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domingo, 14/06/2026

Rio Grande do Sul investiga possível caso de ebola

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A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul está investigando um possível caso de ebola em um homem de 64 anos atendido em Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre.

O paciente fez um teste rápido para malária que deu positivo.

Ele esteve recentemente em Uganda, um país da África Oriental que está enfrentando 19 casos e duas mortes por ebola. Uganda faz fronteira com a República Democrática do Congo, onde há um surto da doença.

Apesar da malária ser o diagnóstico principal no momento, o caso continua em análise para confirmar ou descartar o vírus ebola, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.

A confirmação da presença do vírus só poderá ser feita com os resultados do laboratório nacional na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os sintomas iniciais do ebola podem parecer com os de outras doenças, incluindo febre, dor de cabeça, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, dor de garganta e sangramentos.

O vírus é transmitido pelo contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos. Entre esses fluidos estão saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen. Objetos contaminados também podem transmitir o vírus. Não há evidências de contágio pelo ar ou pelo suor.

Se confirmado o caso pela Fiocruz, o paciente, que está sendo monitorado no Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre, será transferido para um hospital especializado.

A Secretaria de Saúde notificou o Ministério da Saúde e está monitorando as pessoas que tiveram contato com o paciente para identificar sintomas o mais rápido possível.

Na última sexta-feira (12), o estado de São Paulo descartou seu segundo caso suspeito de ebola neste ano. Ambos os pacientes estiveram na República Democrática do Congo.

O Rio de Janeiro também descartou, no dia 1º de junho, um caso suspeito de um homem vindo de Uganda que foi diagnosticado com malária.

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha declarado situação de emergência global pelo surto, autoridades dizem que o risco do vírus chegar ao Brasil e à América do Sul é muito baixo. Não há registros de transmissão local nem voos diretos entre a África e áreas afetadas.

Mesmo assim, os serviços de saúde são orientados a ficar atentos a pessoas com febre e histórico recente de viagem para regiões com circulação do vírus, assim como casos com contato direto com fluidos de pessoas suspeitas ou confirmadas com ebola.

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