Nossa rede

Economia

Banco Central anuncia mudanças no Boletim Focus; confira

Publicado

dia

Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados

Mudanças valem a partir da edição de 25 de janeiro do boletim (Gregg Newton/Bloomberg)

Pesquisa semanal com cerca de 140 instituições financeiras, o Boletim Focus, produzido pelo Banco Central (BC), passará por mudanças a partir da edição de 25 de janeiro. Algumas estimativas tiveram o horizonte de tempo ampliado. Outros indicadores deixarão de ser pesquisados.

Em contrapartida, o boletim Focus deixará de coletar as projeções para os seguintes índices de inflação: IGP-DI, IPA-DI, IPA-M, INPC, IPCA-15 e IPC-Fipe. Também deixarão de ser pesquisadas as taxas médias anuais do câmbio e da Selic. Segundo o BC, esses indicadores deixaram de ser importantes para a formação de expectativas econômicas, com poucas instituições financeiras traçando estimativas para eles.

Câmbio

O novo boletim Focus também mudará a forma de divulgar a taxa de câmbio de fim de período. Em vez da taxa vigente no último dia do período analisado, a publicação passará a trazer a taxa Ptax média desse intervalo. A Ptax reflete a média do câmbio em determinado dia, em vez dos valores de abertura e de fechamento.

A taxa anual de câmbio considerará a taxa média de dezembro, no lugar da taxa do último dia útil do ano. De acordo com o BC, a volatilidade do câmbio torna difícil a previsão para determinado dia, o que torna a média das projeções para um período mais relevante.

A apresentação das estimativas para os indicadores fiscais também mudará. As séries históricas das estatísticas para os resultados primário e nominal, a Dívida Líquida do Setor Público e a Dívida Bruta do Governo Geral passarão a ser divulgadas com horizontes de dez anos à frente.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Economia

Nota Fiscal Paulista abre consulta a sorteio de R$ 1 milhão

Publicado

dia

Por

Para esta edição do sorteio, estão participando 9.276.163 consumidores que realizaram compras em outubro e solicitaram notas fiscais com CPF

Nota Fiscal: Os créditos da Nota Fiscal Paulista permanecem à disposição dos participantes por cinco anos a contar da liberação e podem ser utilizados a qualquer momento dentro desse período (Edson Lopes Jr/A2/Divulgação)

Os consumidores cadastrados na Nota Fiscal Paulista já podem consultar no site os bilhetes com que irão concorrer ao sorteio de março. O 148º sorteio, no dia 15, distribuirá 6,7 milhões de reais. O prêmio principal é de 1 milhão de reais. A consulta pode ser feita no site do programa.

Para esta edição do sorteio, estão participando 9.276.163 consumidores cadastrados, sendo 9.270.833 pessoas físicas e 5.330 condomínios, que realizaram compras em outubro e solicitaram notas fiscais com CPF ou CNPJs.

Para transferir os recursos para uma conta corrente ou poupança, basta acessar a da Secretaria da Fazenda na internet: portal.fazenda.sp.gov.br/servicos/nfp. Também é possível utilizar o aplicativo aplicativo  da Nota Fiscal Paulista pelo tablet ou smartphone, digitar o CPF/CNPJ e senha cadastrada e solicitar a opção desejada. Em ambas as opções os valores serão creditados na conta indicada em até 20 dias.

Os créditos da Nota Fiscal Paulista permanecem à disposição dos participantes por cinco anos a contar da liberação e podem ser utilizados a qualquer momento dentro desse período. O valor mínimo para transferência é de R$ 0,99.

Para participar dos sorteios, o consumidor que pede a Nota Fiscal Paulista deve se cadastrar no site do programa e aderir ao regulamento. As adesões até o dia 25 de cada mês permitem a participação no mês seguinte.

Uma vez feito o processo, a inclusão nos sorteios seguintes é automática. Cada 100 reais em compras dá direito a um bilhete eletrônico para concorrer.

