FOLHAPRESS
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou na manhã desta segunda-feira (4) uma grande operação para prender membros do grupo criminoso TCP (Terceiro Comando Puro), suspeitos de roubar celulares e usar os aparelhos para aplicar golpes financeiros.
De acordo com a polícia, os criminosos praticavam desde o roubo e furto dos aparelhos até o desbloqueio dos telefones para acessar informações pessoais e fazer transações bancárias ilegais. Foram cumpridos mandados de prisão e busca em comunidades do complexo do São Carlos, no centro do Rio, e também em locais no estado de São Paulo.
Pelo menos quatro suspeitos foram detidos. A polícia também apreendeu munições e equipamentos usados para ações criminosas.
O grupo atuava principalmente na área central e na zona sul do Rio, focando em aparelhos celulares de alto valor.
As investigações mostram que os celulares roubados eram levados para o complexo do São Carlos, onde os criminosos desbloqueavam os aparelhos para acessar os dados das vítimas e realizar fraudes bancárias, como transferências e empréstimos fraudulentos.
Para aparelhos com sistemas de segurança mais avançados, a quadrilha contava com ajuda de comparsas em São Paulo para desbloqueá-los.
A operação foi conduzida por policiais civis da 6ª DP (Cidade Nova), com apoio do DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital), DGPE (Departamento-Geral de Polícia Especializada) e Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).
Essa ação faz parte da Operação Rastreio, que visa combater o crime relacionado à subtração e venda de celulares no Rio de Janeiro. Até agora, essa operação já recuperou mais de 13,3 mil celulares, sendo cerca de 6 mil devolvidos aos seus proprietários.
A Secretaria Municipal de Educação do Rio informou que seis escolas foram afetadas pela operação dentro do complexo do São Carlos, ficando sem aulas nesta segunda-feira.
Já a Secretaria Municipal de Saúde relatou que uma unidade básica de saúde da região suspendeu totalmente suas atividades para garantir a segurança dos funcionários e pacientes. Outra unidade avaliava abrir as portas enquanto uma terceira manteve o atendimento, mas interrompeu serviços externos como visitas domiciliares.
