos.

Meta

A meta da prefeitura é imunizar pelo menos 90% da população elegível, no total de 4,7 milhões de pessoas. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde  vai fazer, em setembro, uma busca ativa pelas pessoas que ainda não tomaram a segunda dose de vacina contra covid-19.

De acordo com dados atualizados hoje (19) pela secretaria, a primeira dose (D1) foi aplicada em 3.505.527 pessoas na capital; a segunda dose (D2), em 1.296.680 e a dose única, em 135.559 pessoas. No total, foram aplicadas 4.937.766 doses.. A cobertura com primeira dose ou dose única chegou a 54% da população do Rio e com a segunda dose, a 21,2%.

Para o secretário de Saúde, Daniel Soranz, é importante alcançar o máximo de pessoas imunizadas na cidade. Ele alertou que as pessoas precisam garantir a dose da vacina na data prevista nos calendários, sem preferência por fabricante na hora da vacinação.

Depois de receber o imunizante, é fundamental que as pessoas fiquem atentas à data de retorno para a segunda dose, que é anotada a lápis no comprovante de vacinação.

A secretaria recomendou ainda que aqueles que estiverem com a segunda dose em atraso, retornem ao local de vacinação onde tomou a D1 o quanto antes, para completar a proteção contra a covid-19. A secretaria reforçou que todas as vacinas oferecidas são comprovadamente eficazes e seguras.

Ao todo, a cidade tem 280 pontos de vacinação que funcionam de segunda-feira a sábado para facilitar o acesso da população.

A lista dos locais, os horários de funcionamento, o calendário de vacinação e mais informações sobre grupos prioritários, documentos, entre outras questões estão disponíveis no endereço coronavirus.rio/vacina e nas redes sociais da Secretaria de Saúde e da prefeitura.

 

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Bolsonaro sanciona programa “Sinal Vermelho” contra violência doméstica

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Programa de cooperação visa estimular mulheres a denunciar em estabelecimentos de acesso público, por meio de um “X” vermelho desenhado na palma da mão, as violências sofridas

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quarta-feira (28/7) o PL 741/2021 que institui o Programa “Sinal Vermelho”, no qual as mulheres poderão denunciar casos de violência doméstica por meio de um “X” vermelho na palma das mãos. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto e não estava prevista na agenda oficial do mandatário. Participaram ainda o novo ministro da Casa Cilvil, Ciro Nogueira, a ministra Damares Alves, a ministra da Secretaria Geral do governo, Flávia Arruda e a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Renata Gil.

Flávia falou da importância da lei. “A sanção mostra mais uma vez que a nossa sociedade não tolera mais nenhum tipo de violência e não vai poupar nenhum esforço para ampliar essa rede de conscientização. A violência não é um desafio que deve ser enfrentado apenas pela segurança pública. Ela deve ser colocada como uma política pública. Quando fui presidente da Comissão do Combate à Violência contra a Mulher e Feminicídio na Câmara, pude ouvir relatos e ver realidades diferentes e identificamos dois em algumas de nossas visitas dois grandes desafios: é preciso integrar os serviços ofertados e é indispensável envolver a comunidade”, apontou.

Damares anunciou que o país contará “por ano com uma grande operação” para enfrentamento à violência contra a mulher. Ela disse ainda que o mandato do presidente Jair Bolsonaro é o mais cor de rosa de toda a história. “Este é o governo mais cor de rosa que eu já vi na história. Este ato com a presença do presidente, alguém pode falar assim: ‘Mas o presidente para tudo para sancionar uma lei que é um x na mão?'”. Mostra o compromisso do meu presidente no enfrentamento da violência contra a mulher. O presidente que foi criticado como machista e misógino foi o que mais sancionou lei a favor da mulher”, disse, completando que “não estamos dividindo o Brasil entre homens e mulheres, o que esse X representa é uma conscientização. Uma lei que está sendo sancionada mas que já pegou no Brasil”.

A lei teve origem em uma iniciativa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que prevê a integração entre os Poderes Executivo e Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, os órgãos de Segurança Pública e entidades e empresas privadas para a promoção e a realização das atividades previstas, que deverão empreender campanhas informativas “a fim de viabilizar a assistência às vítimas”, além de possibilitar a capacitação permanente dos profissionais envolvidos.

