Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou em conversa com o chanceler russo, Sergey Lavrov, que a instabilidade no Estreito de Ormuz é causada pela agressão dos Estados Unidos.
De acordo com Araghchi, Teerã vê as ações militares dos EUA e de Israel como responsáveis pela insegurança na região que é estratégica para o comércio mundial de petróleo.
Tensão crescente no Oriente Médio
O anúncio acontece enquanto cresce a tensão entre Irã e Estados Unidos, com o fim do cessar-fogo marcado para o dia 22 de abril se aproximando. O acordo, iniciado em 7 de abril, pode não ser renovado.
O presidente americano, Donald Trump, declarou que é improvável estender a trégua sem avanços nas negociações. Ele afirmou que, se não houver acordo, os combates certamente serão retomados.
Já do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian expressou desconfiança histórica em relação aos Estados Unidos, criticando as exigências americanas como excessivas, interpretando-as como uma tentativa de forçar a rendição do país.
O impasse diplomático aumentou após o Irã recusar uma nova rodada de negociações no Paquistão, acusando os EUA de violar o cessar-fogo por meio de bloqueio naval no Estreito de Ormuz e da apreensão de um navio iraniano.
Apesar das tensões, a Rússia reafirmou disposição para atuar como mediadora, buscando facilitar a negociação entre o Irã e os países do Golfo Pérsico. O governo iraniano também prometeu garantir a passagem segura de embarcações russas na região.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, segue como ponto central da crise atual.
