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A anemia – 100 anos depois de Jeca Tatu

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Após quase 100 anos do personagem Jeca Tatu, a anemia segue como um flagelo na população, afetando principalmente a população mais pobre

O cansaço, a apatia, a falta de movimentação, preguiça ou desleixo são alguns dos sinais apresentados pelo personagem Jeca Tatu, no livro Urupês, de Monteiro Lobato, inicialmente publicado em 1918. O descaso do governo no trato com a população rural é uma das características básicas da filosofia retratada no conto de Lobato. O quadro clínico do personagem Jeca (que acaba virando sinônimo de caipira) parece bastante com o da anemia.

Jeca Tatu tinha anemia?

Quase sempre descrito como portador de parasitoses, e com um quadro de anemia por perda de ferro, o Jeca apresentava sinais e sintomas que não são muito diferentes da anemia por deficiência de ingestão de ferro, a chamada anemia carencial ferro priva. Ambos problemas estão relacionados a pobreza, ao descaso, a falta de educação e orientação. A falta de ferro na alimentação leva a uma série de problemas que vão muito além do cansaço e desânimo, quadro que todos associam a anemia.

A anemia ainda é um problema no mundo

Passados quase 100 anos, a anemia segue como um flagelo na população de todo o mundo, mas especialmente nos países em desenvolvimento. E o Brasil não é diferente. Ainda temos anemia por falta de ferro afetando quase a metade dos pré-escolares de nosso país, especialmente nas regiões mais pobres.

Dados mais recentes mostram que ainda temos quase quatro ou cinco vezes mais crianças anêmicas que nos países ricos. E quando falamos de grupos de risco, como os mais pobres, população de moradores de rua e grupos isolados como a população indígena, os índices de anemia são estratosféricos.

Uma boa alimentação é essencial

Nossa alimentação fornece o ferro necessário para nossas funções normais. A falta de ingestão de ferro em crianças começa com um aleitamento materno inadequado. O leite materno tem uma quantidade pequena, mas altamente aproveitável de ferro, que é muito bem absorvida pelo bebê. A introdução de leite de vaca não modificado e de alimentos que não contêm ferro ou que contêm ferro de pouca absorção são fatores importantes para a deficiente ingestão deste metal essencial para a nossa vida.

As principais fontes de ferro são as carnes, principalmente as vermelhas (boi, cabras e também o avestruz), mas também as de outros animais como aves e peixes (carnes brancas). Os vegetais, como alguns grãos e principalmente o feijão, contêm boas quantidades de ferro, porém apresentam pequena absorção e precisam da presença de outros alimentos para melhorar o seu aproveitamento.

Assim, o ferro vegetal se beneficia da presença concomitante na alimentação de alguns elementos ácidos, como o ácido cítrico – vitamina C, consumido junto com o grão. Alguns alimentos podem atrapalhar a absorção do ferro, como os que têm mais fibras (os próprios vegetais).

O papel do ferro no organismo

O ferro participa de inúmeras condições do nosso metabolismo, da defesa do organismo ao crescimento e desenvolvimento normal. Quando temos uma deficiência do ferro, inicialmente temos alguns sinais que não são percebidos clinicamente, como alterações no desenvolvimento psicomotor, com alterações da memória, capacidade de aprendizado, abstração e problemas escolares.

As crianças com anemia têm menores taxas de crescimento, podendo apresentar menor peso e estatura do que as que não tiveram o problema. Além disso, o ferro está relacionado a defesa, a nossa capacidade de reagir a infecções. Quanto mais rapidamente tratada, a anemia determina menores consequências.

No entanto, um estudo de longa duração, realizado no Chile, mostrou que crianças com anemia, mesmo tratadas, apresentavam diferenças importantes em relação a crianças que não haviam tido o problema. Durante a infância e depois, na adolescência, apresentavam menor desempenho físico e intelectual do que crianças que nunca tiveram anemia. Após alguns anos, as diferenças entre os grupos que tinham tido anemia ou não desapareciam.

Sem dúvida que o estímulo, o ambiente e o papel da família são essenciais para o desenvolvimento da inteligência e capacidade da criança, mas a deficiência de um nutriente tão essencial pode causar comprometimento a curto, médio e longo prazo.

