O Norte Online – parceiro do JBr na Paraíba
Aliados do ex-prefeito da cidade de João Pessoa, Cícero Lucena, têm criticado os institutos de pesquisa que indicam o governador Lucas Ribeiro como líder nas eleições para o Governo da Paraíba. Essas acusações tem gerado reações e uma possível investigação na Assembleia Legislativa. O portal O Norte Online entrevistou os principais institutos para apresentar suas respostas.
O deputado estadual Filipe Leitão lidera as críticas, afirmando que alguns institutos vendem pesquisas para favorecer grupos políticos. Segundo ele, essa prática não é de todos, mas tem crescido bastante.
Os institutos DataTrends, ANOVA e Ceta decidiram responder às críticas.
Resposta dos Institutos
O diretor do DataTrends, Edmar Lyra, esclareceu que seu instituto não foi citado diretamente, mas explicou que realiza pesquisas na Paraíba com recursos próprios, sem ligação política, e tem histórico de acertos em várias cidades. Ele explicou que a mudança nas pesquisas reflete o novo cenário político, com o governador ganhando visibilidade por estar no cargo e Cícero Lucena perdendo exposição após deixar a prefeitura.
Edmar ainda citou o exemplo da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que conseguiu diminuir a diferença nas pesquisas em relação ao ex-prefeito, mostrando a influência da função de governador no processo eleitoral.
Críticas surgem após mudança nos resultados
Bruno Agra, diretor do Instituto ANOVA, que atua desde 2009, ressaltou que as pesquisas foram questionadas apenas após os números mostrarem mudança, antes disso não havia acusações. Ele destacou o bom desempenho do instituto nas eleições anteriores e afirmou que continuarão mostrando os dados mesmo que desagradem grupos políticos.
Críticas fazem parte da história das pesquisas
Daniel Menezes, diretor do Instituto Ceta, afirmou que críticas a pesquisas eleitorais já existem desde o século XIX e são normais. Ele disse que os institutos não temem investigações e que as apurações devem ser feitas pelos órgãos competentes, como o Ministério Público e a Justiça Eleitoral, que têm sido rigorosos quando acionados.
Enquanto a discussão sobre a criação de uma CPI das pesquisas segue na Assembleia Legislativa, os institutos defendem seus métodos, histórico e recomendam que as dúvidas sejam esclarecidas pelos canais legais previstos.