Na nova norma, foi modificado o art. 12-C da Lei Maria da Penha, para dispor que o agressor será afastado imediatamente do lar ou do local de convivência com a ofendida na existência de risco atual ou iminente à vida ou à integridade física da mulher ou de seus dependentes, ou se verificado o risco da existência de violência psicológica.

O texto prevê ainda pena de reclusão para o crime de lesão corporal cometido contra a mulher “por razões da condição do sexo feminino” e a determinação do afastamento do lar do agressor quando há risco, atual ou iminente, à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher.

“Toda vítima de feminicídio viveu, antes, situações de abusos, ameaças e agressões. Agora, a legislação brasileira está preparada para propiciar o necessário socorro às mulheres que até então estavam desamparadas”, declarou a presidente da AMB, Renata Gil.

A motivação para as modificações no marco legal, segundo a presidente da AMB, é estimular as vítimas a denunciar os responsáveis e fazer com que estes pensem duas vezes antes de cometer os delitos. “A punição tem uma função preventiva derivada da certeza do criminoso de que receberá a resposta penal adequada à sua transgressão”, explicou a juíza.

Ela lembra que o Brasil ostenta índices de violência contra a mulher bastante superiores à média verificada em todos os países da OCDE. “O quadro piorou com a pandemia da covid-19, que obrigou muitas mulheres a passar mais tempo ao lado dos infratores devido às regras de distanciamento social”, complementou Renata Gil.

‘X’ vermelho

O programa de cooperação “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica” visa estimular mulheres a denunciar em estabelecimentos de acesso público, por meio de um “X” vermelho desenhado na palma da mão, as violências sofridas.

“Se você está sendo violentada, agredida, ameaçada e abusada, denuncie. Vá até uma farmácia e apresente um ‘X’ vermelho na palma da mão para que os atendentes chamem a polícia e você possa se livrar dessa situação absurda”, declarou a presidente da AMB.

Fonte: Correio Braziliense

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SP aumenta horário do comércio e capacidade de ocupação para 80%

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Também foi retirado o toque de recolher. Essa nova flexibilização vai ter início no dia 1º de agosto e fica em vigor até 16 de agosto

(crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O governo de São Paulo anunciou hoje (28) mais uma flexibilização no Plano São Paulo, plano que regula o funcionamento das atividades econômicas e de serviços durante o período da pandemia do novo coronavírus. Com isso, o estado de São Paulo vai permanecer na fase de transição, mas com ampliação do horário de funcionamento e também da taxa de ocupação no comércio. Também foi retirado o toque de recolher. Essa nova flexibilização vai ter início no dia 1º de agosto e fica em vigor até 16 de agosto.

Com a flexibilização, o horário de funcionamento do comércio e de serviços vai ser estendido das 23h para até a meia-noite e a capacidade de ocupação foi aumentada de 60% para 80%. O toque de recolher, que ocorria entre 23h e 5h, foi abolido. A partir de 1ª de agosto, o funcionamento dos parques estaduais também vai voltar ao horário normal, que ocorria antes da pandemia.

Eventos que gerem aglomeração como shows, casas noturnas e competições esportivas com público, por exemplo, continuam proibidos no estado.

A fase de transição está em vigor no estado desde o dia 18 de abril, após o governo ter decretado uma fase mais restritiva em março por causa do aumento dos casos de covid-19.

A partir de 17 de agosto, quando essa fase terminar, o governo prevê retirar todas as limitações para funcionamento das atividades do estado, ou seja, não haverá mais limite de ocupação ou de horário. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria, que voltou hoje (28) a participar das entrevistas coletivas, após ter sido se recuperado de uma reinfecção pelo novo coronavírus.

Casos de covid-19

Na semana passada, o estado de São Paulo apresentou queda no número de novas internações, de novos casos e de mortes por covid-19. A redução foi de 20,6% no número de diagnósticos, com média móvel de 8.605 casos por dia, segunda média mais baixa do ano. Até agora, a menor média móvel de casos ocorreu na Semana Epidemiológica 7, com média móvel de 8.573 casos por dia.