Tratamento

Tratar a anemia é simples. Utilizamos suplementos de ferro por via oral, e mantemos a suplementação por um período de três a cinco meses para repor as reservas do organismo. Mas o tratamento com os sais mais baratos como o sulfato ferroso (extremamente eficientes e disponíveis na rede pública de saúde) pode levar a efeitos colaterais indesejados como dores abdominais, queimação, mal-estar, diarreia ou constipação intestinal, escurecimento dentário e das fezes. Isso acaba fazendo com que a adesão ao tratamento seja pequena, com o abandono frequente antes do necessário.

A busca de sais eficientes, com baixo número de casos com efeito colateral, gerou um grande avanço na terapia, com o uso de novos medicamentos à base de ferro que têm boa absorção e não causam os efeitos do sulfato. O governo brasileiro modificou a forma de utilização do sulfato, melhorando seu sabor e forma de apresentação, contribuindo para a melhoria dos programas terapêuticos. No entanto, ainda precisamos trabalhar mais na prevenção, especialmente melhorando a alimentação.

O incentivo ao aleitamento materno adequado e prolongado, associado à introdução correta de alimentos complementares ricos em ferro são fatores essenciais.

E os vegetarianos?

Uma palavra final. Se as carnes são os principais alimentos que contêm ferro de bom aproveitamento, o que aconteceria com os vegetarianos ou com os grupos que não comem carne? Podemos alcançar o aporte adequado de ferro com educação nutricional, combinando alimentos que são sinérgicos na absorção do ferro, como os vegetais e cítricos, sempre dentro de um plano alimentar adequado e com apoio de profissionais médicos habilitados para a orientação – prevenção, diagnóstico e tratamento clínico, e nutricionistas, na prevenção e orientação alimentar correta.

Que não precisemos esperar mais 100 anos para a erradicação de uma doença tão importante como a anemia carencial por falta de ferro.

 

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Após perder voo, passageiro agride e xinga funcionária da Gol, no Aeroporto de Brasília

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Fábio Sousa de Oliveira é auditor fiscal e fazia conexão para Rio de Janeiro, na última quarta-feira (15). Servidor foi detido pela PF e deve responder por lesão corporal e injúria; G1 não localizou defesa.

Aeroporto de Brasília — Foto: Inframérica/Divulgação

Um passageiro foi detido no Aeroporto Internacional de Brasília suspeito de agredir e xingar a funcionária de uma companhia aérea, na última quarta-feira (15). Segundo testemunhas, o auditor fiscal da Secretaria de Fazenda Fábio Sousa de Oliveira, de 40 anos, “se irritou” após perder o voo de Brasília para o Rio de Janeiro.

O boletim de ocorrência registrado na 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul, cita que o homem “supostamente agrediu física, moral e emocionalmente” uma mulher de 26 anos. A vítima é funcionária da Gol Linhas Aéreas e diz ter sido empurrada (leia mais abaixo nota da companhia).

De acordo com a Polícia Civil, a vítima também prestou depoimento na delegacia. O homem foi liberado depois de assinar um termo circunstanciado, em que assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial, quando intimado.

servidor público deve responder por lesão corporal e injúria.

Detido no embarque

O incidente ocorreu por volta das 21h, no portão 5 do embarque doméstico. A Polícia Federal abordou Fábio dentro de um ônibus, que se deslocava em direção a outra aeronave. Segundo a polícia, não houve resistência.

A Secretaria de Fazenda do RJ confirmou à reportagem que Fábio Sousa de Oliveira é auditor fiscal e servidor da pasta. No entanto, “não estava no exercício de sua função”, no momento do ocorrido.

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Museu de Arte de Brasília exibe arte urbana do Irã

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São 28 registros que a fotógrafa paulistana Maristela Acquaviva produziu em espaços públicos da capital Teerã em 2018

O Museu de Arte de Brasília (MAB) exibe, a partir desta sexta-feira (17), a mostra de fotos “Arte Urbana no Irã”. São 28 registros que a fotógrafa paulistana Maristela Acquaviva produziu em espaços públicos da capital Teerã em 2018, numa estada de dez dias a convite da Embaixada do Brasil naquele país, em cooperação com o governo local.

