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O abismo entre o funcionalismo público e o setor privado no Brasil

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Enquanto os gastos com o funcionalismo só aumentam, o cidadão brasileiro está cada vez mais adaptado ao serviço público digital. A reforma administrativa, que resolveria boa parte do problema, é bombardeada até dentro do governo

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, e Arthur Lira, presidente da Câmara: promessa de acelerar a reforma administrativa (Pedro Ladeira/Folhapress)

A pandemia escancarou desigualdades em diferentes segmentos da sociedade brasileira. Uma delas é justamente a diferença do funcionalismo público em relação aos empregados do setor privado. Enquanto a crise econômica causada pela covid-19 engrossou a fila do desemprego, os quase 12 milhões de servidores em todas as esferas do setor público se mantiveram protegidos. Ao mesmo tempo que o governo federal tenta aprovar medidas emergenciais para conter gastos com pessoal, alguns estados e municípios promovem aumentos salariais e gratificações. O próprio presidente Jair Bolsonaro e aliados do Centrão mandam mensagens contraditórias, ora de apoio a uma gestão pública mais enxuta, ora de manutenção de privilégios. Para quem olha de fora, é a esquizofrenia do Estado em ação.

O debate que trata do impacto do funcionalismo na organização do Estado brasileiro não vem de hoje. Nos últimos 20 anos, o contingente de funcionários públicos no país dobrou — boa parte desse crescimento se concentrou no nível municipal. Logo, custear essa estrutura inchada não é barato. O país gasta cerca de 13,6% do PIB com pessoal — ficando atrás apenas da África do Sul, de acordo com dados da OCDE, o clube dos países ricos.

Mantidas as regras atuais do serviço público, a conta pode chegar ao equivalente a 14,9% do PIB em 2030, pelos cálculos da consultoria Oliver Wyman. Hoje, a despesa total com a folha de pagamentos dos servidores federais, estaduais e municipais chega a 930 bilhões por ano, o dobro do que é investido em educação. “O Estado brasileiro vive para pagar a folha salarial e sobram poucos recursos para investir na expansão ou na melhoria de qualquer política pública”, diz a economista Ana Carla Abrão, sócia da Oliver Wyman e ex-secretária de Fazenda de Goiás.

Diante de gastos crescentes de um lado e de risco de explosão fiscal de outro, o governo conseguiu fazer avançar o assunto no Congresso. No início de março, o Senado aprovou a PEC Emergencial, a proposta de emenda constitucional que prevê a volta do auxílio emergencial e limites para o gasto público. No fechamento desta edição, em 8 de março, a PEC Emergencial aguardava ser referendada pela Câmara e receber sanção presidencial. O texto aprovado no Senado — uma versão desidratada do projeto do ministro da Economia, Paulo Guedes — propõe o teto de 44 bilhões de reais para as despesas do governo e gatilhos que poderão ser acionados se as despesas obrigatórias passarem de 95% dos gastos primários do governo.

Em um momento em que o país enfrenta um colapso na saúde em razão do agravamento da pandemia, a PEC também estabelece que, caso o governo passe do sinal amarelo em relação aos gastos, reajustes salariais dos servidores poderão ser proibidos. Além disso, a criação ou o aumento de auxílios, bônus ou outros benefícios no serviço público ficam suspensos. Na prática, a nova legislação acaba sendo uma extensão da lei aprovada em maio de 2020, que, em troca de socorro financeiro aos estados e municípios na pandemia, determinou o congelamento de salários dos servidores e vetou o aumento de gastos com pessoal até dezembro deste ano. 

ano. 

(Arte/Exame)

Isso não impediu, claro, que municípios e estados encontrassem brechas para burlar a lei. Já em pleno caos de atendimento à população por causa da covid-19, a Câmara Municipal de Manaus aprovou em dezembro de 2020 o aumento de salário para os próprios vereadores e também para o prefeito, o vice-prefeito, secretários e subsecretários da cidade a partir de janeiro de 2022. Assim, o contracheque do prefeito de Manaus, Davi Almeida (Avante), passará dos atuais 18.000 para 27.000 reais. A manobra inspirou os vereadores da capital paulista a presentear o prefeito Bruno Covas (PSDB) com um aumento de 46%, também válido a partir do ano que vem. 

