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sexta-feira, 22/05/2026

Após apoio dos EUA, Otan busca maior autonomia

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O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, agradeceu nesta sexta-feira (22/5) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela decisão de enviar 5 mil soldados americanos à Polônia.

Durante uma reunião da Otan realizada em Helsingborg, na Suécia, Sikorski afirmou: “Quero agradecer ao presidente Trump pelo anúncio sobre a rotação das tropas, assegurando que a presença de soldados americanos na Polônia continuará em níveis semelhantes aos anteriores. Tudo está bem quando termina bem.”

Em sua rede social Truth Social, Donald Trump justificou o envio das tropas adicionais destacando sua relação com o presidente polonês Karol Nawrocki.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que também participou da reunião, declarou apoio à decisão de Trump. Ele ressaltou que o objetivo a longo prazo da aliança é reduzir a dependência dos Estados Unidos.

Nos últimos tempos, a relação entre os Estados Unidos e os países europeus da Otan tem sido marcada por incertezas, especialmente após o anúncio da retirada de 5 mil soldados da Alemanha sem aviso prévio. A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, destacou a complexidade do cenário atual e enfatizou a necessidade de os europeus reforçarem suas próprias defesas.

Esta reunião ocorreu em meio a tensões causadas pela guerra entre Washington, Tel Aviv e o Irã. Donald Trump chegou a considerar a saída dos Estados Unidos da Otan, fundada em 1949, devido a críticas à falta de contribuição dos membros da aliança.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, esclareceu que o envio das tropas não tem caráter punitivo, mas é um processo contínuo. Rubio também mencionou a necessidade de responder às preocupações de Trump sobre o Oriente Médio, apontando a insatisfação do presidente americano com alguns países da Otan, como a Espanha, que não autorizaram o uso de suas bases pelos Estados Unidos.

Além dos desafios relacionados ao conflito com o Irã, a Otan viu sua estabilidade abalada com a intenção de Trump de assumir o controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, também membro da aliança.

Durante a reunião, os ministros europeus demonstraram disposição para contribuir na garantia da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã, e para assumir maior responsabilidade pela segurança do continente.

Ainda não há detalhes sobre a origem das tropas adicionais enviadas à Polônia, o que causou surpresa e preocupação entre os aliados. Também foi anunciado o cancelamento do envio planejado de mísseis Tomahawk à Alemanha.

O comandante supremo aliado da Otan, general da Força Aérea americana Alexus Grynkewich, tentou tranquilizar os europeus, afirmando que as reduções serão feitas gradualmente, dando tempo para que os países desenvolvam suas capacidades de defesa.

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