GILVAN MARQUES
UOL/FOLHAPRESS
Matheus Menezes, advogado com nanismo, decidiu parar de recorrer da decisão do concurso para delegado em Minas Gerais que rejeitou seu recurso anterior. Ele vai concentrar seus esforços em outros concursos.
O advogado Flávio Britto, que representa Matheus, informou que o cliente optou por não recorrer mais e não vai comentar o caso, focando em outras oportunidades.
A defesa entrou com recurso administrativo depois que Matheus foi reprovado pela segunda vez no teste físico. Eles questionaram os critérios usados no exame e a avaliação realizada pela banca do concurso.
O recurso foi negado pela organizadora na semana passada. Matheus lamentou a decisão e afirmou que a avaliação da banca foi incorreta e que a organização não considerou alguns pontos importantes.
Ele disse: “Eu já imaginava que o recurso seria negado, pois isso é comum. A banca avaliou alguns aspectos de maneira errada e ignorou outros”.
Matheus Menezes mantém o sonho de se tornar delegado e acredita que poderá alcançar esse objetivo, mesmo após a disputa judicial.
Ele havia solicitado adaptações no teste físico, apresentando documentos médicos para a FGV, organizadora do concurso.
O teste físico costuma variar entre estados, mas normalmente inclui provas de força, resistência e capacidade cardiovascular, como corrida de resistência, corrida rápida, flexões, abdominais e barra fixa.
A banca não aceitou os pedidos de adaptação. Matheus foi aprovado em todas as provas teóricas, mas não conseguiu passar no teste físico.
Ele afirmou: “Passei nas etapas teóricas graças ao meu esforço, mas fui eliminado em um teste físico por causa da decisão da banca que não respeitou a lei. Eu vou lutar pelos meus direitos até o fim”.
Matheus Menezes recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes determinou que a banca deveria aplicar novamente o exame físico com as adaptações necessárias para pessoas com deficiência, conforme a Ação Direta de Inconstitucionalidade.
No segundo teste físico, Matheus também foi considerado inapto. A defesa apresentou outro recurso, mas a banca manteve a reprovação.
A FGV afirmou que cumpriu todas as decisões judiciais e que publicará o resultado definitivo após a análise dos recursos.
O UOL tentou contato com a organizadora e o advogado de Matheus para possíveis atualizações, mas ainda não obteve resposta.
Segundo a defesa, a reclamação constitucional no STF foi bem-sucedida porque provou que a banca errou ao não fazer as adaptações necessárias no teste físico.
