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quinta-feira, 04/06/2026

Suprema Corte aprova mapa eleitoral favorável a Trump

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A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira que o estado do Alabama pode usar um novo mapa eleitoral que beneficia o Partido Republicano, revertendo uma decisão anterior que considerava o mapa discriminatório contra eleitores negros.

Com uma maioria conservadora de seis juízes entre nove, a corte aprovou o uso do mapa de 2023, que reduz a população negra majoritária para apenas um dos sete distritos eleitorais do Alabama, eliminando assim um distrito onde os eleitores negros eram maioria.

Três juízes liberais discordaram da decisão, afirmando que ela ignora valores democráticos e o Estado de Direito. A liderança republicana havia recorrido à Suprema Corte após a recusa de um tribunal inferior em permitir o uso do mapa favorável aos republicanos.

O mapa anterior, elaborado pelo tribunal, mostrava dois distritos com maioria negra, grupos que costumam apoiar candidatos democratas. A governadora do Alabama, Kay Ivey, do Partido Republicano, confirmou que o estado usará o mapa de 2023 nas próximas eleições primárias para o Congresso, que foram adiadas aguardando a decisão.

Contexto nacional

Essa decisão faz parte de uma disputa maior sobre a redistribuição dos distritos eleitorais nos Estados Unidos, uma estratégia apoiada pelo ex-presidente Donald Trump para manter a maioria republicana na Câmara dos Representantes.

O processo de redesenho normalmente ocorre a cada dez anos após o censo, mas atualmente vários estados estão revisando seus mapas, iniciando com o Texas no meio de 2025.

Recentemente, a Suprema Corte também invalidou um distrito de maioria negra na Louisiana, citando o uso excessivo de critérios raciais, enfraquecendo a Lei dos Direitos de Voto de 1965, que visa impedir a discriminação eleitoral.

Após essa decisão, estados como Tennessee e Louisiana adotaram novos mapas que desmontam distritos de maioria negra, gerando controvérsia e protestos de grupos que defendem os direitos civis.

O diretor do NAACP Legal Defense Fund, Deuel Ross, criticou a decisão da Suprema Corte, afirmando que ela permite a discriminação aberta contra eleitores negros sem consequências.

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