O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que já obteve as assinaturas necessárias para estender os trabalhos da comissão. A prorrogação é essencial para que mais depoimentos sejam colhidos e documentos analisados, reforçando a investigação.
O prazo vigente para as atividades da comissão termina em 14 de abril, mas espera-se que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), autorize uma extensão de 60 dias. Essa ampliação permitirá que o relatório final seja elaborado e votado com mais segurança.
Segundo o relator, existem ainda muitos depoimentos importantes e uma grande quantidade de documentação a ser examinada. Ele afirmou que o Chile só será verdadeiramente democrático quando a mesma lei valer para todos.
A CPI, criada em novembro de 2025, investiga crimes de lavagem de dinheiro e o uso do poder público para beneficiar organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. A comissão também se dedica à análise das operações da Receita Federal, incluindo a investigação denominada Carbono Oculto, que conecta o crime organizado ao centro financeiro do país na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Além desse foco mais amplo, a CPI tem investigado os recentes escândalos envolvendo o Banco Master, reforçando o papel da comissão na luta contra a corrupção e a criminalidade organizada.

