O Exército do Líbano informou que Israel quebrou a trégua poucas horas após o início do cessar-fogo, que começou na madrugada de sexta-feira (17/4), no horário local. Segundo os militares libaneses, houve bombardeios em várias aldeias no sul do país, ameaçando a continuidade do acordo.
Em nota, as Forças Armadas do Líbano afirmaram ter registrado “vários atos de agressão” por parte de Israel. Diante disso, o exército recomendou que a população adie o retorno para as cidades e vilarejos do sul, que são as áreas mais afetadas pelos confrontos recentes.
Acordo em risco
O cessar-fogo foi intermediado pelos Estados Unidos e acertado em Washington, com a participação de autoridades israelenses e libanesas. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, considerou a trégua como um ponto inicial para negociações diretas com Israel.
Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia avisado que manteria tropas em áreas estratégicas no sul do Líbano, mesmo durante a trégua, o que é um ponto de tensão no acordo. Apesar disso, agressões não são permitidas durante o período da trégua.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o grupo Hezbollah respeite o cessar-fogo de 10 dias que foi anunciado. Ele escreveu nas redes sociais que espera que o Hezbollah se comporte corretamente durante esse período, ressaltando a necessidade de paz e o fim das mortes.
Antes mesmo da trégua começar, o Hezbollah condicionou sua participação à interrupção completa das ofensivas israelenses. Em entrevista à CNN Internacional, Ibrahim Moussawi, representante político do grupo, afirmou que o compromisso depende da atitude de Israel, ressaltando que o grupo manterá a trégua enquanto Israel cessar as agressões.
