O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, embora afastado do cargo desde 10 de fevereiro, continuou a receber sua remuneração integral, que ultrapassa os R$ 100 mil mensais. Em fevereiro, a remuneração bruta foi de R$ 132 mil e, em março, R$ 127 mil, valores próximos ao salário pago em janeiro, antes do afastamento, conforme dados do Portal da Transparência.
Marco Buzzi está afastado cautelarmente e perdeu algumas prerrogativas do cargo, mas mantém seu subsídio mensal integral, atualmente fixado em R$ 44.047,88.
Investigações em andamento
O ministro é alvo de investigações no STJ, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos, conforme reportado pela coluna Grande Angular.
No final de março, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à abertura de processo criminal contra Marco Buzzi.
Além dessa denúncia, outra por motivo semelhante apresentada por uma ex-servidora do gabinete está sendo apurada. As duas mulheres prestaram depoimento à Corregedoria Nacional de Justiça, e os fatos foram registrados oficialmente.
Acusação de importunação
Marco Buzzi foi acusado de tentar agarrar uma jovem em uma praia de Balneário Camboriú, Santa Catarina, em 9 de janeiro. Ele nega as acusações. O caso está sendo investigado como importunação sexual, cuja pena prevista no Código Penal varia de 1 a 5 anos de prisão, em caso de condenação.
A vítima registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo. Ela e sua família estavam hospedadas na casa de praia do ministro na ocasião.
Segundo relato da jovem, ela estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro e tentou se desvencilhar ao menos três vezes, sem sucesso, até finalmente conseguir ajuda dos pais.
Os advogados de Marco Buzzi, Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta, afirmam que não foi garantido o direito básico de defesa ao magistrado e rejeitam o que chamam de campanha sistemática de acusações contra ele.
