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sábado, 18/04/2026

Brasil e Uruguai avançam em plano para cuidar da Lagoa Mirim

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Pelotas (RS) – Nos dias 15 e 16 de abril, representantes do Brasil e do Uruguai se reuniram na Oficina Binacional do Projeto Lagoa Mirim, em Pelotas (RS), para discutir a versão inicial da Análise Diagnóstica Transfronteiriça (ADT), que é essencial para criar o Plano de Ação Estratégica (PAE).

“Esta oficina representa um importante passo na criação de um diagnóstico compartilhado da bacia da Lagoa Mirim, o que é um dos principais resultados deste projeto”, afirmou o Alberto Batista da Silva Filho, coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Esse diagnóstico será a base do PAE, documento que orientará as ações futuras para o manejo conjunto da bacia entre os dois países.

O projeto é conduzido pelo MIDR, no Brasil, e pela Direção Nacional de Águas (Dinagua), no Uruguai, com suporte técnico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Também conta com a participação da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e recebe financiamento de US$ 4,85 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). O MIDR é o órgão responsável pela execução e coordenação do projeto.

Durante o encontro, foram abordados desafios que afetam os dois países, como a qualidade da água, os efeitos das mudanças climáticas, a gestão, o uso do solo, e a sustentabilidade da pesca e da agricultura. Houve ainda uma visita técnica ao Canal São Gonçalo, fundamental para controlar a salinidade e manter o equilíbrio da água na região.

“Montar um projeto entre dois países é complexo, mas estamos avançando bem graças à boa colaboração entre Brasil e Uruguai”, destacou Batista.

A Lagoa Mirim, a segunda maior lagoa do Brasil, situada na fronteira com o Uruguai, é muito importante para a região Sul, principalmente para a agricultura irrigada, a pesca artesanal e o fornecimento de água. Gustavo Chianca, assistente da FAO no Brasil, ressaltou a importância do projeto para o uso responsável dos recursos hídricos.

“A Lagoa Mirim beneficia muitas pessoas, ajudando a produzir alimentos, apoiar a pesca, abastecer água e oferecer lazer. O trabalho conjunto entre Brasil e Uruguai é fundamental”, afirmou Chianca.

Esta oficina representa mais um passo para fortalecer a cooperação entre os dois países, visando uma gestão integrada da lagoa baseada no conhecimento técnico e na colaboração institucional.

Com informações do Governo Federal

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