 Fila em agência da Caixa em São Paulo: o aplicativo para acessar o auxílio emergencial trouxe milhões de pessoas para o portal de serviços digitais do governo federal — mas nem todos conseguiram resolver seus problemas online

Fila em agência da Caixa em São Paulo: o aplicativo para acessar o auxílio emergencial trouxe milhões de pessoas para o portal de serviços digitais do governo federal — mas nem todos conseguiram resolver seus problemas online (Igor do Vale/Nurphoto/Getty Images)

Há tempos o funcionalismo brasileiro parece viver numa bolha. Em 2019, os servidores públicos ganhavam, em média, 4.172 reais por mês, quase o dobro do salário médio no setor privado, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Quando se analisa apenas o funcionalismo federal, essa distância é ainda maior: seis vezes.

Mas não são apenas os salários que tornam o serviço público atraente no Brasil. Quem serve ao Estado pode usufruir de benefícios como a licença-prêmio, que permite três meses de descanso remunerado a cada cinco anos de trabalho. A regalia custa cerca de 204 milhões de reais por ano aos cofres públicos, segundo o Ministério da Economia. Há também o anuênio, adicional por tempo de serviço de 1% sobre o salário a cada ano.

Em 2019, o gasto com esse benefício foi de 872 milhões de reais. Em algumas carreiras do serviço público, férias remuneradas de mais de 30 dias são comuns. O custo dos dias adicionais de descanso ultrapassa 2,6 bilhões por ano somente nas esferas do Judiciário, do Ministério Público Federal e do Executivo. “Há uma lista de distorções em relação à iniciativa privada, como promoções automáticas e adicional por tempo de serviço, que tornam os servidores um grupo protegido”, diz o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper. “Em outros países, como os Estados Unidos, apenas algumas carreiras, como militares e diplomatas, têm direitos tão diferentes do restante da população.”

 (Arte/Exame)

Quando se mergulha na complexa máquina pública brasileira, nota-se que as desigualdades são ainda mais profundas. Um levantamento exclusivo da consultoria Oliver Wyman mostra que, enquanto no Executivo apenas 15% dos funcionários ganham acima de 5.000 reais, esse percentual sobe para 85% no Judiciário, no qual a média salarial é de 12.000 mensais. Em algumas carreiras, boa parte dos servidores já atingiu o topo. Esse é o caso de auditores fiscais da Receita, em que 84% dos servidores já chegaram ao mais alto nível salarial — em comparação com 3% dos professores universitários. “No Brasil, a desigualdade começa dentro do próprio Estado”, diz Ana Carla Abrão, da Oliver Wyman. “Existem castas do setor público que têm remuneração elevada e pouco transparente, enquanto boa parte das funções vinculadas ao serviço público básico ganha mal.”

Essas disparidades perpetuam a ideia de que todo funcionário público ganha muito, trabalha pouco e atende mal o cidadão. Não é verdade. Na pandemia, os profissionais que atendem pelo Sistema Único de Saúde têm sido apontados como heróis e heroínas, dado o empenho dos que atuam na linha de frente contra a covid-19 e em situação de parcos recursos. É fato também que antes da crise sanitária a saúde pública costumava receber notas baixas no quesito qualidade, assim como a educação e a segurança (as notas, claro, levam em conta fatores que vão muito além do desempenho de cada profissional).

Por isso, ganha força a ideia de que os servidores públicos precisam ser avaliados para valer (nas repartições que adotam métricas de desempenho há um festival de notas 10 para garantir o pagamento de bônus). Encomendada pelo movimento liberal Livres, uma pesquisa feita pelo instituto de pesquisa de opinião pública Ideia aponta que 68% dos brasileiros acreditam que os servidores deveriam ser avaliados de alguma maneira.

