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quinta-feira, 30/04/2026

Banco Central vê alta na inflação e mais incertezas por conflito no Oriente Médio

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Em Brasília

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou em sua reunião de hoje que o conflito no Oriente Médio tem aumentado as previsões de inflação e gerado incertezas nas estimativas. Mesmo assim, o Copom acredita que é possível continuar ajustando a taxa Selic gradualmente, já que os juros altos têm desacelerado a economia brasileira.

O comunicado detalha que as projeções de inflação estão mais distantes da meta, e a incerteza aumentou muito devido à dificuldade de prever quanto tempo vai durar o conflito e seus efeitos econômicos.

O Copom reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,50%, o segundo corte consecutivo. Essa decisão ocorreu mesmo com a previsão de inflação para o final de 2027 subindo de 3,3% para 3,5%. Agora, o horizonte considerado relevante para a política monetária é o último trimestre do ano que vem.

O colegiado achou adequado continuar a ajustar os juros porque os níveis altos, mantidos por quase todo o ano de 2025, ajudaram a frear o ritmo da economia. Assim, será possível definir, com base em novas informações, como proceder para manter os juros dentro do necessário para que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) volte para a meta.

Ambiente externo

O Copom ressaltou que o cenário internacional continua incerto devido aos desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que têm impacto nas condições financeiras globais.

O órgão destacou que essa situação exige cuidado especial dos países emergentes, já que há muita volatilidade nos preços de ativos e commodities.

Estadão Conteúdo

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