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domingo, 21/06/2026

Nova Estação do Monotrilho Até Aeroporto de Congonhas Abre no Fim do Mês

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O monotrilho da Linha 17-Ouro, que conecta o metrô ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, terá uma nova estação chamada Washington Luís. Essa estação começará a funcionar até o final de junho, conforme informações obtidas pelo Estadão.

O transporte vai operar, por enquanto, somente das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira, e não funcionará nos fins de semana. A linha foi inaugurada no fim de março e a operação completa está prevista para começar em outubro.

A estação Washington Luís está localizada entre as avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís. Ela já estava pronta em março, mas o Metrô, responsável pela construção e operação inicial da linha, decidiu não abrir no início. Esta será a primeira estação em formato Y do estado, pois em determinados horários o trem seguirá para o Aeroporto de Congonhas e em outros para Washington Luís.

Os passageiros devem ficar atentos aos avisos visuais e sonoros para embarcar no trem com o destino correto. De acordo com Roberto Torres Rodrigues, diretor de Engenharia e Planejamento do Metrô, a cada dois trens que vão para o aeroporto, um seguirá para a estação Washington Luís, com o controle ajustado conforme a demanda de usuários.

O ponto final da linha alternará entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Washington Luís. Esse sistema é comum em metrôs europeus, como o de Paris, mas representa uma novidade para os usuários de São Paulo.

Por essa razão, o Metrô optou por inaugurar a linha primeiro e só depois implementar essa inovação, que, segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi uma decisão baseada em questões de segurança para os passageiros.

A previsão é que a operação diária ocorra das 4h40 à meia-noite a partir de outubro, quando a gestão da linha passará para a concessionária Motiva, atual nome da CCR.

Enquanto isso, o serviço continuará gratuito, visto que ainda está em fase parcial. Após a operação completa, a tarifa será de R$ 5,40, o mesmo valor das demais linhas do metrô.

Ao atingir o funcionamento pleno, estima-se que até 93 mil pessoas utilizem a linha diariamente. Até agora, cerca de 220 mil usuários já passaram pelo monotrilho em quase três meses.

O Metrô declarou que a operação parcial serve para avaliar o desempenho dos sistemas, trens e estações, permitindo a inserção gradual de mais trens e ampliando o horário e os dias de atendimento.

O monotrilho faz conexão entre Congonhas e as linhas 5-Lilás, na estação Campo Belo, e 9-Esmeralda, no Morumbi.

Obra Saiu do Papel Após Muitos Atrasos

A construção do monotrilho foi finalizada 13 anos depois do prazo inicialmente previsto. O projeto, originalmente planejado para chegar até o Estádio do Morumbi e a estação Jabaquara, atualmente vai do Aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da CPTM.

O monotrilho foi anunciado em janeiro de 2010 como uma das obras para a Copa do Mundo de 2014. O plano inicial previa 18 estações entre Congonhas e o Estádio do Morumbi para facilitar o transporte de torcedores e visitantes.

Entretanto, a organização da Copa mudou o estádio para o Corinthians, em Itaquera, e a obra perdeu parte do financiamento federal. Além disso, as construtoras responsáveis, Odebrecht e Andrade Gutierrez, foram afetadas pela Operação Lava Jato, o que prejudicou o andamento do projeto.

O Metrô de São Paulo rescindiu contratos com essas empresas em 2016, e a obra ficou paralisada por anos. A operação Lava Jato dificultou a contratação de novas empresas para dar continuidade ao projeto.

As obras foram retomadas apenas em 2020, mas ainda sofreram interrupções e mudanças de contratadas. Segundo Roberto Torres Rodrigues, do Metrô, vários desafios foram superados para prosseguir com a obra.

A equipe do então governador Geraldo Alckmin, do PSDB, afirmou que o prazo inicial foi baseado em avaliações do mercado e que a Lava Jato teve impacto nas finanças do setor. Atualmente, Alckmin é vice-presidente da República pelo PSB.

Em 2010, o projeto foi orçado em R$ 2,9 bilhões, equivalente a cerca de R$ 7,1 bilhões corrigidos pela inflação, com aportes dos governos federal, estadual e municipal.

O custo total da primeira fase da obra atingiu R$ 5,97 bilhões, conforme informado pelo governo do Estado, valor que inclui estruturas adicionais e despesas dos contratos que foram paralisados.

O Metrô informou que ainda há planos para construir as outras dez estações restantes, completando o trecho até as estações São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela e Jabaquara da Linha 1-Azul.

O governo planeja contratar ainda este ano o projeto técnico para quatro novas estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano e Vila Paulista. A expectativa é que a construção tenha início em 2029, com entrega prevista para 2031.

Estadão Conteúdo

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