O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, participou na quarta-feira (8/4) de um jantar no Lago Sul, área nobre de Brasília, reunindo 38 senadores. Entre os presentes estava o ministro do STF, Cristiano Zanin. O encontro também contou com a participação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não esteve presente.
O evento teve o objetivo de fortalecer o apoio para a sabatina e votação de Messias, que poderá contar com cerca de 47 votos favoráveis, segundo um senador consultado pela reportagem. O cardápio especial foi preparado pelo senador Lucas Barreto (PSD-AP), organizador do jantar, que serviu peixe acompanhado de suco de cupuaçu.
Clima político e votação
O jantar também abordou temas políticos importantes, incluindo a sessão para analisar o veto da dosimetria, que deve ser convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Senadores consideram que essa ação pode ajudar a acalmar as relações com a oposição nas duas Casas e facilitar a aprovação da indicação de Messias em um ambiente menos conflituoso.
Discussão sobre Banco Master
Outro ponto abordado foi a delação de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que gerou inquietação entre autoridades dos poderes Executivo e Legislativo. As declarações podem trazer à tona informações relevantes, pois o Banco Master fez repasses milionários a escritórios e empresas ligados a ex-políticos e autoridades importantes, como o ex-presidente Michel Temer (MDB), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), além de ex-ministros como Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e o ministro do STF Ricardo Lewandowski.
Relatórios da Receita Federal encaminhados para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado indicam que o escritório de advocacia do ex-presidente Temer recebeu R$ 10 milhões em 2025, enquanto escritórios ligados a Antonio Rueda receberam R$ 6,4 milhões em 2023.
