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ONU visita refugiados de Bangladesh por dinheiro, não por solução

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Estima-se que mais de 750.000 pessoas tenham fugido do país, e se instalado na fronteira com Bangladesh

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Antonio Guterres, visita um campo de refugiados para a minoria étnica rohingyas, em Cox’s Bazar, Bangladesh, nesta segunda-feira, para pedir mais atenção financeira à comunidade internacional.

Embora o grupo tenha saído das manchetes da imprensa internacional, a situação dos muçulmanos minoritários está longe de ser resolvida. Os rohingyas deixaram Mianmar, país de origem, em agosto do ano passado, e deram origem a uma das maiores crises migratórias da história.

Estima-se que mais de 750.000 pessoas tenham fugido do país, e se instalado na fronteira com Bangladesh. Na época da migração, o cenário era de desespero: crianças em condições de subnutrição, violência na região, e completo desamparo. Os governos de Bangladesh e Mianmar se reuniram, em janeiro deste ano, e decidiram criar um plano de retorno voluntários dos rohingyas. A volta aconteceria em dois anos.

Acontece que o país não se preparou devidamente para o retorno do grupo, em um pano de fundo mais complexo do que o acordo previa. Em abril, um grupo de investigadores da ONU foram aos campos em Mianmar, e afirmaram que as condições de habitação eram muito “pobres”, e que o país não estava preparado para receber sequer algumas centenas de rohingyas. Além disso, imagens via satélite, obtidos pela agência de notícias Reuters, mostravam que as antigas habitações dos rohingyas tinham sido queimadas, e a região se transformara em uma zona militar.

O contexto de recepção do grupo minoritária era o mesmo que causou sua fuga em massa. Mianmar é um país majoritariamente budista, mas composto por diversas etnias. Os rohingyas foram, desde sempre, rejeitados e maltratados pelo governo e pelas tropas militares do país. Uma das exigências feitas pela ONU, era o reconhecimento de membros do grupo como cidadãos, ação que o governo birmano rejeitava fortemente. A histórica rejeição e os casos de violenta repressão – em agosto do ano passado, uma ataque militar tinha deixado mais de 9.000 rohingyas mortos – fez com o grupo migrasse em massa para Bangladesh e, agora, temesse retornar à Mianmar.

Como a situação não será resolvida tão rapidamente, a comunidade internacional passou a financiar a permanência dos rohingyas nos campos de Bangladesh. Na semana passada, por exemplo, o Banco Mundial anunciou que doaria 480 milhões de dólares para os campos de refúgio. Além do Banco, os governos do Canadá e dos Estados Unidos também têm financiado os campos. A viagem de Guterres, portanto, está marcada mais para avisar ao mundo que os refugiados precisam de ajuda financeira do que para resolver o conflito étnico na região, e a situação dos rohingyas.

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Trump diz que Terceira Guerra Mundial é possível

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O ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a Terceira Guerra Mundial é possível, avisando que o conflito em torno de Taiwan pode se seguir à crise ucraniana.

© AP Photo / Joe Maiorana

“Podemos chegar à Terceira Guerra Mundial porque somos liderados por pessoas incompetentes. E esta guerra será pior do que qualquer outra guerra na história, porque temos armamento nunca visto por ninguém antes”, pronunciou Trump ao discursar durante uma convenção dos conservadores no Texas.

Trump voltou a defender que, caso tivesse sido eleito presidente em 2021, o conflito na Ucrânia nunca teria sido desencadeado.

“A China com Taiwan serão os próximos. Isto também nunca teria acontecido”, acrescentou.

Ao longo da convenção, o ex-líder da Casa Branca também afirmou que a visita de Nancy Pelosi a Taiwan apenas favoreceu o lado chinês. Além disso, ele não evitou referir a sua adversária política jurada, Nancy Pelosi, que duas vezes tentou cessar o seu mandato através de impeachment, dizendo que ela “transforma em mal tudo o que toca”.

