O Brasil subiu cinco posições no ranking de liberdade de imprensa divulgado pela organização Repórteres Sem Fronteiras, superando os Estados Unidos pela primeira vez. Atualmente, o país ocupa a 52ª colocação, enquanto os EUA caíram para a 64ª posição.
O relatório aponta que o Brasil apresenta uma recuperação diferente em relação a outros países das Américas, onde a liberdade de imprensa tem sido afetada pelo aumento da violência tanto de agentes do crime organizado quanto de forças políticas.
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, é citado como um dos responsáveis pela queda do país no ranking, devido aos ataques contra a imprensa durante seu mandato. Além disso, destaca-se a deportação do jornalista salvadorenho Mário Guevara, que foi preso após cobrir protestos contra políticas governamentais.
A análise também menciona que líderes como Javier Milei, na Argentina, e Nayib Bukele, em El Salvador, seguem estratégias semelhantes às de Trump, o que tem impactado negativamente a liberdade de imprensa em suas regiões. A Argentina caiu para a 98ª posição, enquanto El Salvador desceu para a 143ª.
O ranking avalia 180 países com base em cinco indicadores: contexto político, arcabouço jurídico, contexto econômico, contexto sociocultural e segurança.
Outros destaques
A Noruega mantém o primeiro lugar no ranking há uma década. Já a Eritreia, na África Oriental, aparece na última posição pelo terceiro ano seguido. No país, o jornalista Dawit Isaak está preso há 25 anos sem julgamento, configurando o caso mais antigo de detenção jornalística.
A Síria foi o país que apresentou maior progresso em 2026, após a queda do ditador Bashar al-Assad. Apesar da melhora, o país permanece na posição 141, com uma situação ainda considerada grave segundo o relatório.