Esse é um dos itens que devem entrar na reforma administrativa, a PEC 32, que vai tratar do novo RH do Estado. Enviado ao Congresso no ano passado pelo governo, o projeto está parado. “Trata-se de uma reforma muito ampla, mais até do que foi a da Previdência”, diz o deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG), presidente da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa. Pelo texto, ficam proibidas, por exemplo, a concessão de adicionais por tempo de serviço, férias de mais de 30 dias e licença-prêmio. A reforma também defende o fim da estabilidade no emprego público. “O intuito é implantar a meritocracia e acabar com benefícios incompatíveis com a realidade brasileira”, diz Mitraud. Athur Lira, novo presidente da Câmara e aliado do governo, tem dito que a reforma deverá ser colocada em votação até maio ou junho. 

Mas há inúmeras resistências. A Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, formada por 242 parlamentares, defende boa parte das regras atuais, mas centra forças na manutenção da estabilidade. Os deputados e senadores que fazem parte do grupo estão elaborando uma proposta sobre a composição e o funcionamento das comissões que vão fazer as avaliações de desempenho dos servidores.

“O problema é que nada disso ficou definido no texto da reforma enviada pelo governo, que altera os direitos do funcionalismo sem o devido embasamento”, diz o deputado Professor Israel Batista (PV-DF), coordenador da frente. O grupo também trabalha para que juízes, desembargadores e militares sejam incluídos no texto do Executivo. O pedido é justo, mas pode ter o efeito apenas de atravancar a pauta. “O governo não inclui o Judiciário e os militares na reforma administrativa por temer a força que essas categorias têm”, diz Pedro Pontual, presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental. 

Protesto de funcionários públicos do Judiciário, em Porto Alegre: PEC Emergencial propõe gatilho que congela reajustes salariais quando há risco fiscal (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Seja por falta de convicção, seja para não inflamar as categorias dos servidores, o presidente evita falar da reforma administrativa. Nas quase três décadas como parlamentar, Jair Bolsonaro se posicionou a favor de benesses para diferentes parcelas do setor público. Convertido parcialmente à agenda liberal depois de eleito, passou a sinalizar que as novas regras do serviço público serão aplicadas apenas aos futuros contratados.

Ao mesmo tempo, já concedeu benefícios para grupos que engrossam sua base de apoio no eleitorado. Em junho de 2020, por exemplo, aprovou a aposentadoria integral de policiais civis da União e do Distrito Federal — uma demanda antiga da corporação — para todos que ingressaram até novembro de 2019. Já no apagar das luzes do ano passado, em 24 de ­dezembro, liberou a realização de concurso para a contratação de mais 1.500 policiais rodoviários federais. 

 (Arte/Exame)

Os agrados recentes não devem ser suficientes para conter o sentimento de traição da categoria diante da PEC Emergencial. Os policiais ameaçam romper com o presidente caso esses profissionais sejam atingidos pela regra que proíbe aumentos salariais em situações de aperto fiscal — uma emenda ao projeto tentou excluir os policiais do texto no Senado, mas não prosperou (o senador Flávio Bolsonaro, inclusive, foi um dos que votaram contra os interesses da categoria). “Com tal medida, não resta outra alternativa a não ser a adoção de estado de alerta e mobilização permanente, a fim de combater o desmonte econômico, social e profissional que vem sendo imposto ao serviço público e a toda a segurança pública brasileira”, disse a União dos Policiais do Brasil (UPB), em nota assinada em conjunto por outras 24 entidades que representam a categoria.

Futuro digital

As disputas no Congresso parecem desconectadas com os avanços que a tecnologia propiciou ao debate. Antes da pandemia, a digitalização de serviços públicos — uma prioridade de governos no mundo todo — parecia uma agenda que vinha em segundo plano por aqui. Com as medidas de restrição adotadas na primeira onda da pandemia em março de 2020, órgãos públicos do país inteiro ficaram fechados por meses. “Muitos prefeitos descobriram na pandemia que estavam perdendo arrecadação porque o cidadão não conseguia, por exemplo, tirar online uma segunda via do IPTU. E, sem pagamento de impostos, as contas não fecham”, diz Gustavo Maia, fundador da startup Colab, plataforma de gestão e de zeladoria pública. 