A Nota Fiscal Paulista, criada em outubro de 2007, integra o Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal do governo do Estado de São Paulo e reduz a carga tributária individual dos cidadãos, que recebem créditos ao efetuar compras de mercadorias em São Paulo.

O sistema distribui até 30% do ICMS efetivamente recolhido pelos estabelecimentos comerciais aos consumidores que solicitam o documento fiscal e informam CPF ou CNPJ, proporcional ao valor da nota.

Ver mais

Economia

Resultado do setor de serviços pode ser elemento surpresa no PIB de 2020; entenda

Publicado

dia

Por

Números consolidados do PIB do ano passado serão divulgados nesta quarta (3); alta no 4º tri deixa boa base para crescimento em 2021, mas pandemia preocupa

(Cris Faga/Getty Images)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga nesta quarta-feira (3), o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2020. Após quase um ano inteiro de pandemia, restrições de circulação e aumento do desemprego, a expectativa do mercado é de retração de pelo menos 4%. Divulgado na metade de fevereiro, o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, fechou em 4,05%, reforça essas projeções.

“Chegamos a acreditar numa contração acima de 6%, mas o resultado final deve ser entre 4,15% e 4,20%, muito por conta do setor de serviços. É dele, inclusive, que podemos ter alguma surpresa, positiva ou negativa, porque é um setor que não tem pesquisas específicas para ele”, explica o economista Arthur Mota, da Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da Exame. Segundo ele, há chances dessa queda vir um pouco maior que o projetado, uma vez que, mesmo antes da pandemia, os resultados já vinham decepcionando.

“Pelo menos nas últimas cinco divulgações, o mercado foi surpreendido negativamente por ter projetado altas maiores do que de fato ocorreram”, conta o economista, que espera uma alta de 2,8% no PIB do 4º trimestre de 2020, o que seria uma boa base de crescimento para o primeiro trimestre.

O atual cenário da pandemia no Brasil, com um ritmo de vacinação lento e recordes de mortes a cada dia, pode frustrar as expectativas mais uma vez. “Pelo que já temos no mapa, como índice de confiança, as novas medidas de isolamento e a nova rodada do auxílio, o PIB deste 1º trimestre tende a ser muito fraco, com a pandemia sendo o principal efeito negativo no radar”, disse.

Apesar da queda significativa, o resultado do PIB brasileiro ainda ficou distante do rombo registrado em outras economias do continente, como México e Argentina, cujo PIB ficou negativo na casa dos dois dígitos.

Segundo os pesquisadores do recém-lançado Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), a diferença expressiva entre os resultados do Brasil e dos seus pares latino-americanos se deve, principalmente, aos R$300 bilhões de reais que o governo federal gastou com o auxílio emergencial.

Em um cenário sem o benefício, diz o estudo, a queda do PIB brasileiro em 2020 seria de pelo menos 8,4% — 4 pontos percentuais a mais do que o esperado pelo mercado. No pior cenário sem o auxílio, a queda poderia chegar a 14,8%.

Ver mais

Economia

PIB brasileiro encolhe 4,1% em 2020, o pior resultado da série histórica

Publicado

dia

Por

4º trimestre teve alta de 3,2%, acima do esperado pelo mercado, mas não o suficiente para compensar as perdas do ano marcado pela pandemia; serviços e indústria forçam queda

(Cesar Okada/Getty Images)

A economia brasileira encolheu 4,1% em 2020, pior desempenho já registrado desde 1996, quando o IBGE começou a série histórica. Pressionado principalmente pela queda na atividade das indústria (-35%) e dos serviços (-4,5%), o resultado do PIB interrompe uma série de pequenas altas que vinham sendo registradas desde 2017. Somento o setor da Agropecuária registrou alta, de 2%. Em valores correntes, o PIB do ano passado totalizou R$ 7,4 trilhões.

Desde 2017, o PIB brasileiro registrava altas tímidas, sempre próximo de 1%, mostrando um ritmo de recuperação da crise de 2015/16 aquém do esperado e ainda muito abaixo dos patamares de 2014. Com a pandemia, o cenário que já não era favorável se deteriorou ainda mais.