A exposição foi montada no primeiro pavimento e pode ser visitada diariamente, exceto às terças, até as 21h.

“As fotos investigam a prática centenária de arte pública no Irã, desde os mosaicos de azulejos do século 18, passando pelos monumentos e painéis erigidos pela monarquia e pela república islâmica no século 20, chegando a manifestações contemporâneas de ‘street art’, com seus grafites e intervenções nos muros da cidade. Revelam uma face do Irã completamente desconhecida do Ocidente”, explica o gerente do espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Marcelo Gonczarowska, que divide a curadoria da exposição com o colega do MAB Fred Hudson.

A exposição, que também registra belas esculturas, usa parte do material fotográfico de um livro, “Street Art”, numa edição particular que não será comercializada.

Um fotógrafo iraniano, Maziar Kabiri, registrou, em contraponto, imagens da arte de rua na cidade de São Paulo, onde o grafite também se destaca em meio a outras formas de arte em espaços públicos.

“Duas grandes cidades, distantes geograficamente, porém unidas pela popularização da cultura que contribui para torná-las mais atraentes”, diz o texto de apresentação.

Parceria

Esta já é a segunda iniciativa de cooperação cultural entre Irã e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF durante a gestão. Em 2019, o grupo musical iraniano Navaye Mehr Band esteve no Centro Cultural Três Poderes e no Complexo Cultural Samambaia, que recebeu estudantes de escolas públicas do DF para curtir a apresentação.

Início: 17/09/2021 (sexta-feira)

Local: Galeria do primeiro pavimento do Museu de Arte de Brasília (MAB)

Endereço: SHTN, trecho 01, projeto Orla polo 03, Lote 05, CEP: 70800-200 Brasília – DF

Funcionamento: todos os dias, menos terças-feiras, de 9h a 21h

Entrada gratuita

Classificação livre

Não é necessário agendar a visita

Telefone: 3306-1375

Instagram: @museudeartedebrasília

* Com informações da Secec

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Sai o edital para a regularização da URB 05, em Arniqueira

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Esta é a terceira convocação de venda direta da área; propostas serão aceitas até 18 de outubro 

Famílias que optarem por pagamento à vista terão 25% de desconto

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) publicou, nesta sexta-feira (17), o último edital da URB 005 do Setor Habitacional Arniqueira. Esta é a terceira convocação de venda direta da área, localizada nos antigos conjuntos 5 e 6 da Região Administrativa. Desta vez, são 158 imóveis contemplados. Os ocupantes têm até 18 de outubro para apresentar a proposta de compra do terreno. A publicação já está disponível para download.

O valor dos terrenos unifamiliares varia entre R$ 52.466,99 (199 m²) e R$ 1,224 milhão (5.155 mil m²) e já prevê a dedução da infraestrutura feita pelos moradores, bem como a valorização decorrente dessa implantação.  As famílias que optarem pelo pagamento à vista terão 25% de desconto no valor de venda do imóvel.

Com área total de 1.189,60 hectares, o Setor Habitacional Arniqueira  foi dividido em 15 áreas para fins de urbanização | Foto: Divulgação/Terracap

Atualmente, instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para financiar imóveis originários da regularização fundiária. Assim, quem optar por tomar o recurso em uma dessas instituições pagará a prazo para o banco, mas integralmente e com abatimento à Terracap. Também é possível parcelar o financiamento dos terrenos pela Terracap – neste com prazo máximo de pagamento de 240 meses.

Como participar

A fim de descentralizar esse processo e evitar aglomerações, há três maneiras de realizar o procedimento. O contato pode ser feito presencialmente, no edifício-sede da Terracap (Setor de Áreas Municipais/SAM, atrás do Anexo do Palácio do Buriti), das 7h às 19h; na Administração de Arniqueira (SHA Conjunto 04 AE 01), das 8h às 12 e das 13h às 17h; ou de forma remota, pelo site da Terracap.

