Às margens do Lago Paranoá, uma associação comunitária do Lago Norte foi criada para discutir as principais necessidades da região. No dia 27 de junho, a Agremiação Pró-EPPR reuniu moradores e líderes locais para discutir temas importantes como segurança, mobilidade urbana e preservação do meio ambiente.
A associação surgiu de um trabalho conjunto para aumentar a segurança dos moradores e, hoje, busca também o desenvolvimento econômico e social do Lago Norte. Entre os participantes estava Aldo Zagonel, que lidera o grupo, e o ex-administrador regional Marcelo Trator.
Aldo, que vive no Setor de Mansões desde 1980, tem se dedicado há mais de uma década às questões da comunidade local, articulando demandas junto a diferentes associações de moradores.
A integração das várias áreas do Lago Norte é vista como essencial para o crescimento organizado da região, principalmente para enfrentar problemas como a grilagem e a ocupação irregular de terrenos.
O crescimento desordenado da cidade tem ameaçado áreas de preservação e mananciais, um problema que vem se agravando nos últimos anos, conforme relatos da comunidade.
Com isso, os moradores têm buscado o apoio do poder público para melhorar a qualidade de vida, reforçando a importância da participação da população nas decisões. As principais prioridades colocadas pela comunidade são segurança, mobilidade e meio ambiente.
Questão ambiental
A área da Serrinha do Paranoá, próxima ao Lago Norte, enfrenta problemas frequentes com parcelamentos irregulares e grilagem.
No Núcleo Rural Capoeira do Bálsamo, moradias irregulares avançam na área protegida de mananciais Taquari. Desde 2023, a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF já realizou várias operações para combater essas irregularidades.
A comunidade deseja que a região seja usada de forma sustentável, com a solução das ocupações ilegais, implantação de redes pluviais, bacias para controlar enxurradas e saneamento básico quando necessário. Além disso, querem projetos urbanísticos e comerciais planejados e adequados.
Aldo afirmou que a agremiação quer unir os diferentes setores da região para discutir e planejar o desenvolvimento social, econômico e ambiental para o futuro da região.
Segurança pública e trânsito
Os moradores defendem políticas de segurança que incluam policiamento no Lago Paranoá e melhoria dos Conselhos de Segurança Comunitários.
Aldo explicou que atualmente a região é atendida pela Polícia Militar do Paranoá, mas a comunidade deseja passar a ser atendida pela Polícia Militar do Lago Norte, o que já está próximo de acontecer.
Além da segurança nas ruas, há preocupação com a vulnerabilidade dos lotes localizados à beira do lago. A segurança é a maior preocupação dos moradores.
Os moradores também cobram a construção das pontes que ligam o Plano Piloto ao Lago Norte e a duplicação da Estrada Parque Paranoá, que beneficiaria toda a região nordeste do Distrito Federal.
Administração está atenta às demandas
A Administração Regional do Lago Norte informou que mantém contato frequente com a agremiação para discutir melhorias na infraestrutura e segurança pública.
Esclareceu que a administração não tem competência direta para atuar em segurança, mas atua como intermediária entre a população e os órgãos responsáveis, encaminhando demandas e acompanhando as ações necessárias.
Sobre questões ambientais, a administração afirmou que todas as denúncias de irregularidades são encaminhadas aos órgãos competentes para investigação e providências.
A Secretaria de Segurança Pública do DF informou que as polícias Civil e Militar atuam juntas para combater a grilagem de terras e crimes ambientais, com unidades especializadas na prevenção e repressão.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano não forneceu retorno até o encerramento desta reportagem sobre urbanização e regularização fundiária na região.