“Essa mulher semeia o caos. Foi isso que aconteceu […] Ela jogou a favor deles [dos chineses], porque agora eles têm um pretexto para fazer o que estão fazendo”, disse.

Mais cedo, comentando a imagem dos próprios Estados Unidos em um mundo em transformação, Trump classificou os EUA como “país do terceiro mundo”.
“Em muitos aspectos somos uma nação do terceiro mundo. Somos um país cuja economia está falhando, cujas cadeias de suprimento foram rompidas, cujas lojas estão vazias e onde as encomendas não chegam aos destinatários, cujo sistema educacional está no final de qualquer lista”, defendeu o político.
Segundo Donald Trump, os EUA já não são “respeitados e ouvidos no mundo”. O ex-líder norte-americano se referiu à inflação mais alta em 40 anos e aos preços da energia mais altos na história.
“Somos uma nação que em muitos aspectos se converteu em uma piada”, acrescentou.
A situação em torno de Taiwan se agravou depois da visita à ilha da presidente da Câmara dos Representantes norte-americana Nancy Pelosi. A China seguiu com medidas de retaliação, cortando seus contatos com os EUA, incluindo por via militar, além de iniciar exercícios de grande escala com lançamento de mísseis. Os EUA enviaram à região um grupo de ataque de porta-aviões, prometendo voos demonstrativos de aeronaves e passagens de navios de guerra através do estreito de Taiwan.
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Forças Armadas da China vão conduzir ‘regularmente’ exercícios nas águas de Taiwan

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O Exército de Libertação Popular chinês vai a partir de agora conduzir “regularmente” exercícios ao leste da chamada “linha mediana” do estreito de Taiwan, diz um artigo publicado pela Televisão Central da China no domingo (7).

© AFP 2022 / Hector Retamal

“De agora em diante, os navios e aeronaves de guerra do Exército de Libertação Popular vão conduzir regularmente exercícios ao leste da chamada ‘linha mediana’ do estreito de Taiwan.

No artigo salienta-se que os exercícios militares da China demonstraram que as “chamadas águas territoriais taiwanesas não existem, Taiwan faz parte da China, enquanto a Marinha chinesa atua nas suas próprias águas territoriais”.
Segundo comunicou anteriormente o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular chinês, a China prosseguiu no domingo (7) com exercícios perto da costa de Taiwan, de acordo com o plano previsto.
Os exercícios de grande escala com mísseis, aviação e navios militares começaram formalmente na quinta-feira (4). As manobras, anunciadas em resposta à visita a Taipé da presidente da Câmara dos Representantes norte-americana Nancy Pelosi, se iniciaram em 4 de agosto em seis zonas das águas em torno da ilha. Anteriormente, tinha sido comunicado que os exercícios vão acabar no domingo (7) às 12h00 no horário local.
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Sanções econômicas do Ocidente prestaram serviço a Vladimir Putin, diz Junge Welt

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A guerra econômica, desencadeada pelo Ocidente contra a Rússia, teve um efeito contrário, afirmou o ex-financiador de Wall Street Michael Hudson em uma entrevista à edição alemã Junge Welt.

© Sputnik / Mikhail Metsel

 

“As sanções ocidentais prestaram um serviço ao presidente russo Vladimir Putin. Além de tornarem Moscou economicamente independente, elas deram ao orçamento russo lucros adicionais à custa do aumento dos preços de fontes de energia […] A economia russa está se tornando autossuficiente”, acredita o economista.

Segundo Hudson, os países ocidentais, por sua vez, “deram um tiro no pé”.

“Washington bloqueou todas as contas russas em dólares e euros. Em resposta, Moscou abandonou o sistema do dólar, decidindo converter os pagamentos de petróleo, gás, titânio e alumínio em rublos. Tais medidas de retaliação fizeram com que o rublo se fortalecesse. Seria justo dizer que os EUA e a União Europeia deram um tiro no pé”, defendeu Hudson.

