As bolsas na Europa tiveram um dia positivo, subindo graças à recuperação dos papéis de tecnologia antes da divulgação dos resultados das grandes empresas americanas e à esperança de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
Mesmo assim, o otimismo foi moderado devido aos conflitos ainda presentes no Oriente Médio e às preocupações sobre a segurança no abastecimento global de energia. Os investidores também refletiram sobre dados econômicos regionais e resultados corporativos recentes.
Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,58%, alcançando 10.585,91 pontos. Frankfurt teve alta no DAX de 0,59%, chegando a 24.992,37 pontos. Em Paris, o CAC 40 registrou ganho de 0,28%, totalizando 8.363,14 pontos. Milão viu o FTSE MIB avançar 0,81%, para 52.285,09 pontos. Madri subiu 0,86% com o Ibex 35 em 19.372,40 pontos. Lisboa registrou elevação de 1,11% no PSI 20, chegando a 9.171,67 pontos. Esses números são preliminares.
No cenário econômico, o índice ZEW de expectativas para a Alemanha subiu de 10,5 para 26,3 em julho, superando a previsão de 11, o que indica maior confiança na principal economia da zona do euro. No Reino Unido, a taxa de desemprego manteve-se em 4,9%, reforçando a possibilidade de o Banco da Inglaterra manter as taxas de juros. O banco ING, entretanto, segue cauteloso dado que as negociações entre Washington e Teerã enfrentam muitos desafios, reduzindo a chance de uma resolução rápida do conflito.
No setor de tecnologia, o destaque foi um aumento de 2%, impulsionado pelo interesse em empresas ligadas à inteligência artificial (IA). A ASML subiu cerca de 4%, ASM International cresceu 5,4%, a Infineon teve alta de 5,6% e a STMicroelectronics aumentou 4,1%.
Em Zurique, a Novartis avançou 2,1% após apresentar resultados melhores que o esperado e manter suas projeções para 2026. Em Paris, a TotalEnergies teve alta de 2%, enquanto a Publicis caiu 1,8%. Em Copenhague, a Novo Nordisk recuou 1,2%, mas conseguiu reduzir suas perdas durante o pregão, depois de anunciar uma ação judicial contra a concorrente Eli Lilly por suposta propaganda enganosa sobre remédios para emagrecimento.
Estadão Conteúdo.