Com a alta do desemprego e o distanciamento social, o consumo das famílias recuou 5,5% em relação a 2019. As despesas do governo também caíram 4,7%. O PIB per capita (por habitante) teve queda de 4,8% em termos reais, também a menor taxa da série histórica, alcançando R$ 35,172 em 2020. E a taxa de investimentos cresceu 1 p.p. em relação a 2019, chegando a 16,4% do PIB.

Após quedas trimestrais significativas durante a pandemia, o 4º trimestre registrou uma alta de 3,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior, puxado também pela indústria e pelos serviços, que cresceram 1,9% e 2,7%, respectivamente.

“Essa alta do 4º trimestre do ano passado, quase meio ponto percentual acima do esperado pelo mercado, deixa um legado forte para o 1º trimestre de 2021, o que facilitaria o crescimento.”

 

Apesar da queda significativa, o resultado do PIB brasileiro ainda ficou distante do rombo registrado em outras economias do continente, como México e Argentina, cujo PIB ficou negativo na casa dos dois dígitos.

Segundo os pesquisadores do recém-lançado Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), a diferença expressiva entre os resultados do Brasil e dos seus pares latino-americanos se deve, principalmente, aos R$300 bilhões de reais que o governo federal gastou com o auxílio emergencial.

Em um cenário sem o benefício, diz o estudo, a queda do PIB brasileiro em 2020 seria de pelo menos 8,4% — 4 pontos percentuais a mais do que o esperado pelo mercado. No pior cenário sem o auxílio, a queda poderia chegar a 14,8%.

(Matéria em atualização)

 

 

 

Ver mais

Economia

CVM discute mudança que pode beneficiar acionistas minoritários

Publicado

dia

Por

Empresas de capital aberto podem ser obrigadas a comunicar disputas societárias. Processos hoje correm em sigilo, ainda que tenham grande impacto sobre preço das ações

Martelo de juiz representando a Justiça e o Direito (Oxford/Getty Images)

As regras que regem o mercado financeiro obrigam as empresas de capital aberto a comunicar seus acionistas toda vez que um evento importante ocorre. Qualquer mudança que possa mexer com o preço das ações dessas empresas deve ser informada ao mercado, para que até os acionistas minoritários possam ter clareza sobre o futuro da empresa.

Algumas situações, no entanto, fogem das normas de obrigatoriedade. Conflitos entre os sócios tratados na arbitragem não precisam ser comunicados ao mercado, o que costuma deixar os investidores da bolsa no escuro. Disputas entre os principais controladores, por exemplo, acontecem de forma confidencial, mas podem ter impactos bastante significativos sobre os papeis da empresa.

A Comissão de Valores Monetários (CVM) discute se questões de arbitragem que envolvem empresas de capital aberto devem ser comunicadas a todos os investidores. A mudança foi provocada por um relatório produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o mercado de capitais brasileiro.

A alteração em debate é sobre a Instrução CVM 480, de 2009, que trata da comunicação de empresas listadas em bolsa com o mercado. A autarquia ouvirá advogados e participantes do setor financeiro até abril, quando decidirá o que acolher para mudar ou não a regra.

“Se aprovada, a alteração proposta pela CVM determinará que as empresas comuniquem a abertura de eventuais demandas societárias, quais os fatos contestados, o valor da causa e como andam as decisões judiciais sobre o processo”, explica Ivo Bari, sócio do escritório BVZ Advogados.

Existem três tipos principais de demandas societárias. A primeira é a chamada invalidade de deliberação de acionistas, que ocorre quando um acionista minoritário tenta impugnar alguma nomeação feita por um controlador por entender, por exemplo, que houve conflito de interesse na decisão.

