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IPCA desacelera para 0,13% em maio, menor resultado para o mês desde 2006

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Deflação na alimentação, puxada pelos preços de tomate, feijão-carioca e frutas, influenciou o índice; transportes também teve queda significativa

Inflação ficou em 0,13 ,em maio (iStock/Getty Images)

Influenciada pela queda no preço dos alimentos e bebidas, a inflação desacelerou 0,13% em maio, menor resultado para o mês desde 2006, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, a variação acumulada está em 2,22%.

Houve desaceleração em relação a abril, quando a alta registrada foi de 0,57%. O resultado é o menor para o mês de maio desde 2006, quando o índice atingiu 0,10%.O IPCA mede a variação de preços aos consumidores que possuem rendimentos de 1 a 40 salários mínimos em nove regiões metropolitanas do país. São analisados um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, como alimentos, remédios, vestuário e etc. É com base no IPCA, que diversos setores da economia reajustam o valor de venda para seus produtos.

Com o resultado de maio, o acumulado em doze meses atingiu 4,66%, contra os 4,94% nos doze meses imediatamente anteriores. O resultado é distante do centro da meta do governo definida para 2019, que é de 4,25%, mas dentro da margem de erro, que é de um ponto porcentual para mais ou para menos. Segundo o Boletim Focus mais recente, divulgado semanalmente pelo Banco Central, economistas do mercado financeiro preveem uma inflação de 4,03% ao ano.

A principal influência para a desaceleração na inflação foi a queda no grupo de alimentação e bebidas, que teve redução de 0,63% em abril para -0,56%, em maio. “Após subirem em abril, os preços dos alimentos com grande peso na cesta básica caíram devido ao aumento da oferta com a colheita do tomate, das frutas e da segunda safra do feijão”, explica o analista de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov.

O tomate, depois de apresentar alta de 29% em abril, caiu 15% em maio. Já o feijão-carioca acentuou a queda em relação ao mês anterior, passando de -9,% para -13%. Mesmo assim, esse produto acumula alta de 62% no ano. E as frutas apresentaram deflação intensa de um mês para outro, passando de -0,71% para -2,87%.

Além dos alimentos, a queda no grupo de transportes também teve grande influência no desempenho do IPCA, em maio, caindo de 0,94% em abril para 0,07%. Destaca-se a queda de 21,82% no preço das passagens aéreas, que haviam subido em abril, no valor de 5,32%. Já a gasolina teve alta de 2,6%. Em todas as regiões pesquisadas, houve alta no preço do combustível, desde o 0,50% registrado na região metropolitana de Porto Alegre até os 7,17% no município de Goiânia.

Por outro lado, o grupo Habitação apresentou o maior impacto positivo no mês de maio, responsável por 0,15 ponto percentual do índice, com alta de 0,98%, influenciado principalmente pela alta de 2,18% na energia elétrica

 

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Economia

Bolsa avança e recupera 100 mil pontos com exterior benigno

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Às 10:18, o Ibovespa subia 0,98%, a 100.031,85 pontos

B3: bolsa paulista mostrava ganhos nesta sexta-feira (Amanda Perobelli/Reuters)

São Paulo — A bolsa paulista mostrava ganhos nos primeiros negócios desta sexta-feira, embalada pela melhora nos mercados no exterior, com as ações da JBS e da BRF entre as maiores altas do Ibovespa, que recuperava os 100 mil pontos.

 

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Economia

“Sim” à reforma tributária mostra que Câmara está madura, diz autor da PEC

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Texto que muda regras dos tributos foi aprovado na CCJ da Câmara

Baleia Rossi: Rossi afirmou ainda que o parlamento e o Executivo têm “que ter a capacidade de não brigar por protagonismo” (Luis Macedo/Agência Câmara)

O deputado Baleia Rossi, autor da reforma tributária que está na Câmara dos Deputados, disse nesta sexta-feira, 16, acreditar que a Casa está madura para discutir o tema.

Ele citou a aprovação rápida da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45, na Comissão de Constituição e Justiça, com baixa resistência. “Todos os partidos apoiaram a PEC na CCJ, com exceção do PSOL. Tivemos apoio de partidos de esquerda, centro e direita. Isso demonstra que Câmara está madura”, disse durante evento do Lide, em São Paulo.

Rossi afirmou ainda que o parlamento e o Executivo têm “que ter a capacidade de não brigar por protagonismo”.

Hoje, além da PEC 45, há ainda uma proposta no Senado, um texto sendo elaborado pelo governo e outro com o apoio de empresários do Instituto Brasil 200. “Queremos resultado na aprovação de uma reforma tributária”, disse.