 (Arte/Exame)

Isso provocou um esforço inédito no país de aceleração de digitalização dos governos. Apenas o aplicativo da Caixa foi acessado por mais de 60 milhões de brasileiros para cadastro no auxílio emergencial (ainda que parte dos que não se resolveram online foi parar nas portas das agências do banco). Cerca de 50 milhões de pessoas entraram no portal Gov.br, plataforma do governo federal que reúne uma série de serviços públicos digitais, no ano passado por causa da pandemia. “Os governos que já tinham começado sua transformação digital antes da crise tiveram uma resposta mais rápida ao longo dela”, diz Luiz Felipe Salin Monteiro, secretário de Governo Digital.

Os brasileiros, de fato, gostaram da ideia. Um estudo exclusivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com 13.200 pessoas e realizado entre outubro e dezembro do ano passado, mostra que seis em cada dez brasileiros preferem o atendimento por site, aplicativo ou mensagem de texto de serviços públicos — ante 24% que escolhem o atendimento presencial. A economia de tempo é a principal razão para 46% da população escolher a forma online. “A sociedade brasileira está bem adaptada ao mundo digital. É natural que queira ter nas interações com os governos a mesma experiência do consumo online”, diz Morgan Doyle, representante do BID no Brasil. Enquanto isso, em Brasília, as disputas por benesses públicas alimentam os interesses privados de quem trabalha para os cidadãos.  

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Começou a vacinação para pessoas de 64 e 65 anos

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Distribuição de doses foi antecipada, e vários pontos já estão fazendo a imunização para essa faixa etária

Além dos locais já disponíveis, foram criados mais três pontos para imunização | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Sáude.

A partir das 13h desta sexta-feira (16), pessoas idosas de 64 e 65 anos também poderão procurar os 52 pontos de vacinação, distribuídos por todas as regiões de Saúde do Distrito Federal, para que sejam vacinados com a primeira dose contra covid-19. Com a antecipação do recebimento das doses, a vacinação para esse público será iniciada um dia antes da previsão inicial, que era para o sábado (17).

A Secretaria de Saúde (SES) recebeu, na madrugada desta sexta, mais 80 mil doses das vacinas que previnem a doença. Para a população, serão disponibilizadas 72.818 doses, sendo as demais destinadas à reserva técnica.

Prossegue a imunização para profissionais de saúde, que poderão agendar a primeira dose a partir de segunda-feira (19), mesmo dia em que começam a ser imunizados os servidores das forças de segurança já a partir desta segunda. A remessa conta com doses para uso em primeira aplicação (D1) e para o reforço (D2).

Três novos pontos de vacinação foram disponibilizados: a Praça dos Direitos, no Itapoã; o Espaço Céu das Artes, no Recanto das Emas, e na Praça dos Direitos, em Ceilândia. Também houve mudanças no drive-thru de Santa Maria – antes localizado no prédio da administração da cidade, agora fica na UBS 7.

A estimativa da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) é que o DF tenha uma população com 64 e 65 anos composta por 40.515 pessoas, das quais 20.804 têm 64 anos e 19.711 têm 65. A divisão das doses foi definida pelo Ministério da Saúde. e o DF seguirá o fluxo conforme orientação do órgão federal.

Assim, a distribuição para primeira dose se dará seguinte forma:

  • 43.140 doses D1 para ampliar a vacinação para pessoas de 64 e 65 anos;
  • 2.237 doses D1 para vacinar profissionais das forças de segurança;
  • 3.906 D1 para profissionais de saúde. Esse quantitativo poderá ser ampliado 4.414 doses, pois 508 doses do agendamento passado que tinham sido separadas para perda técnica serão usadas nesta fase.

O Ministério da Saúde ampliou a porcentagem de perda técnica a ser enviada aos estados. Antes, 5% das doses recebidas eram reservadas para suprir perdas. Agora, esse percentual será de 10%. Isso ocorre porque há frascos sendo recebidos com menos doses que o esperado.

Confira mais informações na página da Secretaria de Saúde.

