A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai analisar na próxima terça-feira, 4 de agosto, às 14h, os embargos de declaração feitos pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) no caso conhecido como Crime da 113 Sul. O julgamento começou em sessão virtual em junho, mas foi retirado para ser discutido presencialmente após pedido do ministro Carlos Pires Brandão.
No recurso, o MPDFT argumenta que o acórdão apresenta omissões, contradições e partes difíceis de entender. O órgão pede que o STJ revise a decisão que anulou a condenação de Adriana Villela e, se os pontos indicados forem corrigidos, que a condenação dada pelo Tribunal do Júri seja mantida e a pena comece a ser cumprida imediatamente.
Em 2 de setembro de 2025, a Sexta Turma, por três votos contra dois, anulou a condenação de Adriana Villela e reabriu a fase de coleta de provas após recurso da defesa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou a favor do MPDFT, sugerindo que os embargos fossem aceitos.
Adriana Villela foi condenada em 2019 pelo Tribunal do Júri de Brasília como responsável pelas mortes de seus pais, o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela, além da empregada da família, Francisca Nascimento da Silva. A pena foi de 61 anos de prisão. O crime aconteceu em agosto de 2009, e o julgamento, que durou dez dias, foi a sessão mais longa da história do Distrito Federal.
*Com informações do MPDFT
