O grupo libanês Hezbollah negou o acordo de cessar-fogo fechado nesta quarta-feira (3/6) entre Israel e o Líbano. A negociação, mediada pelos Estados Unidos, pedia que o Hezbollah retirasse seus membros armados das regiões do sul do Líbano, perto da fronteira com Israel.
O líder do grupo xiita, Naim Qassem, afirmou que “forçar o desarmamento da resistência é como destruir o poder do Líbano e representa uma ameaça para seu povo”.
Para o Hezbollah, as negociações, em que o grupo não participou, são “inúteis, humilhantes e rejeitadas pela maioria dos libaneses”.
Apesar do cessar-fogo, as Forças de Defesa de Israel lançaram um ataque com drones contra o Líbano na quinta-feira. Um acordo semelhante estava em vigor desde 17 de abril, mas nunca foi respeitado por ambos os lados.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 600 pessoas morreram no Líbano desde o início deste cessar-fogo inicial.
Naim Qassem declarou que o Hezbollah só aceitaria um acordo mais amplo e disse estar comprometido com o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel, frisando que enquanto a ocupação existir, a resistência continuará.
Os ataques israelenses dificultam um acordo de paz entre Irã e Estados Unidos, já que o Irã exige o fim dos ataques no Líbano. O Hezbollah é alinhado ideologicamente ao regime iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