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Novos cursos do programa Qualifica Mais – Emprega Mais

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São 333 vagas oferecidas na modalidade Educação a Distância (EaD), com inscrições até o dia 25 deste mês

Arte: SEE

As inscrições para os cursos do programa Qualifica Mais – Emprega Mais foram prorrogadas até o dia 25 deste mês. São 333 vagas distribuídas na área de tecnologia da informação e de comunicação, com 200 horas cada, na modalidade Educação a Distância (EaD).  O programa é uma iniciativa dos ministérios da Educação e da Economia, em parceria com a Secretaria de Educação (SEE).

São três possibilidades de escolha ofertadas pelo Centro de Educação Profissional Articulado do Guará (Cepag). Os interessados podem se candidatar para os cursos de Programador web, Programador de sistemas e Programador de dispositivos móveis. Com a prorrogação do período de inscrições, o início das aulas, será em 24 de maio (antes, estava agendado para 10 de maio).

A proposta do programa tem o objetivo de oferecer conteúdos voltados ao desenvolvimento de competências para o mundo do trabalho, para auxiliar o estudante concluinte do ensino médio – público-alvo dos cursos – na entrada e permanência no mercado de trabalho formal.

Conforme a disponibilidade de vagas, os candidatos que cumprirem os pré-requisitos receberão um e-mail para confirmar a matrícula.

Caso o candidato tenha concluído a Trilha Qualifica Mais, por meio da plataforma Edulivre, e atenda às condições de participação, não é necessário refazer a inscrição. Um e-mail de pré-matrícula será enviado, a partir desta quinta-feira (15).

Programador web

O curso abordará temas como o desenvolvimento e manutenção de projetos para a web e utilização de linguagens de programação, banco de dados e recursos para a segurança da informação. Recursos de imagens, vídeos, animações, linguagens de marcação e folha de estilo para desenvolvimento web também serão temas abordados.

Programador de sistemas

O curso desenvolve temas como a realização da manutenção e programação de sistemas computacionais, podendo utilizar banco de dados. Também será abordada a documentação das etapas do processo.

Programador de dispositivos móveis

O curso tratará de temas como a codificação, o desenvolvimento e a realização da manutenção de programas para dispositivos móveis, bem como implementação de rotinas especificadas em projetos e a documentação das etapas do processo.

Faça aqui sua inscrição.

Acesse mais informações sobre o programa.

 

 

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Mais de 48 mil remédios entregues nos primeiros três meses de 2021

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Parceria entre BRB e Secretaria de Saúde leva medicamentos de alto custo às casas de pacientes cadastrados

Arte: SES

De janeiro a março deste ano, o programa Entrega de Medicamentos em Casa, fruto de parceria entre a Secretaria de Saúde (SES) e o BRB, entregou 48.846 medicamentos de alto custo aos pacientes cadastrados. A iniciativa tem tido sucesso e tornou-se fundamental para o atendimento dos pacientes, principalmente na pandemia de covid-19.

O objetivo do programa, que começou em 3 de abril de 2020, é evitar filas e aglomerações nas três unidades de farmácias de alto custo existentes no Distrito Federal. Durante todo o ano passado, foram entregues 95.654 medicamentos. Confira, abaixo, os números.

Este ano, os dados seguem mostrando a eficiência da ação. Em janeiro, foram entregues 14.131 medicamentos, 8.152 desses diretamente em casa de pacientes; em fevereiro, 16.825, com 9.152 levados em casa. Já em março, 11.438 usuários em casa os medicamentos, do total de 18.890 unidades distribuídas.

“Para receber o medicamento em casa, o paciente deverá ser cadastrado no Ceaf [Componente Especializado da Assistência Farmacêutica]”, explica a gerente do Ceaf da SES, Mariana Mantovani. “É de suma importância que o usuário tenha o cadastro atualizado, inclusive endereço e telefone.”

A gestora lembra que também é preciso atualizar o cadastro na farmácia e ligar para o telefone (61) 3029-8080, das 8h às 18h, para agendar o recebimento dos remédios em sua residência. Os medicamentos só serão entregues ao próprio paciente ou a um representante legal, que também deve estar cadastrado na farmácia.