Nas internações, a queda foi de 18,3% na semana passada em relação à semana anterior, com média diária de 1.262 internações, a mais baixa do ano. Já em relação às mortes, a queda foi de 9,6% no mesmo período de comparação, com média móvel de 349 mortes por dia, ainda muito acima da primeira semana deste ano, quando eram registradas 213 mortes por dia.

A queda nos indicadores, segundo o governo paulista, se deve ao avanço da vacinação contra a covid-19. No entanto, apesar da queda, os números ainda são altos, por isso, medidas como uso de máscara e evitar aglomerações serão mantidas. Há um temor entre especialistas de que a chegada da variante Delta [que surgiu na Índia] a São Paulo possa também provocar um novo aumento no número de casos.

Em relação ao pico da segunda onda da pandemia, que ocorreu entre os meses de março e abril deste ano, o estado de São Paulo apresentou queda de 51,3% no número de casos, de 62,7% em internações e de 57,1% no número de óbitos.

A taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) está atualmente em 53% no estado, sendo a menor taxa observada este ano. Há 5.907 pessoas internadas em estado grave em todo o estado e 5.555 internadas em enfermarias.

População em situação de rua

Durante a coletiva à imprensa, o governo anunciou um programa de ajuda à população em situação de rua, principalmente por causa das temperaturas muito baixas que são previstas para os próximos dias – e que podem ser as mais baixas do ano. O programa, chamado de Noites Solidárias, pretende oferecer abrigo à população em situação de rua entre as 20h e 8h da manhã, na estação de metrô Pedro II, no centro da capital paulista. Nessa estação poderão ser acolhidas 400 pessoas do sexo masculino, informou o governo paulista.

A ação vai funcionar entre os dias 28 e 31 de julho, das 20h as 8h. O governo também prevê distribuir 83 mil cobertores térmicos; 2,3 mil agasalhos; e 23 mil pares de meias a municípios paulistas. Também serão abertas duas mil vagas de alojamento provisório à população em situação de rua em 134 cidades do estado, em um investimento de R$ 3,7 milhões, segundo o governo.

A prefeitura de São Paulo também vai ampliar a capacidade de acolhimento para esses dias mais frios. Em entrevista coletiva à imprensa hoje ao lado do governador, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que a prefeitura instalou cinco tendas estratégicas (nas regiões da Sé, Mooca, Lapa, Santo Amaro e Luz) para atender essas pessoas. A prefeitura pretende ainda distribuir cinco mil pratos de sopa por noite, além de cobertores, agasalhos e chocolate quente.

Haverá ônibus com saídas da Praça Princesa Isabel, do Terminal Tietê, da Praça da Sé e do Patio do Collegio para levar essas pessoas para dois clubes na cidade, onde ficarão abrigadas. Também foi ampliado o número de vagas em abrigos.

“Também depende de cada um de nós. Cada um deve levar, ao sair de casa, um pequeno kit de sobrevivência, um par de meias, um agasalho ou uma bebida quente e, se encontrar uma pessoa em situação de rua no caminho, vá até ele, expresse seu carinho e sua atenção e entregue isso a ele”, disse o padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiciose de São Paulo. Ele também alertou para que as pessoas, ao encontrar alguém na rua em dificuldades, ligue 156, serviço da prefeitura que ajuda no acolhimento.

Fonte: Correio Braziliense

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Queiroga anuncia que Governo irá testar 3ª dose da Coronavac

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O anúncio foi feito durante 11ª Reunião Virtual com os Ministros da Saúde dos países do BRICS

(crédito: Ministério da Saúde/Twitter/Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o governo irá começar pesquisa para avaliar a necessidade de uma possível terceira dose da vacina CoronaVac. O anúncio foi feito durante 11ª Reunião Virtual com os Ministros da Saúde dos países do BRICS, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O estudo está previsto para ser iniciado na próxima semana e será realizado em parceria com a Universidade de Oxford. A pesquisa será com 1.200 participantes, moradores de São Paulo e Salvador, que já tomaram as das doses da vacina há mais de seis meses.

“Temos que fazer pesquisas para ter respostas para conduzir o nosso PNI. O presidente Bolsonaro tem afirmado isso desde sempre, fazer pesquisas não só com vacinas, mas com perspectivas terapêuticas, e que as decisões sejam tomadas com base na ciência”, disse Queiroga.