Idealizador da PEC 45, o tributarista Bernard Appy destacou no mesmo evento que, com exceção da proposta do Instituto Brasil 200, que é um modelo completamente diferente, todas as outras que estão hoje na mesa apontam na mesma direção, do estabelecimento de um imposto único sobre valor agregado, conhecido como IVA.

Rossi afirmou ainda que conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que este teria feito elogios à PEC 45. A crítica do governo é que será difícil aprovar uma reforma que inclua também estados e municípios. “Mas essa é uma discussão política que precisamos enfrentar”, disse.

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Economia

BC: economia opera abaixo da capacidade em todas as regiões do país

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Comentários constam no Boletim Regional, publicado nesta sexta pela instituição na internet

O Banco Central avaliou nesta sexta-feira, 16, por meio do Boletim Regional, que “a evolução dos indicadores de atividade sugere possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia.”. De acordo com o BC, “regionalmente, observou-se, na margem, maior convergência nas trajetórias de indicadores de atividade no curto prazo, refletindo processo generalizado de acomodação”.

Também segundo o relatório, a economia está operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, como máquinas e mão de obra, em todas as regiões do país e com inflação em níveis confortáveis.

Os comentários constam no Boletim Regional, publicado nesta sexta pela instituição na internet. No documento, o BC analisa a atividade nas regiões com base em dados até maio deste ano.

Na última segunda-feira, 12, o BC divulgou seu Índice de Atividade (IBC-Br) referente a todo o País, em junho de 2019, que indicou alta de 0,30% ante abril, na série com ajuste sazonal. Em relação a maio de 2018, houve queda de 1,75% pela série sem ajuste.

Segundo a publicação, “o nível da atividade econômica no Norte recuou no trimestre encerrado em maio, interrompendo o crescimento observado nos dois trimestres anteriores, reflexo do fraco desempenho da indústria extrativa no Pará, parcialmente compensado pelo comércio regional e pela produção do Polo Industrial de Manaus”.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Região Norte (IBCR-N) caiu 0,3% no período, em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (1%), de acordo com dados dessazonalizados, ou seja, foram excluídos os efeitos de variações típicas de cada período.

No Nordeste, diz o BC, a atividade econômica continua a evidenciar acomodação do ritmo de crescimento. De acordo com o BC, o cenário recente é resultado da “combinação de elevação no volume de serviços prestados e, principalmente, nas vendas do comércio, com a retração da produção fabril”.

“O desempenho mais fraco da economia repercutiu sobre o mercado de trabalho, sendo a única região a apresentar eliminação de postos de trabalhos formais”, diz o boletim. O IBCR-NE variou -0,1% no trimestre encerrado em maio, considerados dados com ajuste sazonal.

Segundo o BC, a atividade econômica no Centro-Oeste registrou recuo no trimestre encerrado em maio, após cinco trimestres consecutivos de elevação, impactada, em especial, pela contração nos setores industriais, com destaque para segmentos da transformação e de energia e saneamento.

“A perspectiva de desempenho positivo nas safras de inverno tende a favorecer a retomada do crescimento na região, principalmente pelos desdobramentos na indústria de alimentos e no setor de transportes”, diz o boletim. Adicionalmente, acrescenta o BC, o mercado de trabalho mostrou sinais positivos bem como o crédito às famílias, o que favorece o crescimento da economia. O IBCR-CO decresceu 0,5% no trimestre até maio, em comparação ao finalizado em fevereiro, na série isenta de sazonalidade.

A economia da região Sudeste manteve trajetória de recuperação gradual, evidenciada por aumentos consecutivos do índice de atividade econômica do Banco Central, desde dezembro, na avaliação trimestral. Nos últimos meses, entretanto, alguns dos principais parâmetros de atividade sugerem arrefecimento do ritmo de recuperação, notadamente a produção industrial – impactada principalmente pela atividade extrativa –, e o volume de serviços.

O IBCR-SE variou 0,1% em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando crescera 0,7% na mesma base de comparação, considerados dados dessazonalizados.

De acordo com o BC, a evolução dos principais indicadores econômicos da região Sul reforça o processo de acomodação da atividade no primeiro semestre do ano, em linha com a trajetória observada no país. “No entanto, em horizonte mais longo, a região apresenta crescimento mais intenso do que a média nacional. A indústria desempenha papel fundamental nesse processo, com maior disseminação da recuperação entre as atividades, embora permaneça a elevada ociosidade da capacidade instalada”.

No mercado de trabalho, por um lado, acrescenta o BC, o emprego com carteira assinada dá sinais de arrefecimento no ritmo de expansão, por outro, o recuo da taxa de desocupação e a expansão da massa de rendimentos sugerem a ampliação da demanda nos próximos trimestres, que deverá ser ampliada pela liberação de recursos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O IBCR-S variou 0,2% no trimestre encerrado em maio, na comparação com o finalizado em fevereiro.

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