A Ucrânia negou firmemente as acusações do presidente russo Vladimir Putin sobre um suposto ataque intencional a um dormitório estudantil na cidade de Starobilsk, na região de Luhansk, controlada pela Rússia.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o governo de Kiev chamou a versão russa de “campanha de desinformação” e esclareceu que os ataques da madrugada foram direcionados exclusivamente a instalações militares russas.
Alvos militares em operação ucraniana
Segundo a Ucrânia, a operação realizada na noite de quinta-feira teve como foco várias bases militares russas em áreas ocupadas. Entre os alvos estavam uma refinaria de petróleo, depósitos de munição, sistemas de defesa aérea, centros de comando e um quartel-general da unidade militar russa Rubicon, próximo a Starobilsk.
A Rubicon, conforme Kiev, é um centro especializado em tecnologias de drones, responsável por ataques frequentes contra civis e infraestrutura ucraniana.
Reação ucraniana às acusações
O governo ucraniano condena categoricamente as alegações falsas feitas por Moscou. As Forças de Defesa da Ucrânia afirmam respeitar rigorosamente o direito internacional humanitário, atacando somente alvos militares legítimos.
O comunicado também destaca que a operação foi realizada com base no direito de autodefesa previsto no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas. Kiev acusa Moscou de usar uma estratégia de “propaganda espelhada”, atribuindo à Ucrânia crimes que frequentemente são cometidos pelas forças russas.
Versão russa sobre vítimas civis
Do lado russo, a comissária de Direitos Humanos Yana Lantratova afirmou que 86 adolescentes, entre 14 e 18 anos, estavam dormindo no alojamento quando o prédio foi atacado por drones durante a madrugada.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou o incidente como um “crime monstruoso” e disse que os responsáveis devem ser punidos.
