Uma professora temporária relata um ambiente complicado no Centro de Ensino Especial 01 em Sobradinho desde que a nova coordenadora, Ercília Tereza Gomide, assumiu o cargo. A gestora está sendo acusada de assédio moral e difamação contra os professores e funcionários da escola.
O conflito se intensificou em março, quando uma professora temporária, afastada por motivo de saúde, foi chamada de “louca” e “desequilibrada” em uma reunião. Em outro episódio, a coordenadora supostamente usou termos como “esquizofrênica” e “doida” para falar de uma funcionária, causando choque entre os presentes.
Ercília compartilhou mensagens em um grupo de WhatsApp da escola, mencionando uma situação de assédio que ela acredita estar sofrendo, apoiada por um laudo médico que indica que ela está no espectro autista. Ela também registrou boletins de ocorrência para se proteger.
Em resposta a reclamações de pais sobre a gestão da escola, Ercília enviou documentos internos que incluem dados pessoais de alunos e seus familiares a um grupo de professores, o que contraria as regras internas e a Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo relatos, temporários não deveriam ter acesso a esses dados.
A coordenadora afirmou que não violou nenhuma regra ao compartilhar os documentos, explicando que fez isso para esclarecer um mal-entendido sobre pagamentos durante uma greve e negou fazer distinção entre professores efetivos e temporários.
Além disso, Ercília tem tido conflitos com servidores, chegando a enviar mensagens críticas em conversas privadas e indicando que está pronta para enfrentar quem discorda dela.
Uma professora que prefere manter sigilo relatou ter registrado boletins de ocorrência contra a coordenadora por ameaça e assédio, temendo retaliação por depender da avaliação profissional de Ercília para manter seu emprego. Reclamações também foram encaminhadas à ouvidoria da Secretaria de Educação.
Ercília nega as acusações de assédio, afirmando que ela mesma é vítima de perseguição dentro da escola. Ela está afastada do trabalho há cerca de 40 dias por recomendação médica, com atestados psiquiátricos prorrogados.
Enquanto isso, a escola aguarda posicionamento oficial da Secretaria de Educação, que ainda não se manifestou sobre o caso.