Responsável pelo estudo, a professora da Universidade de Oxford, Sue Ann Clemens, explicou: “Estaremos vacinando pessoas que já tenham tomado 2 doses da Coronavac, 6 meses depois da 2ª dose, em 4 grupos: um com reforço da Coronavac, outros com Janssen, Pfizer e AstraZeneca. A ideia é que possamos gerar dados para que o Ministério da Saúde possa estar implementando uma nova estratégia de vacinação, caso seja necessária, ainda no final deste ano”.

 

O estudo é um pedido do Ministério da Saúde à Universidade de Oxford, que aqui no Brasil irá contar com participação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e do Hospital São Rafael, da rede D’or, que fica em Salvador.

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Onda de frio: Rio Grande do Sul registra neve e Santa Catarina tem -7,8°C

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A onda de frio avança pela região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e sul da Região Norte

Divulgação Internet

A onda de frio que chegou ao Sul do país levou neve ao Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (28/7) e fez as temperaturas despencarem em Santa Catarina. Na região serrana, as mínimas chegaram a -7°C em alguns municípios, como Bom Jardim da Serra (-7,8°C) e Urupema (-7,25°C).

Em São Joaquim, a mínima chegou a -5,1°C com sensação térmica de -13,6°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet). Por lá, o dia amanheceu com as árvores congeladas.

 

Há previsão ainda de geada para boa parte do Rio Grande do Sul. Por lá, Canguçu, na região serrana, já registrou neve, de acordo com o MetSul. A previsão é que o Sul do país registre nas próximas 24 horas as menores temperaturas do ano.

Fonte: Correio Braziliense

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“Deputados do Centrão recebem até 15 vezes mais que um deputado comum”, diz Valente

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A oposição tentou, mas não conseguiu derrubar as emendas do relator na votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, ocorrida em julho

Pablo Valadares, Agência Brasil

 

A chegada do senador Ciro Nogueira (PP-PI) ao comando da Casa Civil aumentou as preocupações dos oposicionistas com o suposto uso político dos recursos do Orçamento da União. Mais precisamente, as atenções estão voltadas para as chamadas “emendas do relator”, usadas desde o ano passado para turbinar indicações individuais de deputados e senadores.

Para 2021, os parlamentares têm direito a um valor fixo de R$ 16 milhões em emendas individuais no Orçamento. Com as emendas do relator, também chamadas de RP9, governistas conseguiram indicar o destino de mais de R$ 100 milhões.

Essa modalidade diferenciada de destinação de recursos orçamentários foi aprovada pelos congressistas em 2020. Nela, não há transparência sobre as indicações das verbas, e os acordos são firmados entre a cúpula do Congresso e o governo federal, privilegiando alguns parlamentares. Dessa forma, fica mais difícil fiscalizar se o dinheiro está sendo bem aplicado ou se houve barganha em troca de votos, por exemplo.

O senador Marcio Bittar (MDB-AC) é o relator do Orçamento de 2021, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem o controle dos recursos a serem distribuídos entre os deputados — R$ 11 bilhões em emendas RP9. Já os R$ 5,8 bilhões do Senado serão controlados por Ciro Nogueira.

A oposição tentou, mas não conseguiu derrubar as emendas do relator na votação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, ocorrida em julho. Em outra frente, o PSol deu entrada com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o que chama de “orçamento secreto” do governo.

O deputado Ivan Valente (PSol-SP) teme que, com Ciro Nogueira na Casa Civil e Arthur Lira na presidência da Câmara, o Centrão, bloco partidário liderado pelos dois parlamentares, vai intensificar o uso político das verbas da União. “Isso é compra de votos, chama-se corrupção. Esse é o orçamento do Centrão. Se for ver, os deputados do Centrão recebem 10, 12, 15 vezes mais do que um deputado comum. É um escárnio, uma vergonha, porque não é constitucional, é ilegal”, disse o deputado, acrescentando que a ministra Rosa Weber, do STF, está prestes a se pronunciar sobre a ADPF apresentada pelo partido.