Atendimento presencial

Mesmo com as entregas feitas pelo programa, o atendimento nas três unidades das farmácias de alto custo – Gama, Ceilândia e Plano Piloto –  continua funcionando de segunda a sexta, das 7h às 19h; e, aos  sábados das 7h às 12h. Atualmente, são 33 mil usuários cadastrados nas farmácias do Ceaf.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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Senac abre 4,4 mil vagas em cursos gratuitos no DF

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Inscrições começam nesta sexta-feira (16). Capacitação é nas áreas de beleza, saúde, gestão e negócios, gastronomia, informática, turismo e lazer, moda e comunicação; saiba como participar.

Aula de capacitação na área de beleza, em curso do Senac — Foto: Senac-DF/ Divulgação .

O Senac-DF abre, nesta sexta-feira (16), as inscrições para cursos de capacitação profissional gratuitos. Ao todo, são 4,4 mil vagas nas áreas de beleza, saúde, gestão e negócios, gastronomia, informática, turismo e lazer, moda e comunicação (saiba mais abaixo).

Os cursos são voltados para pessoas de baixa renda, e as inscrições vão até o dia 30 de abril. As aulas começam nos meses de junho e julho.

Segundo o Senac, serão 165 turmas em 79 cursos técnicos e de formação inicial e continuada com opções para os turnos matutino, vespertino e noturno. Cada candidato pode se matricular em até dois cursos, desde que as aulas sejam em turnos diferentes.

A ideia, segundo o Senac, é trabalhar com aulas presenciais. No entanto, “se for constatado que há a necessidade de adoção de medidas necessárias para conter a pandemia do novo coronavírus, as atividades educacionais serão desenvolvidas com apoio de recursos tecnológicos (atendimento remoto), e/ou com atividades flexíveis entre presencial e remoto conforme protocolos internos”, diz o órgão.

Quem pode se inscrever?

Para participar dos cursos do Programa Senac de Gratuidade é necessário seguir alguns critérios:

  • Possuir renda familiar per capita de até dois salários-mínimos
  • Ter idade igual ou superior à idade mínima exigida para acesso ao curso
  • Ter escolaridade exigida para o curso escolhido
  • Não ter evadido ou desistido de outro curso PSG, com prazo igual ou inferior a um ano da data de evasão ou desistência

A classificação dos inscritos irá obedecer critérios como o atendimento aos requisitos de acesso, a ordem de inscrição e a quantidade de vagas oferecidas no curso. O resultado da classificação será divulgado no dia 14 de maio no site do Senac-DF.

Aula de cabeleireiro do Senac — Foto: Senac-DF / Divulgação

Aula de cabeleireiro do Senac — Foto: Senac-DF / Divulgação.

