O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a visita do senador Flávio Bolsonaro à sede da diplomacia norte-americana como rotineira. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência do Brasil, esteve no país entre os dias 26 e 27 deste mês.
Ao ser questionado sobre os detalhes das reuniões, um porta-voz do Departamento de Estado informou que não comenta discussões diplomáticas privadas, mas ressaltou que o departamento se reúne regularmente com uma ampla variedade de líderes políticos, econômicos e representantes da sociedade civil.
Durante sua estadia nos EUA, Flávio Bolsonaro participou de encontros importantes, incluindo uma reunião com o presidente Donald Trump. Na quarta-feira (27/5), ele também se reuniu com o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, e Darren Beattie, assessor especial de Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.
Segundo o senador, os temas principais das conversas no Departamento de Estado foram a classificação de facções brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, além de discutir políticas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva relacionadas às big techs no Brasil.
O Departamento de Estado dos EUA, assim como a Casa Branca, não divulgou detalhes, comunicados ou fotografias das reuniões com Flávio Bolsonaro, prática comum em eventos com líderes mundiais.
Contexto da viagem
A visita do senador aos Estados Unidos ocorre semanas após o jornal The Intercept ter divulgado ligações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Documentos mostram que Vorcaro financiou o filme biográfico “Dark Horse”, que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