A segunda é o questionamento da responsabilidade do administrador da empresa, caso haja alguma violação de deveres fiduciários, de diligência ou de lealdalde. Por fim, há ainda o questionamento da responsabilidade do controlador, que ocorre quando os acionistas minoritários entram com uma ação contra o acionista principal, em razão de alguma decisão controversa.

São situações bastante comuns no mercado de capitais brasileiro. A questão é que esses debates judiciais acontecem em sigilo completo, o que deixa somente os participantes das ações cientes do que está acontecendo.

“Muitos riscos reputacionais acabam ficando acobertados pelo sigilo da arbitragem, e ninguém fica sabendo. Além de ajudar os investidores a tomarem melhores decisões de compra e venda de ativos, a mudança pode ajudar na coordenação dos investidores minoritários”, explica Bari, do BVZ Advogados.

Ele diz que muitas ações são iniciadas por um único investidor minoritário, que geralmente tem capacidade financeira limitada para brigar com sócios majoritários. Se a mudança na Instrução 480 for aprovada, podemos ver mais arbitragens com multi-autores.

Casos famosos de arbitragem no mercado de capitais

A recente indicação do general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobras pode ser base para ações judiciais de investidores minoritários contra a empresa. A decisão tomada pelo governo federal, que é o acionista controlador da empresa, fez com que as ações da petroleira despencassem na bolsa de valores brasileira e nos Estados Unidos.

Embora não haja nenhuma disputa publicamente conhecida sobre o assunto, existem outras situações de empresas que passaram por grandes brigas entre sócios. Um dos exemplos mais famosos foi a ação de um acionista minoritário da Braskem contra os controladores da empresa, o grupo Odebrecht, em razão do envolvimento da petroquímica em episódios de corrupção.

O processo está correndo em arbitragem e, por ser sigiloso, não é possível saber o possível impacto financeiro e reputacional sobre a Braskem.

 

 

Ver mais

Economia

Dólar vai a R$ 5,70 e Ibovespa perde os 110 mil pontos com aumento de impostos

Publicado

dia

Por

Governo confirma aumento de Contribuição Social sobre Lucro Líquido de instituições financeiras; bancos caem mais de 2%

Bolsa: Ibovespa (Germano Lüders/Exame)

O Ibovespa futuro recua nesta terça-feira, 2, com a repercussão negativa sobre o aumento de impostos sobre bancos para compensar a isenção do PIS/Cofins do diesel e gás de cozinha. Com a queda de hoje, o índice perde os 110.000 pontos e chega ao menor nível de pontuação desde novembro.

A confirmação sobre a medida veio na última noite, quando  a Secretaria-Geral da Presidência informou que o governo editou uma medida provisória e um decreto que aumentam de 20% para 25% a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de instituições financeiras.

Mas na bolsa, as perdas tiveram início ainda na tarde de ontem, quando o Ibovespa reduziu o movimento de alta, após o jornal O Globo noticiar as intenções do governo. Grandes bancos, como o Itaú (ITUB4), chegaram a cair 3%.

A isenção de impostos sobre o diesel e gás de cozinha foi uma das maneiras de o governo tentar melhorar a relação com caminhoneiros, que ameaçavam uma nova greve, sem interferir diretamente na política de preços da Petrobras, que anunciou novo reajuste na véspera.

Com as novas mudanças tributárias, o mercado tem o pior desempenho entre as bolsas ocidentais, onde investidores buscam alguma recuperação após as perdas da semana passada, geradas pelo aumento dos rendimentos dos títulos americanos.

Após o mercado europeu virar para o positivo no início da manhã, somente os índices futuros americanos seguem em baixa, após o S&P 500 bater a maior alta desde junho. Entre as principais bolsas do mundo, somente as da Ásia tiveram pior desempenho, com alertas da China sobre “bolhas” no mercado internacional.

A pior moeda do mundo

Além da bolsa, a moeda brasileira também figura entre as piores do mundo nesta terça. Embora suba contra algumas divisas emergentes, a alta do dólar é ainda maior no Brasil, chegando a superar 1,5% nesta manhã, tocando os 5,70 reais. Em quatro pregões, a valorização acumulada do dólar já se aproxima dos 5%.