Já o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), que já foi vice-líder do governo, considera que Bolsonaro, na tentativa de salvar o mandato, entregou o Orçamento ao Centrão. “Eu acho que o Ciro vai comandar tudo isso. E o Centrão já tem esse controle há algum tempo. Bolsonaro está cometendo o mesmo erro que governos anteriores. Talvez, para evitar o impeachment. Mas eu acho que ele perdeu a grande oportunidade de fazer as reformas antes disso”, analisou.

Por sua vez, o economista Gil Castello Branco, fundador da Associação Contas Abertas, frisou que quanto mais Bolsonaro estiver fragilizado politicamente maior será o preço cobrado pelo Centrão. “O Centrão, como sempre, está se apossando da caneta e da chave do cofre. Está enfiando a faca e rodando. As emendas de relator, no Orçamento de 2021, somam R$ 16,9 bilhões. O valor é equivalente a três vezes o proposto pelos parlamentares para o Fundo Eleitoral, um outro absurdo”, disse o economista, referindo-se à decisão do Congresso que triplicou, para R$ 5,7 bilhões, os recursos do fundo que financia as eleições.

 

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Com o frio, SP amplia estrutura para acolher quem vive nas ruas

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Previsão é que temperaturas cheguem a 3ºC

© Rovena Rosa/Agência Brasil

Com previsão da chegada de mais uma frente fria, São Paulo deve ter novos recordes de baixa temperatura nos próximos dias, conforme alerta do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). A previsão é que, na madrugada de sexta-feira (30), a mínima fique em torno de 3º graus Celsius (ºC). 

Uma grande preocupação na cidade é o acolhimento das quase 25 mil pessoas em situação de rua na capital, segundo censo de 2019. Levantamento do Movimento Nacional da População de Rua indica que pelo menos 14 pessoas morreram em decorrência do frio neste ano.

A prefeitura informou que fará uma força-tarefa para reforçar a rede de apoio a essa população. A partir desta quarta-feira (28) serão montadas cinco tendas em pontos estratégicos, nas quais serão distribuídos cobertores, sopa, agasalhos e kits de higiene.

Os locais de funcionamento das tendas são: Praça da Sé e Praça Princesa Isabel, na região central; Praça Barão de Tietê, na Mooca; Praça Salim Farah Maluf, em Santo Amaro; e Praça Miguel Dell’erba, na Lapa.

Nas tendas, as equipes do Programa Consultório na Rua, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde, vão estar disponíveis para eventuais atendimentos médicos. Além disso, haverá transporte para levar os que quiserem pernoitar nos centros oferecidos pela prefeitura.

Foram criadas ainda 817 vagas emergenciais em abrigos, que estarão disponíveis a partir de amanhã. Essas vagas se somam às 340 já existentes por meio da Operação Baixas Temperaturas. Parte das novas ofertas (237) está em leitos de hotéis do centro da cidade, uma reivindicação de organizações que acompanham a população em situação de rua.

A prefeitura destaca que a população pode solicitar uma abordagem social pela Central 156 (ligação gratuita nas opções 0 e em seguida 3). O pedido pode ser anônimo e é necessário informar o endereço onde a pessoa em situação de rua está, citar características físicas e detalhes da vestimenta.

O Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas segue vigente até 30 de setembro deste ano. A medida é acionada quando a temperatura atinge patamar igual ou inferior a 13ºC ou sensação térmica equivalente. Segundo a prefeitura, foram acolhidas 5,3 mil pessoas nas madrugadas em maio, 5,4 mil em junho e 4,7 mil até 25 de julho.

Condições climáticas

As temperaturas caem a partir de amanhã em decorrência da chegada de uma frente fria que vai causar nebulosidade e chuva já na madrugada desta quarta-feira. Há previsão para raios e rajadas de vento, o que aumenta a possibilidade de alagamento e quedas de árvores. A máxima não passará de 16ºC e a mínima 10ºC.

O dia também deve ficar nublado na quinta-feira (29), quando chega uma forte massa de ar polar, a qual também provocará chuva. Os termômetros variam entre 6°C e 12ºC. As simulações do CGE indicam que a temperatura mínima será de 3º C na madrugada de sexta-feira (30). A máxima nesse dia será de 13ºC. Agência Brasil

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