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sexta-feira, 22/05/2026

Lula promete acabar com as apostas ilegais na campanha eleitoral

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que defenderá o fim das apostas ilegais durante sua campanha de reeleição. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, ele destacou que não proibiu as apostas esportivas porque não é o dono do país.

O presidente explicou que tem a intenção de eliminar as apostas que não trazem benefícios ao Brasil. Ele mencionou a possibilidade de manter apenas algumas apostas legais, mas sem permitir práticas ilegais conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho”.

“Eu proibiria todas. Por que não proibi? Eu não sou dono do Brasil. Da mesma forma que eu falo que o [Donald] Trump não é dono do mundo, eu não sou dono do Brasil. Eu sou o presidente da República. Eu faço parte de um tripé de instituições que governam o país”, afirmou.

Lula também declarou que pretende regulamentar a propaganda dessas empresas para garantir igualdade de condições e proibir o que é ilegal em qualquer espaço.

As apostas esportivas foram legalizadas em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, e tiveram sua regulamentação finalizada em 2023 pela atual gestão, com regras sobre tributação. Recentemente, o governo anunciou medidas para restringir o mercado de apostas, especialmente aquelas baseadas em previsões.

O presidente tem afirmado que o crescimento das apostas online contribui para o aumento do endividamento das famílias brasileiras.

Taxa sobre importações reduzida

Durante a entrevista, Lula comentou sobre a taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas online, uma medida do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. A taxação foi criada para proteger a economia nacional, mas sofreu forte rejeição pública.

Após pressões de grupos varejistas e desaprovação em pesquisas, o governo decidiu zerar essa taxa federal.

“Tinha muita pressão dos varejistas de São Paulo e Rio de Janeiro. Então, quando o Haddad fez, ele acreditava realmente que era uma coisa boa. E ele falou comigo com convicção de que era coisa boa para proteger a indústria nacional”, relatou o presidente.

Lula afirmou que, apesar da convicção de Haddad, foi necessário reconhecer que a medida impactava uma grande parcela da população, pois o valor de cinquenta dólares para taxação era sentido principalmente pelas pessoas comuns.

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