Cursos do Senac-DF

  • Inscrições: de 16 até 30 de abril
  • De graça
  • Pelo site do Senac

Confira os cursos por região do DF

  1. Ceilândia: Administração em Serviços Hospitalares, Administrador de Banco de Dados, Assistente de Logística, Assistente de Pessoal, Assistente de Secretaria Escolar, Faturamento de Serviços de Saúde, Manicure e Pedicure, Recepção em Serviços de Saúde e Técnicas Avançadas de Word, Excel e Power Point.
  2. Gama: Administração em Serviços Hospitalares, Assistente de Logística, Barbeiro, Faturamento em Serviços de Saúde, Recepcionista, Recepção em Serviços de Saúde, Recrutamento e Seleção de Pessoas, Técnicas Avançadas de Word, Excel e PowerPoint, Técnico em Secretariado e Técnico em Recursos Humanos.
  3. Senac Jessé Freire / Setor Comercial Sul: Assistente de Logística, Assistente de Pessoal, AutoCAD – Desenho de Ambientes em 2D, Branding e Marketing de Moda, Consultoria de Estilo – Personal Stylist, Editor de Projeto Visual Gráfico, Microsoft Power BI Básico, Operador de Computador, Recepcionista, Técnico em Administração e Vitrinismo e Visual Merchandising para Varejo de Moda.
  4. Senac 903 Sul: Análise de Faturamento de Serviços de Saúde, Atualização no Tratamento de Feridas e Curativos, Especialização Técnica em Enfermagem em Serviços de Urgência e Emergência, Especialização Técnica em Oncologia, Noções de Interpretação de Exames Clínicos Laboratoriais, Recepção em Serviços de Saúde, Técnico em Farmácia e Técnico em Hemoterapia.
  5. Senac Sobradinho: Administração de Contas a Pagar, Contas a Receber e Tesouraria, Administração em Serviços Hospitalares, Assistente de Secretaria Escolar, Cabeleireiro, Consultoria de Estilo – Personal Stylist, Consultoria de Imagem, Costureiro, Design de Sobrancelhas, Excel com Vba e Dashboard, Faturamento de Serviços de Saúde, Microsoft Power Bi – Avançado, Microsoft Power Bi – Básico, Técnico em Administração e Técnico em Recursos Humanos.
  6. Senac Taguatinga: Administração de Contas a Pagar, Contas a Receber e Tesouraria, Administração em Serviços Hospitalares, Análise em Faturamento Hospitalar, Assistente de Pessoal, Assistente de Secretaria Escolar, AutoCAD – Desenho de Ambientes em 2D, Auxiliar de Cozinha, Construção de Websites com PHP e MySQL, Controle de Fluxo de Caixa e Ponto de Equilíbrio, Depilação Masculina, Faturamento de Serviços de Saúde, Ferramentas de Marketing Digital, Front-End: HTML, CSS, Bootstrap, JL e JQuery, Gastronomia para Pessoas com Restrições Alimentares, Liderança Coach, Microsoft Power Bi – Básico, Microsoft Power Bi – Avançado, Operador de Computador, Pizzaiolo, Recepcionista, Recrutamento e Seleção de Pessoas, Recursos de Glosas Aplicados ao Faturamento de Serviços de Saúde, Salgadeiro, Técnicas Avançadas de Word, Excel e PowerPoint, Técnicas Básicas para Cozinheiro, Técnico em Administração, Técnico em Contabilidade, Técnico em Nutrição e Dietética, Técnico em Secretaria Escolar e Tributação nas Operações Comerciais.
  7. Senac TTH / gastronomia: A Arte de se Comunicar e Vender Mais, Açougueiro, Assistente de Pessoal, Bares e Restaurantes: Gestão Operacional, Bartender, Boas Práticas para Serviços de Alimentação, Camareira(o) em Meios de Hospedagem, Congelamento de Alimentos, Cozinha: Gestão de Processos e Pessoas, Cozinheiro, Desenvolvimento de Equipes, Elaboração de Cardápios: Planejamento e Precificação, Garde Manger, Garçom, Gastronomia para Pessoas com Restrições Alimentares, Inteligência Emocional e Vendas, Liderança Coach, Organizador de Eventos, Padeiro, Recepcionista, Recrutamento e Seleção de Pessoas, Sustentabilidade Aplicada à Cozinha, Técnicas de Petiscos e Comida de Boteco e Vendedor.
  8. Senac Ações Móveis /Biblioteca de Brazlândia: Assistente de Pessoal, Assistente de Secretaria, Design de Sobrancelha e Maquiador.
  9. Senac Ações Móveis/ Casa Azul: Assistente de Pessoal, Assistente de Secretaria e Operador de Computador.
  10. Senac Ações Móveis/Recanto das Artes: Assistente de Logística, Confeiteiro, E-Commerce: Vendendo no Comércio Eletrônico e Gestão de Condomínio.
  11. Administração Regional do Paranoá: Assistente de Logística, Assistente de Secretaria Escolar, Cabeleireiro, E-Commerce: Vendendo no Comércio Eletrônico e Gestão de Condomínio.
  12. Capemi: Assistente de Logística e Assistente de Secretaria Escolar.
  13. Administração Regional do Riacho Fundo: Assistente de Pessoal e Assistente de Secretaria.
  14. Administração Regional de Santa Maria: Agente de Alimentação Escolar, Assistente de Logística, Assistente de Secretaria, Modelista, Operador de Computador e Técnicas Avançadas de Word, Excel e PowerPoint.
  15. Administração Regional de São Sebastião: Assistente de Logística, Confeiteiro, Costureiro, Gestão de Condomínio, Modelista, Operador de Computador e Técnicas Avançadas de Word, Excel e PowerPoint.
  16. Administração Regional de Samambaia: Barbeiro
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Vacinação de idosos com 64 e 65 anos no DF começa no sábado (17/4)

