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sábado, 18/04/2026

Bancos e empresários investem R$ 142,5 milhões no Estadão

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Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que três grandes bancos — Itaú, Bradesco e Santander — junto com outras nove empresas, investiram R$ 142,5 milhões no Estadão por meio da compra de debêntures.

O jornal anunciou a emissão desses títulos em 2024, mas nunca informou aos assinantes quem são seus financiadores. O dinheiro foi emprestado a longo prazo, com parte da dívida podendo ser quitada somente até 2044.

Apesar da crise financeira e de um prejuízo anual, o investimento busca salvar o Estadão, que fechou 2025 com déficit de R$ 16,8 milhões e dívida acumulada de R$ 159 milhões.

O aporte difere de um patrocínio, pois os bancos passaram a ter participação nas decisões do jornal, incluindo mudanças na gestão executiva, como a saída da família Mesquita da posição de CEO, e participação no conselho de administração.

O empresário Rubens Ometto, dono da Cosan, foi um dos principais financiadores e aportou R$ 15 milhões. Porém, um ano após esse investimento, a Cosan entrou em recuperação judicial, e parte da empresa foi adquirida por André Esteves, dono do BTG.

Ao todo, 12 empresas participaram da operação dividida em duas rodadas: a primeira, com R$ 45 milhões, teve a Trustee DTVM como agente fiduciária; a segunda captou R$ 97,5 milhões por meio do Província Fundo de Investimento e da Cutrale.

Na primeira rodada, os bancos Itaú, Bradesco e Santander investiram R$ 15 milhões cada um. Na segunda, as empresas Cosan, Hapvida e Votorantim investiram R$ 15 milhões cada; Ultra, Unipar, Pátria Investimentos e JHSF investiram R$ 7,5 milhões cada; e a Galápagos Capital e a Santalice Administração Ltda. (Cutrale) também fizeram aportes.

Além disso, as empresas Suzano e Safra investiram no jornal por meio de contratos publicitários.

Após o aporte, um representante dos investidores, Marcos Bologna, sócio e CEO da Galápagos Capital e ligado a Carlos Fonseca, ex-sócio de André Esteves no BTG, ingressou no conselho de administração do Estadão.

O Estadão preferiu não comentar sobre os financiadores quando procurado.

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