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quinta-feira, 30/04/2026

Militares treinam cenários de guerra nuclear no Rio de Janeiro

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São Paulo, 29 – Na segunda-feira, dia 27, a Força Aérea Brasileira (FAB), a Marinha do Brasil (MB) e o Exército Brasileiro (EB) iniciaram um treinamento voltado a situações de guerra nuclear e ameaças biológicas, químicas e radiológicas. A atividade acontece na Base Aérea dos Afonsos (BAAF), no Rio de Janeiro, e vai até 8 de maio, com o propósito de fortalecer a capacidade dos militares para salvar vidas em condições extremas.

De acordo com a FAB, o exercício visa melhorar a comunicação entre as equipes médicas e as tripulações, otimizar o uso dos recursos disponíveis para o aperfeiçoamento das equipes e preparar os militares para missões conjuntas, destacando a integração entre saúde operacional e aviação militar.

“Imagine um tipo de guerra diferente — silenciosa, invisível e tão perigosa quanto um conflito armado. Um cenário em que ameaças biológicas, químicas, nucleares e radiológicas surgem de repente, avançando rápido e tornando o ambiente imediatamente perigoso. É esse o contexto do Exercício Operacional de Evacuação Aeromédica focado em Defesa Biológica, Nuclear, Química e Radiológica”, informou a FAB.

O diretor do exercício, tenente-coronel Leonardo Teles Gomes, explicou que essa ação ocorreu devido à possibilidade dessas ameaças em grandes eventos com muitas pessoas, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Nessas ocasiões, os militares ficaram prontos para agir em caso de ataques desse tipo.

Entre as aeronaves usadas no treinamento estão o C-105 Amazonas, o KC-390 Millennium, o C-97 Brasília, o C-95 Bandeirante e o H-36 Caracal, que são utilizadas em missões simuladas de resgate, estabilização e transporte de pacientes em áreas contaminadas.

No exercício, profissionais do Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE) também aprendem a usar equipamentos de proteção individual (EPIs), praticam o embarque e desembarque de vítimas em aeronaves e participam de simulações muito próximas da realidade, que exigem decisões rápidas em locais contaminados.

Estadão Conteúdo

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