Quem preferir essa última forma de fazer contato deve acessar a página da Terracap ou o aplicativo da agência e procurar pelo menu “Serviços”, clicar em “Regularização – Venda Direta”; “Terracap – Serviços on-line”; plataforma com os dados de login; “Regularize Venda Direta”; “Passo 1 – Criar cadastro” e “Passo 2 – Criar proposta”. Nesse momento, será feita a confirmação das informações inseridas e o upload dos documentos. Encaminhe-os, e o envio estará concluído.

Mais informações podem ser obtidas por meio dos canais de atendimento da Terracap, no call center (61) 3342-1103, ou pela página da agência.

Arniqueira

974número de lotes disponíveis para cadastro

O decreto que aprova o projeto urbanístico para regularização da URB 005 foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha em dezembro do ano passado. Foram levados a registro cartorial 1,4 mil lotes.

O Setor Habitacional Arniqueira, com área total de 1.189,60 ha, foi dividido em 15 áreas para fins de urbanização. Os projetos levaram em conta delimitadores naturais, como córregos – há três na região –, bem como as circunscrições cartoriais.

Atualmente, a Terracap está com cadastramento aberto da URB 001, local conhecido como Colônia Agrícola Vereda da Cruz. Esse é o primeiro passo para participar do processo de regularização fundiária e tem a finalidade de identificar os ocupantes dos lotes – são 974, de uso residencial e misto, disponíveis para cadastro.

*Com informações da Terracap

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Economia cresce 7,5% no DF em comparação a 2º trimestre de 2020

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Números foram apresentados nesta quarta (15) em transmissão ao vivo pelos canais da Codeplan e Secretaria de Economia

“Dois fatores são muito importantes para entender a retomada da economia: a vacinação e os programas do GDF, como o Refis e o Pró-Economia, que num contexto de crise ajudam o setor empresarial a planejar melhor suas ações. Com isso, consegue-se manter o emprego e a renda e ainda ampliar as ofertas, com o aumento de ocupação de novas vagas, como inclusive comprova a Ped dos últimos três meses”Jean Lima, presidente da Codeplan

No segundo trimestre de 2021, a atividade econômica do Distrito Federal, mensurado pelo Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF), evoluiu 7,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior (2020), sendo o maior crescimento em toda a série histórica do indicador, iniciada em 2012. Os setores que contribuíram para esse resultado foram o da indústria e o de serviços, 11,2% e 7,4%, respectivamente. Já a Agropecuária registrou índice negativo de 0,8/%.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, a economia do DF expandiu 3,8% em relação ao primeiro semestre há um ano (2020). Os números mostram que a economia local reagiu em relação ao segundo trimestre de 2020, o período mais afetado pela pandemia do Coronavírus, como explica Jean Lima, presidente da Codeplan.

“Dois fatores são muito importantes para entender a retomada da economia: a vacinação e os programas do GDF, como o Refis e o Pró-Economia, que num contexto de crise ajudam o setor empresarial a planejar melhor suas ações. Com isso, consegue-se manter o emprego e a renda e ainda ampliar as ofertas, com o aumento de ocupação de novas vagas, como inclusive comprova a Ped dos últimos três meses”, apontou Lima.

Apesar dos bons números, os resultados trimestrais mostram uma diferente evolução da economia nacional em relação à brasiliense. Isso, deve-se, principalmente, ao perfil produtivo local, onde o setor de serviços determina a dinâmica da atividade econômica, já que representa 95,3% da estrutura produtiva do DF, com grande influência da atividade administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social. Os setores industrial (4,2%) e o agropecuário (0,5%) possuem menor representatividade.

“A economia do Distrito Federal cresceu 7,5% no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, evidenciando uma melhora significativa do desempenho produtivo local. Vale mencionar que, apesar do resultado brasileiro parecer maior, isso se deve, em parte, ao fato de a economia nacional ter experimentado quedas muito mais expressivas que as distritais em todos os trimestres de 2020. Dessa forma, é factível pensar que o efeito base, que é a comparação com um patamar de referência contraído, foi muito superior para o Brasil do que para o DF. Tanto que, no acumulado em quatro trimestres, o crescimento econômico da capital, calculado em 1,9%, foi superior ao brasileiro (1,8%)”, explicou Jessica Milker, gerente de contas e estudos setoriais da Codeplan.

