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quinta-feira, 23/04/2026

UE libera ajuda bilionária para Ucrânia e impõe novas sanções à Rússia

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A União Europeia aprovou, na manhã da última quinta-feira (23/4), um pacote de ajuda financeira no valor de 92 bilhões de euros, equivalente a aproximadamente R$ 523,4 bilhões, destinado à Ucrânia. Além disso, o bloco decidiu implementar uma nova série de sanções contra a Rússia.

Desde 2022, a Ucrânia enfrenta um conflito armado contra a Rússia, que iniciou a invasão do território ucraniano sob a ordem do presidente russo, Vladimir Putin. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky lidera o país durante este período de guerra.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, celebrou a aprovação do pacote financeiro e das novas sanções em suas redes sociais. Ela declarou: “Saúdo o acordo dos Estados-Membros sobre o empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia para 2026-27 e sobre o 20º pacote de sanções. Enquanto a Rússia intensifica sua agressão, nós reforçamos nosso apoio à valente nação ucraniana, permitindo que ela se defenda e pressionando a economia de guerra da Rússia. Agora avançaremos para implementar rapidamente essas medidas.”

Este plano de ajuda foi inicialmente anunciado em dezembro de 2025, mas sua aprovação foi bloqueada pela Hungria, país que por 16 anos foi liderado por Viktor Orbán, aliado da Rússia dentro da União Europeia. Recentemente, após as eleições na Hungria, que resultaram na derrota de Orbán, a UE viu uma oportunidade para avançar com a ajuda à Ucrânia e novas sanções contra a Rússia.

Novas sanções contra a Rússia

A votação da União Europeia também aprovou o 20º pacote de medidas restritivas contra a Rússia, descrito como o maior conjunto de sanções aplicadas nos últimos dois anos. Essas medidas atingem membros do governo russo e setores econômicos chave que contribuem para o esforço bélico de Moscou.

O pacote inclui embargos sobre petróleo bruto e derivados russos, bem como restrições aos setores de exploração, produção, refino e distribuição energética do país. Também há expansão das sanções contra embarcações e atividades marítimas que transportavam produtos sancionados da Rússia.

De acordo com a União Europeia, a partir de janeiro de 2027, será proibido fornecer serviços de terminais de gás natural liquefeito (GNL) a entidades russas ou controladas por cidadãos russos.

Bancos e instituições financeiras russas, além de empresas e indivíduos ligados à produção militar do país, também foram incluídos nas sanções. Pessoas e uma empresa associadas ao sequestro de crianças ucranianas estão igualmente entre os alvos das novas medidas.

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