Após o início da operação militar especial na Ucrânia, o Ocidente fortaleceu a pressão sancionatória contra Moscou ao congelar ativos russos no valor de bilhões de dólares. A União Europeia já aprovou sete pacotes de restrições, incluindo o embargo ao carvão e petróleo. Tudo isso resultou em problemas para o próprio Ocidente, tendo provocado um amento da inflação e dos preços dos alimentos e combustíveis.
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Cessar-fogo em Gaza começará na noite deste domingo, segundo funcionário palestino

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Um cessar-fogo em Gaza entre Israel e Palestina ocorrerá às 20h00 no horário local (14h00 de Brasília), informou a Reuters, citando uma autoridade palestina.

© AP Photo / Tsafrir Abayov

Anteriormente foi relatado que Israel havia concordado com um cessar-fogo em Gaza proposto por mediadores egípcios.

“O cessar-fogo em Gaza começará às 20h00, horário local”, informou a agência.

Israel concordou com um cessar-fogo após intensa troca de disparos com o grupo Jihad Islâmica na Faixa de Gaza.
Pelo menos 24 pessoas morreram e outras 203 ficaram feridas, devido aos ataques aéreos contra a Faixa de Gaza, em uma operação de Israel contra o movimento palestino Jihad Islâmica, disse o Ministério da Saúde do enclave palestino no sábado (6).
Na sexta-feira (5), as Forças de Defesa de Israel lançaram a operação Amanhecer contra o movimento Jihad Islâmica na Faixa de Gaza e realizaram ataques com mísseis, inicialmente matando 10 pessoas e ferindo mais de 50, segundo o Ministério da Saúde palestino.
Após os bombardeios, Ziyad Nakhalah, líder da Jihad Islâmica na Palestina, ameaçou retaliar lançando um ataque com mísseis a Tel Aviv. Israel anunciou o estado de emergência e, desde então, tem repelido mísseis e lançado novos ataques à Faixa de Gaza.
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Suécia enviará 120 instrutores ao Reino Unido para treinar 10 mil ucranianos

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O governo sueco comunicou que a iniciativa de oferecer treinamento militar básico aos cidadãos ucranianos partiu do Reino Unido.

© Sputnik / Vitaly Belousov / Abrir o banco de imagens

Segundo o comunicado, os britânicos convidaram outros países da Força Expedicionária Conjunta, incluindo a Suécia e o Canadá, para treinar os ucranianos.

O governo sueco afirmou que os cidadãos poderão servir o Exército da Ucrânia após concluírem o treinamento.

“Aproximadamente 10.000 cidadãos da Ucrânia e até 120 instrutores suecos participarão do treinamento militar”, comunicou.

Anteriormente, o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante visita a Kiev, propôs treinar 10.000 soldados ucranianos nos países europeus em quatro meses.
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Forças russas eliminam até 130 militares ucranianos

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O Ministério da Defesa da Rússia informou que um ataque de precisão da Força Aeroespacial russa liquidou uma posição com até 130 militares ucranianos.

© Foto / Ministério da Defesa da Rússia

O MD russo também informou que, devido ao grande número de perdas, o regime de Zelensky está tomando medidas para enviar reforços ao seu Exército em Donbass.
As forças russas também eliminaram quatro pelotões ucranianos de sistemas Grad, dois de obuseiros MSTA-B e um pelotão de peças de artilharia Giatsint-B.
Também foram destruídos postos de comando inimigos de dois batalhões da defesa territorial em Donetsk, além de militares e equipamentos ucranianos em 173 áreas, em 24 horas.
A aviação russa eliminou cerca de 200 militares ucranianos em Donetsk, informou o MD russo.
No total, desde o início da operação militar especial, foram eliminados: 263 aviões, 145 helicópteros, 1.701 drones, 362 sistemas de defesa antiaérea, 4.262 tanques e outros veículos blindados de combate, 789 lançadores múltiplos de foguetes, 3.273 peças de artilharia de campanha, entre as quais morteiros, bem como 4.756 veículos militares especiais, informou o Ministério da Defesa russo.
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