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Mundo

Líbano acusa Israel de atacar jornalistas de forma proposital

Jornalista Amal Khalil

Líderes do Líbano afirmaram que Israel cometeu um ataque aéreo que matou uma jornalista no sul do país, descrevendo o ato como um crime de guerra. A vítima, Amal Khalil, de 42 anos, trabalhava para o jornal Al-Akhbar, que apoia o Hezbollah. No mesmo ataque, a jornalista freelancer Zeinab Faraj ficou ferida.

O presidente libanês, Joseph Aoun, disse que Israel ataca jornalistas de propósito para esconder seus crimes contra o Líbano. Ele chamou o ataque de um crime de guerra.

O primeiro-ministro, Nawaf Salam, afirmou que atacar jornalistas e impedir o acesso de equipes de resgate é um crime de guerra. Ele garantiu que o governo levará o caso para órgãos internacionais.

Amal Khalil e Zeinab Faraj estavam em uma casa na cidade de al-Tiri, onde buscaram refúgio depois que um carro próximo foi atingido por um bombardeio israelense, que matou duas pessoas, incluindo o prefeito de Bint Jbeil.

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Outro ataque atingiu a residência onde as jornalistas estavam. Socorristas conseguiram resgatar Zeinab Faraj, mas a ambulância que a levava foi atacada novamente, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Por causa da situação, as forças de paz da ONU foram chamadas para ajudar no resgate, que só foi possível após várias horas. O corpo de Amal Khalil foi recuperado dos escombros.

O Ministério da Saúde acusou Israel de atrapalhar as operações de resgate e de atacar uma ambulância que mostrava o símbolo da Cruz Vermelha. O Exército israelense disse que atingiu veículos que transportavam “terroristas” no sul do Líbano e negou ter impedido o acesso às equipes de resgate.

O ataque aconteceu mesmo com o cessar-fogo em vigor desde 17 de abril entre Israel e o Hezbollah, pouco antes das negociações em Washington. O conflito já causou mais de 2.400 mortes no Líbano.

Amal Khalil era uma correspondente experiente que cobriu o sul do Líbano durante os recentes conflitos. Ela e Zeinab Faraj frequentemente trabalhavam juntas.

O jornal Al-Akhbar lamentou a morte de Amal Khalil, descrevendo que ela foi perseguida por aviões inimigos que primeiro atingiram seu carro e depois a casa onde estava.

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, declarou que atacar jornalistas é um crime grave e condenou a morte da jornalista como uma violação clara do direito internacional humanitário.

O Comitê Libanês para a Proteção dos Jornalistas expressou indignação e afirmou que a obstrução das operações de resgate por Israel pode ser um crime de guerra. Desde março, cinco jornalistas morreram em bombardeios israelenses no Líbano.

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