O governo do Rio de Janeiro tem intensificado os esforços para monitorar, prevenir e responder aos impactos esperados do fenômeno El Niño no estado. Entre as possíveis consequências estão temperaturas acima da média, ondas de calor mais frequentes, alternância entre períodos de seca e chuvas fortes, aumento do risco de incêndios florestais e pressão sobre os sistemas de abastecimento de água e energia.
Essas ações são coordenadas pela Secretaria Estadual de Defesa Civil, que opera 24 horas por meio do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. O estado também criou a Força Especializada da Defesa Civil, preparada para agir rapidamente em qualquer região do estado em caso de desastre.
O Corpo de Bombeiros iniciou a Operação Extinctus 2026, focada na prevenção e combate a incêndios florestais durante o período seco. O plano envolve a mobilização de equipes especializadas, vigilância das áreas mais vulneráveis e uso de recursos terrestres e aéreos.
Na área ambiental, a Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade desenvolve ações integradas para fortalecer o monitoramento do clima e da água, proteger os sistemas de abastecimento, fortalecer a prevenção de incêndios e preparar os municípios mais afetados. Dentre os focos está a Bacia do Paraíba do Sul, que é vital para o abastecimento hídrico do estado.
O Centro de Gerenciamento de Riscos e Emergências em Energia finalizou um Plano de Contingência para garantir o fornecimento de energia diante de eventos climáticos, elaborado em parceria com as concessionárias Light, Enel e Energisa. O plano faz parte do Sistema Estadual de Gerenciamento de Crises e visa aumentar a resistência da rede elétrica a secas, ondas de calor e tempestades.
A Companhia de Águas e Esgotos, responsável por fornecer água a mais de 10 milhões de pessoas, ampliou seu monitoramento através do novo Centro de Monitoramento Ambiental, que utiliza sensores, drones e câmeras de alta tecnologia para acompanhar em tempo real as principais bacias hidrográficas.
Na área da saúde, a Secretaria estadual tem desenvolvido, desde 2024, ações para adaptar os 92 municípios fluminenses às mudanças climáticas e eventos extremos. Isso inclui monitoramento do excesso de calor, chuvas intensas e riscos ambientais, com painéis diários para acompanhar as condições climáticas e seus efeitos na população.