“As medidas paliativas para criar os fundos necessários para financiar o corte de impostos dos derivados de Petróleo foi extremamente mal recebidas pelo mercado. Aumentar impostos num setor oligopolizado – como é o setor bancário – para dar descontos num outro setor oligopolizado – como é o caso do petróleo óleo e gás – não é uma solução agregada correta”, afirma em nota André Perfeito, economista-chefe da Necton.

Segundo o economista, a medida do governo tampouco deve servir para manter o preço do combustível, pelo contrário, deve aumentar ainda mais. “Se o objetivo é segurar ou atenuar o preço dos combustíveis e se estes estão em dólar, logo medidas deste tipo (intervenção ou tributação fora de um contexto mais amplo) fazem os derivados subirem por conta da elevação deste mesmo dólar.”

Destaques

Com o pessimismo generalizado, todas as ações do Ibovespa se desvalorizam nesta manhã.

Puxando a queda do Ibovespa estão as ações dos grandes bancos e da Petrobras (PETR3/PETR4). Após já ter caído 3% na última sessão, os papéis do Itaú recuam mais 2,1%. Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC3/BBDC4) caem mais de 2%, enquanto o Santander (SANB11) mais de 3%. Já os papéis da petrolífera caem cerca de 4%, após tocarem a mínima de pouco mais e 5% de baixa.

Ver mais

Economia

Lucro mensal com mineração de bitcoin e ether cresce e passa de R$ 15 bilhões

Publicado

dia

Por

Receita dos mineradores da rede Ethereum lucram mais de 1 bilhão de dólares pela primeira vez; total de fevereiro foi de US$ 1,36 bilhão na rede Bitcoin e US$ 1,37 na rede Ethereum

(Bloomberg/Getty Images)

A receita de mineração das redes Bitcoin e Ethereum atingiram valores recordes em fevereiro, segundo dados do The Block Crypto Data. Foram 1,36 bilhão de dólares lucro para o mineradores de bitcoin e 1,37 bilhão de dólares para o mineradores de ether.

Foi a primeira vez na história que os mineradores de ether ganharam mais de 1 bilhão de dólares em um único mês. O total, de 1,37 bilhão, foi 65,1% maior do que o valor registrado em janeiro. Do valor, quase 645 milhões vieram das recompensas pagas pela própria rede aos validadores das transações.

O restante, cerca de 723 milhões, ou 53% do total, vieram das taxas de transferência, que é um dos maiores alvos de crítica ao Ethereum, devido ao seu aumento de preço quando a rede está sobrecarregada. Com o crescimento das aplicações de finanças descentralizadas nos últimos meses, o número de transações na rede Ethereum aumentou muito, levanda as taxas a um número recorde.

Para resolver a questão, o Ethereum tenta mudar seu sistema de mineração, atualmente baseado no modelo de prova de trabalho, através da Proposta de Melhoria do Ethereum, chamada EIP-1559. No entanto, ainda não existe consenso dos mineradores sobre o assunto — maior mineradora da rede, a Sparkpool é contrária à proposta; já a F2Pool, terceira maior mineradora da rede, se mostra favorável.

Em relação ao bitcoin, apenas 13,7% dos 1,37 bilhão recebido pelos mineradores em fevereiro vieram de taxas. O restante, cerca de 1,18 bilhão, vieram das recompensas pagas aos validadores, como mostra o gráfico abaixo. O aumento em relação a janeiro foi de 21,4%, motivado, principalmente, pelos novos recordes de preço da criptomoeda, que chegou passou de 58 mil dólares.

Os mineradores de bitcoin têm sofrido desde dezembro com a falta de reposição de equipamentos de informática para minerar a criptomoeda, com muitos deles passando a investir em equipamentos portáteis para realizar a função, elevando o preço dos mesmos e provocando polêmica com gamers.

 

 

Ver mais

Hoje é

quarta-feira, 3 de março de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?