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terça-feira, 28/04/2026

Brasileiros mortos no Líbano confiavam na trégua para ficar seguros

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Uma família brasileira foi morta no Líbano após um ataque do Exército de Israel na cidade de Bint Jbeil, no sul do país, no domingo (26/4). Eles haviam retornado para casa acreditando que o cessar-fogo vigente lhes garantiria segurança.

Entre as vítimas estavam Manal Jaafar, uma brasileira, e seu filho de 11 anos, Ali Ghassan Nader. O pai da família, Ghassan Nader, que é libanês, também faleceu no ataque. Um outro filho do casal, que também é brasileiro, foi ferido e está hospitalizado.

De acordo com publicações em redes sociais de grupos pró-Palestina, a família voltou para casa para recolher seus pertences, confiando no acordo de cessar-fogo.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou as mortes no dia seguinte (27/4) e condenou as violações do cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah. Em nota, o governo brasileiro expressou condolências e repudiou todos os ataques ocorridos durante o período do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah.

A nota também condena as demolições de residências e outras estruturas civis no sul do Líbano feitas pelas forças israelenses nas últimas semanas, além do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

Somente no domingo, ataques israelenses deixaram pelo menos 14 mortos e 37 feridos, conforme informações do governo libanês. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, desde 2 de março, os ataques de Israel causaram a morte de 2.521 pessoas e feriram 7.804.

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