A secretária adjunta de Economia, Ana Paula Cardoso, participou da apresentação dos dados. Ela avalia que o cenário atual é otimista. “Percebemos um cenário que, depois de toda a crise, e com os reflexos da retomada econômica, inclusive com a influência da vacinação, nos mostra possibilidades positivas de reação”, avalia.

Responsáveis pelo crescimento

– Indústria: Com peso 4,2% na economia da capital, a indústria, registrou aumento de 11,2% no segundo trimestre de 2021 comparando com o mesmo período de 2020.

A construção, responsável por 2,2% da atividade econômica brasiliense e 51,1% do setor industrial, evoluiu 16,6% no confronto dos segundos trimestres de 2021 e 2020. O ritmo de obras no DF aumentou o nível de ocupados na atividade, o que contribuiu para o crescimento desse segmento produtivo. No país, a atividade subiu 13,1%.

O grupo “outros da indústria” cresceu 5,7% no segundo trimestre do ano. O desempenho foi influenciado, em parte, pelos consumos de água e energia elétrica, que ficaram acima do registrado em igual período de 2020. O grupo agrega as atividades das indústrias extrativas e eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação.

– Serviços: O setor de serviços representa 95,3% da economia local, sendo o maior responsável pelo desempenho econômico do Distrito Federal. Em três meses, abril a junho, o setor cresceu 7,4% em relação a igual período do ano anterior.

De acordo com o Idecon-DF, a atividade comercial foi a que mais cresceu no segundo trimestre de 2021, 19,4%, frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

Metodologia

O Idecon é calculado pela Codeplan, trimestralmente, desde 2012, por meio de uma metodologia própria, adaptada a partir de parâmetros de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Distrito Federal. O mesmo é uma medida do desempenho da atividade econômica do Distrito Federal no curto prazo, cujo o objetivo é oferecer um indicador que seja tempestivo, capaz de informar e orientar a tomada de decisão dos diversos atores da sociedade da capital federal.

Tempo de Economia

Tempo de Economia é um programa quinzenal da Secretaria de Economia transmitido pelo canal da pasta no YouTube. O debate virtual conta com a participação de especialistas, setor produtivo e representantes do poder público para debater perspectivas e ações pós-covid-19 sob diferentes aspectos.

*Com informações da Codeplan-DF

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Vacina contra HPV: DF está abaixo da meta de imunizados; veja como se proteger

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Todas as meninas de 9 a 14 anos, e meninos com idade entre 11 e 14 anos devem ser vacinados contra o papilomavírus humano, HPV, na sigla em inglês. A imunização, nesta idade, protege contra uma série de doenças sexualmente transmissíveis, quando iniciada a vida sexual, e até mesmo do câncer.

A vacina, aplicada em duas doses, é indicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). No Distrito Federal, a campanha existe desde 2013 para as meninas e desde 2017 para os meninos. No entanto, a meta de alcançar 80% do público não foi atingida.

Segundo os indicadores de imunização da Secretaria de Saúde do DF, de 2013 a junho de 2021, apenas 41,2% das meninas receberam duas doses da vacina contra HPV. Já entre os meninos, de 2017 até junho de 2021, somente 24,3% foram imunizados.

“O desconhecimento sobre a importância da vacinação e a falta de conhecimento sobre o próprio vírus podem explicar os índices abaixo da meta”, diz a enfermeira Milena Fontes, da Secretaria da Saúde do DF.

 

Milena Fontes aponta ainda que muitos jovens não procuram os serviços de saúde, além do que, informações divergentes que circulam a respeito da vacina, atrapalham a campanha.

O que é o HPV?

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência que pode causar desde verrugas genitais e no ânus até neoplasias, como câncer no colo do útero, no pênis, na boca e no ânus. Dos mais de 150 tipos diferentes do vírus, 13 são considerados de alto risco, podendo causar, além dos tumores cervicais, câncer de ânus, vulva, vagina e de pênis.

