CRISTINA CAMARGO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Moradores do centro de São Paulo ficaram sem energia elétrica durante a madrugada de quarta-feira (15). A distribuidora Enel informou que desligou um circuito da rede, mas não explicou o motivo do desligamento.
Antes dessa informação, consumidores receberam uma mensagem da empresa citando problemas ambientais, sem detalhes.
O apagão começou logo após a meia-noite e a energia foi restabelecida para parte das residências por volta das 5h da manhã.
Às 5h40, a distribuidora confirmou que 860 clientes ainda estavam sem luz em regiões do centro histórico, onde equipes trabalhavam para resolver o problema.
A Enel disse que levou cinco geradores para ajudar a manter o fornecimento até o conserto completo. “As causas estão sendo investigadas”, informou a empresa.
A falta de energia afetou áreas próximas às avenidas Rio Branco, Ipiranga, São João e Duque de Caxias, nos bairros República e Santa Ifigênia, além do Vale do Anhangabaú e da região histórica.
No início da madrugada, o mapa de fornecimento da Enel mostrou que 7.308 clientes estavam sem luz na Grande São Paulo, o que representa 0,12% do total de 5.981.344 clientes.
Às 8h, o número de endereços sem energia na capital paulista caiu para 2.718.
Recentemente, a instância jurídica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) rejeitou os argumentos da Enel para anular um processo que pode levar à perda da concessão da distribuidora na região metropolitana de São Paulo.
Em um parecer enviado ao diretor-relator da agência, Fernando Mosna, a AGU (Advocacia-Geral da União) concluiu que os motivos da empresa não indicam irregularidades na decisão da Aneel.
Entre os problemas apontados estão o tempo médio alto para atender emergências, quedas de energia frequentes superiores a 24 horas, falhas na preparação para eventos climáticos extremos e dificuldades das equipes de campo.
Em resposta, a Enel SP declarou sua discordância com o parecer e afirmou que continuará trabalhando de forma transparente para comprovar que cumpre integralmente as metas previstas em contrato e no plano de melhorias apresentado em 2024.
