O Ministério da Justiça e da Segurança Pública apoiou a Operação Falso Defensor, realizada em 29 de abril pela Polícia Civil de Goiás, com a colaboração da Polícia Civil do Ceará. O objetivo da ação foi desarticular um grupo criminoso especializado no golpe do falso advogado, que atuava a partir do Ceará e tinha vítimas em vários estados do Brasil.
Foram cumpridos 29 mandados judiciais, incluindo 14 prisões temporárias, 14 buscas em residências e ações para confiscar bens e bloquear contas bancárias com cerca de R$ 500 mil. As ações foram feitas em cidades como Fortaleza, Caucaia e Pacatuba, todas no Ceará.
As investigações começaram após um caso em Goiás onde um servidor público perdeu mais de R$ 452 mil em oito dias. Os criminosos usavam aplicativos de mensagens, como WhatsApp, para se passar por advogados, informando falsas conquistas em processos que não existiam. Depois, pediam dinheiro para taxas e impostos para liberar valores que na verdade não existiam.
Para parecerem verdadeiros, os golpistas fingiam ser servidores públicos e usavam documentos falsificados. O grupo era dividido em partes: uma cuidava do contato com as vítimas, outra fazia a simulação das autoridades, e outra cuidava do dinheiro, usando contas bancárias para receber e distribuir os valores ilegais.
Os envolvidos podem ser acusados de estelionato por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem passar de 21 anos de prisão, além de multas. Os materiais apreendidos vão ser analisados para identificar mais vítimas e participantes. As investigações continuam para responsabilizar os criminosos e recuperar os valores desviados.
Informações do Governo Federal