Altamente contagioso, muitas vezes assintomático e sem cura, ele é transmitido principalmente durante a relação sexual sem proteção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o vírus sexualmente transmissível mais comum.

Além da observação dos sinais aparentes, como as verrugas, há exames específicos que devem ser feitos de forma regular. Eles incluem o Papanicolau, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades básicas.

Outros exames específicos como a colposcopia e a peniscopia são realizados a partir da identificação das lesões previamente mencionadas, e também estão disponíveis na rede pública de saúde. Os médicos explicam que nem sempre a pessoa com HPV desenvolve sintomas, mas, ainda assim, pode infectar outros indivíduos pelo contato sexual.

Onde buscar a vacina contra HPV no DF?

Vacina contra HPV distribuída pelo SUS para a rede pública de Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

Vacina contra HPV distribuída pelo SUS para a rede pública de Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

A vacina também é aplicada na rede privada.

O sucesso da Austrália contra o HPV

A Austrália é o primeiro candidato a erradicar o câncer de colo de útero nas próximas décadas, de acordo com a International Papillomavirus Society (IPS), organização internacional que reúne médicos especialistas em HPV.

A campanha no país começou em 2007, com vacinação de meninas nas escolas. Cinco anos depois, a incidência de verrugas genitais na população já havia reduzido em 90%, destaca o médico brasileiro Edison Natal Fedrizzi, membro do IPS.

Em 2013, os meninos foram incluídos na campanha e, em 2015, a incidência de HPV entre mulheres de 18 a 24 anos despencou de 22,7%, registrado dez anos antes, para 1,1%.

“É inaceitável a gente ainda ter morte por câncer de colo de útero no Brasil, uma doença que se previne com vacina”, disse o médico.

 

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GDF discute meios de aproximação com a Argentina

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Secretários distritais receberam representantes da embaixada do país no Palácio do BuritiO secretário de Governo, José Humberto Pires, seguindo as diretrizes do governador Ibaneis Rocha de apoiar as iniciativas que incrementem a economia e as relações diplomáticas, recebeu diplomatas argentinos no Palácio do Buriti para discutir meios de aproximação entre o DF e a Argentina. Também representaram o GDF o secretário executivo de Cidades, Valmir Lemos de Oliveira, e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI), Renata Zuquim.

Cooperação no âmbito educacional e a retomada da rota direta entre os aeroportos de Brasília e Buenos Aires foram alguns dos pontos discutidos na reunião | Foto: Segov-DF

Da parte argentina, participaram do encontro o ministro conselheiro e chefe da Chancelaria da Embaixada Argentina no Brasil, Pablo Antonio de Angelis; o ministro-chefe da Seção Econômica e Comercial, Rodrigo Bardoneschi, e a conselheira Maria Emilia Cortes.

Entre os temas abordados, foram apontadas as vantagens estratégicas de incrementar as relações comerciais entre as redes supermercadistas de ambos os locais, bem como de retomar a rota direta entre os aeroportos de Brasília e Buenos Aires, além de um potencial de cooperação entre Brasília e a Argentina no âmbito educacional.

O secretário de Governo, José Humberto Pires, seguindo as diretrizes do Governador Ibaneis Rocha de apoiar as iniciativas que incrementem a economia e as relações diplomáticas, recebeu diplomatas argentinos no Palácio do Buriti para discutir meios de aproximação entre o DF e a Argentina. Também representaram o GDF o secretário executivo de Cidades, Valmir Lemos de Oliveira, e a chefe do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI), Renata Zuquim.

Para o secretário de Governo, o DF simboliza uma região brasileira em franco crescimento. “Brasília é uma síntese do Brasil e é uma síntese do Centro-Oeste, daí a importância de canalizarmos essas parcerias”, afirmou José Humberto.

Já a chefe do EAI salientou a relação entre Brasília e Buenos Aires: “São cidades irmãs, que possuem interesses e iniciativas em comum, e tanto o comércio quanto a educação e o turismo se interligam na promoção do desenvolvimento mútuo”.

*Com informações do Escritório de Assuntos Internacionais (EAI)

 

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