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Ministério da Saúde prometeu entregar 72,8 mil doses para sexta. Desse total, 43.134 mil são destinadas para idosos de 64 e 65 anos

Mais de 70 mil doses da vacina devem ser entregues no sábado – (crédito: Geovana Albuquerque/Agência Saúde)

Se o Ministério da Saúde entregar as 72,8 mil doses de vacina prometidas para esta sexta-feira (16/4), o Governo do Distrito Federal começa a imunização das pessoas com 64 e 65 anos neste sábado (17/4).

A Secretaria de Saúde deve divulgar a logística de atendimento a esse público em uma coletiva de imprensa marcada para a tarde desta quinta-feira (15/4).

Seguindo o Plano Nacional de Imunização, das 72,8 mil doses prometidas ao DF, 43.134 unidades serão destinadas ao público de 64 e 65 anos; 2.237 para os servidores da saúde e 3.909, para os integrantes da carreira de segurança pública. A diferença, 23.502 unidades, é para a aplicação da segunda dose.

A ampliação do público prioritário foi anunciada no fim da tarde de terça-feira (14/4), pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). Além das doses enviadas pelo Governo Federal, o DF lidera um consórcio para a compra direta da vacina russa. Mas ainda não tem data de quando isso poderá ocorrer, uma vez que a Anvisa ainda não liberou a comercialização do imunizante no Brasil.
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Parque de Águas Claras com vagas de estacionamento novas

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Equipes do GDF Presente, da administração e da Novacap também lavaram 23 paradas de ônibus nas avenidas Araucárias e Castanheiras

Um grupo de 15 homens se revezou no serviço, que incluiu a recuperação de bocas de lobo, ajuste na galeria de água pluvial, reparação de meio-fio e do asfalto da via, além da recolocação dos bloquetes do estacionamento | Foto :Divulgação GDF Presente

Demanda antiga dos moradores de Águas Claras, a reforma do estacionamento da Avenida Parque Águas Claras foi concluída.

O espaço com 25 vagas, que margeia o parque vivencial da cidade, foi todo recuperado e já está liberado para uso da população.

Um grupo de 15 homens do Polo Central II do programa, da Administração Regional e da Novacap se revezou no serviço, que incluiu a recuperação de bocas de lobo, ajuste na galeria de água pluvial, reparação de meio-fio e do asfalto da via, além da recolocação dos bloquetes do estacionamento.

De acordo com o administrador André Queiroz, o espaço foi muito danificado pelas intensas chuvas desde novembro do ano passado.

“Agora, na estiagem, conseguimos com o apoio do polo recuperar toda a área afetada”, revela. “O programa GDF Presente é uma iniciativa efetiva e ágil na prestação de serviços públicos para as cidades”, complementa Queiroz.

O gerente de execução de Obras da Administração Regional, Norberto Duarte, diz que a reforma demorou mais de um mês em virtude da quantidade de intervenções.

“Inclusive tapamos uma erosão no asfalto que se formou ali, que atrapalhava o trânsito e ameaçava crescer. Isso vai ajudar no tráfego de carros que é grande na avenida”, observa.

Limpeza

Os trabalhadores também lavaram abrigos de ônibus e fizeram manutenção em um parquinho infantil. Vinte e três paradas nas avenidas Araucárias e Castanheiras foram higienizadas.

Já o parquinho da Rua 19 Sul teve os brinquedos consertados. E, por fim, foi executado o tapa-buracos na Avenida Pau Brasil e na Rua das Paineiras.

“Estamos sempre ouvindo os pedidos da comunidade. A manutenção dos parquinhos, por exemplo, é essencial para que as crianças brinquem com segurança”, conclui o coordenador do polo, Rodrigo Caverna.

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Hoje é

sexta-feira, 16 de abril de 2021

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